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05. QUINTO CAPÍTULO

ÚLTIMO CAPÍTULO


SOBRE O CAPÍTULO

A revelação do grande segredo de Adriana (Isis Valverde). O destino de Délcio (Victor Pecoraro) e Verena (Vanessa Gerbelli), vilões que amamos odiar. As sensuais loucuras de Tande (Yuri Fernandes) e Karen (Mel Lisboa) e a felicidade de André (Thiago Martins) e Marília (Paloma Bernardi). Confira as surpresas e emoções do ÚLTIMO CAPÍTULO dessa história surpreendente.

 

SOMBRA E ÁGUA FRESCA

CAPÍTULO 05

(Último Capítulo)

MINISSÉRIE DE: Lucas Oliveira

ESCRITA POR: Lucas Oliveira

 

Personagens deste Capítulo:

ADRIANA

ALFREDO

ANDRÉ

CARLOS

CÍNTIA

DÉLCIO

EDWIGENS

IVES

KAREN

LUANDA

LUDMILA

MARÍLIA

MARTA

MELISSA

PEDRO

SAULO

TANDE

VERENA




CENA 01. APARTAMENTO DE DÉLCIO. QUARTO DOS FUNDOS. INT. NOITE.

Continuação imediata do capítulo anterior. Cíntia e Adriana estão amarradas no chão, lado a lado. Délcio à frente delas.

ADRIANA: (Chorando) O que é que você vai fazer com a gente?

DÉLCIO: (Nervoso) Eu mandei você falar? Eu abri a minha boca dizendo que você podia abrir a sua? Então pronto! Vê se fica quieta e espera, porque daqui a pouco cê vai saber o que o futuro te reserva.

ADRIANA: Pelo amor de Deus, não faz nada comigo. Te imploro, Délcio! Eu tô grávida!

Délcio se espanta e ao mesmo tempo acalma os nervos.

DÉLCIO: (Perplexo) Como é que é? Grávida?

ADRIANA: Sim, é isso mesmo que você ouviu. Vai ter coragem de fazer mal a mim, sabendo que tem uma criança aqui dentro que não tem culpa de nada?

DÉLCIO: Pera aí, tá grávida de quem? Não vai me dizer que é do cara que você tava na casa?

Adriana balança a cabeça positivamente.

CÍNTIA: (Abismada) Filha...

Délcio segura Adriana pelo braço.

DÉLCIO: Então é isso?! Com o filho desse cara você se preocupa, o filho dele cê quer ter e não quer que morra né?! Sua desgraçada!  

ADRIANA: (Chorando) Também não é assim.

DÉLCIO: (Transtornado) É assim, sim! Ou você acha que eu esqueci do nosso filho que você matou?

ADRIANA: Pelo amor de Deus, não me faça lembrar disso de novo.

DÉLCIO: (Olhar psicótico) Eu faço, eu faço sim porque você merece. Tudo que eu fiz contigo foi pouco perto da monstruosidade que você fez com uma criança, com nosso filho, apenas um bebê. Quer que eu pegue a foto dele todo ensanguentado e esfregue na sua cara de novo, quer? Sua assassina!

ADRIANA: (Chorando descontroladamente) Não faz isso, pelo amor de Deus. Cê sabe que não foi bem assim. Eu tava com depressão. Você me humilhava, me agredia verbalmente, fazia eu me sentir um lixo. Eu não queria ter um filho com um monstro como você, que só me torturava. Mas quando eu descobri que eu tava grávida, você me obrigou a ter e mesmo assim eu amei muito aquela criança.

DÉLCIO: (Gargalha) Amou tanto que até foi lá e matou ela.

ADRINA: (Grita) NÃO FOI BEM ISSO! Você sabe que não foi isso que aconteceu, seu desgraçado! Eu,  com depressão, chego em casa e encontro você com uma vagabunda na nossa cama. Você agia naturalmente, me humilhava na frente da piranha. Aí saiu, disse que ia para o motel com a vadia e que não tem hora pra voltar, me deixando em casa sozinha com meu filho. Deus sabe como eu estava, ele sabe que eu tava fora de mim.

DÉLCIO: Fora de si ou não, não justifica o que você fez. Pra mim você sempre será uma assassina! Assassina! É isso que você é, Adriana.

ADRIANA: (Cessa o choro) Você não sabe como eu tava. Quando cê saiu, eu comecei a ver vultos, vultos que eu não sabia o que era, mas que me faziam mal. Comecei a quebrar tudo. Fui ao quarto, vi aquela criança tão amada, mas que na hora eu só conseguia pensar que era seu filho também, um filho que você me atormentava tanto pra ter.

DÉLCIO: É, eu sei. E aí pegou a criança e cortou toda na tesoura.

Délcio aponta o dedo na cara de Adriana.

DÉLCIO: (Grita) MOSTRO! MISERÁVEL! CORVADE! ASSASINA!  

ADRIANA: (Grita) PAAAARA! Para pelo amor de Deus. Olha como eu tô. (Mostra as mãos trêmulas) Não me faz lembrar dessa cena de novo, por favor.

DÉLCIO: Ah é? Pois agora eu vou fazer você ver uma cena que jamais vai sair de sua cabeça e que vai piorar muito o seu estado, sua desgraçada!

Délcio, visivelmente fora de si, retira um revólver do bolso e aponta para Cíntia.

CÍNTIA: (Visivelmente amedrontada) Não, não faz isso.

DÉLCIO: (Riso sínico) Adeus, sogrinha!

Délcio dispara cinco tiros contra Cíntia.

ADRIANA: (Grito desesperador) NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!

DÉLCIO: Isso. Chora, vadia! Chora porque é assim que eu gosto de te ver, sofrendo, chorando, aos meus pés! Você não matou o meu filho? Pronto, eu matei tua mãe. É justo! Agora, estamos quites. Tá tudo certo!

Adriana debruça sobre o corpo de Cíntia. Em Délcio, com os olhos cintilando de ódio. CORTA PARA/

CENA 02. MANSÃO DE EDWIGENS. SALA. INT. NOITE.

Edwigens e Carlos sentados no sofá. Pedro em pé.

EDWIGENS: Como é que é, meu filho? Você disse que tá o quê?

PEDRO: (Firme) Que eu passei o dia inteiro na casa da Ludmila e que estamos namorado.

EDWIGENS: (Levantando-se) Meu Deus, eu não acredito que estou ouvindo isso. Tá vendo isso, Carlos?

CARLOS: Tô e não vejo nada demais. Se o nosso filho tá feliz, é o que importa.

EDWIGENS: Mas a Ludmila é sua ex-mulher, Carlos! E tem quase o dobro da idade do Pedro. Não, eu não vou tolerar isso.

CARLOS: Sim, mas acontece que a decisão é dele. Se o Pedro quer, não há nada que se possa fazer.

PEDRO: É isso mesmo, mãe. E, se a senhora não quer, tudo bem, eu saio de casa e vou pra casa dela.

EDWIGENS: Não, meu Filho, não! Essa mulher tá querendo virar a tua cabeça contra sua própria família. Enxerga isso pelo amor de Deus, Pedro. Só quero o seu bem. Tenho certeza que cê vai acabar se dando mal com ela.

PEDRO: Não adianta, mainha. Eu vou morar com ela e tá decidido. Não tem nada que faça me mudar de ideia!

Pedro sai.

EDWIGENS: (Aflita) Vai atrás dele, Carlos!

CARLOS: (Sossegado) Eu não.

Edwigens pega um vaso e joga contra a parede. Nela, chorando. CORTA PARA/

 

CENA 03. APARTAMENTO DE DÉLCIO. QUARTO DOS FUNDOS. INT. NOITE.

Adriana debruçada sobre o corpo de Cíntia. Délcio em sua frente.

ADRIANA: (Olhando-o com asco) Você é um monstro!

DÉLCIO: Apenas devolvi a dor que você me causou. Paguei na mesma moeda. Dói, né?!

ADRIANA: Eu tenho pena de você.

DÉLCIO: Não se faça de vítima porque cê tá longe de ser uma.

Délcio segura Adriana pelo braço.

DÉLCIO: Cê acha que vai sair daqui com esse filho na barriga? Não, Adriana. Claro que não!

ADRIANA: (Coloca as mãos sobre a barriga) Aqui cê não toca! Aqui não!

DÉLCIO: (Riso debochado) Fala mais alto. Quem sabe assim eu não acredite que você é a mulher maravilha e que vai me deter.

Délcio puxa Adriana pelos cabelos e a joga no chão com força. Ele retira o celular do bolso.

DÉLCIO: (Psicótico) Você vai pegar esse celular e vai mandar mensagem pro pai dessa criança, entendeu?! Vai dizer que perdeu o filho e que vai sumir de Salvador.

ADRIANA: Não, isso não.

Délcio dá um tapa na cara de Adriana.

DÉLCIO: Cê ainda não se deu conta de quem manda aqui, sua cadela?! (Joga o celular em cima dela) ANDA! ENVIA LOGO ESSA PORRA!

Adriana, tremendo, pega o celular e digita. Délcio abaixa ao seu lado a segurando pelo braço. Ele toma o celular das mãos dela.

DÉLCIO: (Ri satisfeito) Muito bem. Fez exatamente como eu mandei. É assim que eu gosto.

ADRIANA: (Implorando) Cê já acabou com minha vida. Não faz mais nada comigo, pelo amor de Deus. Meu filho tá aqui dentro, Délcio. Não faz isso.

DÉLCIO: Exatamente por isso, minha cara. Cê matou o meu filho! Cê acha mesmo que eu vou deixar vir ao mundo seu filho com outro cara?! (Gargalha) Pode dar adeus a esse mundo, Adriana. Sua próxima parada é o inferno!

ADRIANA: (Chorando desesperadamente) Não, Délcio. NÃO!

DÉLCIO: (Grita) CALA A BOCA!!!

Délcio dá um murro na cara de Adriana, que desmaia. Délcio começa a chutar a barriga de Adriana enquanto sorri psicopatamente. Adriana começa a sangrar pela boca. Délcio entra em transe, senta-se sobre Adriana, a segura pelos cabelos e bate sua cara contra o chão incansavelmente até perder as forças. Ele cai sobre ela, retira o revólver do bolso, aponta para sua cabeça a atira. A CAM vai se afastando até vermos Cíntia, Adriana e Délcio mergulhados em uma enorme poça de sangue que se formou. CORTA PARA/

CENA 04. SALVADOR. EXT. NOITE.

Planos gerais. TRANSIÇÃO da NOITE para o DIA. CORTA PARA/

 

CENA 05. AEROPORTO DE SALVADOR. INT. DIA.

André e Marília sentados.

ANDRÉ: Eu sei que eu não devia pensar, mas vai ser muito difícil essa lua de mel sabendo que tem uma mulher grávida de um filho meu.

MARÍLIA: Amor, vamos tentar aproveitar nosso momento. É um momento único. Quando a gente voltar, damos um jeito nisso. Não vai ser difícil encontrar aquela vagabunda. Com certeza ela não vai nos dá um minuto de paz o tempo todo batendo na nossa porta. Aí você pede um exame e descobre se é ou não um golpe daquela vadia.

ANDRÉ: Eu sei. Você avisou pra Karen e pro Tande que íamos embarcar hoje cedo?

MARÍLIA: Avisei. Mandei a Karen ficar de olho lá em casa, porque o Tande é muito avoado, não dá pra confiar.

ANDRÉ: (Levantando-se) Vou ali botar crédito no celular. Ficar sem internet num dar não.

MARÍLIA: Demora não. Daqui a pouco o voo sai.

ANDRÉ: Já volto.

André sai. Em Marília, pensativa. CORTA PARA/

 

CENA 06. HOSPITAL. CORREDOR. INT. DIA.

Verena, andando de um lado para o outro, fala ao celular.

VERENA: (Inquieta) A cadela da Luanda tá aleijada. Essa é ou num é uma notícia digna de uma grande festa?

SAULO: (OFF) Pelo amor de Deus, Verena. Não acredito que cê me ligou pra comorar a desgraça da tua irmã

VERENA: Claro que não, querido. Não vou gastar meu pacote falando de porcaria. Mas enfim, vou dormir hoje aqui no hospital. Tenho que dar uma de irmã zelosa e não posso deixar o Fredo aqui sozinho.

SAULO: (OFF) Assume de uma vez, Verena. Fala logo que é o Alfredo quem você quer, quem você ama.

VERENA: Pra que afirmar uma coisa que cê já sabe?! Aproveita, hein?! Seu prazo de validade comigo tá pertinho de vencer.

SAULO: (OFF) Espera pelo o menos a Luanda morrer. Ficar se jogando pra cima do marido dela numa situação dessas é imoral demais.

VERENA: Bem que eu queria que ela morresse de uma vez. Mas é bom que antes, ela sofra um pouco. Assim eu me divirto muito com o sofrimento dessa infeliz até chegar a hora do adeus.

Alfredo aproxima-se de Verena.

ALFREDO: Com o sentimento de quem você se diverte, hein, Verena?

Verena se vira, visivelmente assustada. CORTA PARA/

 

CENA 07. CASA DE LUDMILA. SALA. INT. DIA.

Ludmila abre a porta e beija Pedro.

LUDMILA: Bom dia, meu amor! Veio cedo hoje, hein.

PEDRO: Eu não vim te visitar...

LUDMILA: Como assim?

PEDRO: Contei tudo sobre a gente pros meus pais. E de noite mesmo eu saí de casa.

LUDMILA: Você contou? Que maravilha! Eu não acredito que eles te expulsaram de casa. (T) Bom, pelo o menos estamos livres para vivermos em paz.

PEDRO: Eles não me expulsaram de casa, mas eu mesmo resolvi sair. Meu pai me apoiou, mas minha mãe, não. Pelo o menos isso eu já esperava.

LUDMILA: (Abraçando-o) Oh, meu loirinho, não fica assim, não. Agora você tem a mim, e eu vou cuidar direitinho de você, viu?! Pode ficar tranquilo.

PEDRO: Então cê deixa eu ficar aqui?

LUDMILA: Mas é claro, né?! Mas e suas roupas?

PEDRO: Depois eu falo com o Ives e ele traz pra mim.

LUDMILA: Entra!

Pedro entra. Ludmila fecha a porta.

PEDRO: Você não existe!

Pedro encosta Ludmila na porta e a beija apaixonadamente. CORTA PARA/

 

CENA 08. HOSPITAL. CORREDOR. INT. DIA.

Continuação imediata da cena 06. Verena desliga o celular rapidamente.

ALFREDO: Fala, Verena. De quem é o sofrimento que cê disse que te divertia tanto?

VERENA: (Recompondo-se) Não, é que... É que eu tinha ligado pro Saulo pra saber como tá as coisas lá na casa dele e ele me disse que apareceu tanta barata, mas tanta... Aí eu mandei ele jogar veneno em cima e deixar elas morrendo e sofrendo aos poucos, que eu me divertia com aquilo. Porque pense num bicho que eu detesto, viu. Tenho fobia!

ALFREDO: Hummmm... Tem certeza que foi só isso mesmo?

VERENA: (Nervosa) Claro! E o que mais poderia ser?

ALFREDO: Não sei. Por isso tô te perguntando.

VERENA: Magina. Vou ali pegar um cafezinho.

Verena sai. Em Alfredo, visivelmente desconfiado. CORTA PARA/

 

CENA 09. APARTAMENTO DE DÉLCIO. SALA. INT. DIA.

Marta adentra o local.

MARTA: Bom dia, seu Délcio!

Ela olha para os lados. Silêncio absoluto.

MARTA: Seu Délcio, o senhor tá aí? ... Seu Délcio?

Marta coloca a chave sobre a mesa de centro.

MARTA: (Pra si mesma) Ué, será que seu Délcio não dormiu em casa?!

Marta segue a diante. CORTA RÁPIDO PARA/

 

CENA 10. APARTAMENTO DE DÉLCIO. QUARTO DOS FUNDOS. INT. DIA.

Local totalmente escuro. Marta abre a porta lentamente e entra.

MARTA: Vou aproveitar que ele não tá em casa e deixou a porta aberta e finalmente vê o que tem nesse quarto. (Perdida) Onde é que fica a luz aqui?!

Marta vai deslizando as mãos pela parede e ascende a luz. Ao virar-se vê Cíntia, Adriana e Délcio cobertos em um verdadeiro mar de sangue.

MARTA: (Grita) AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!

Marta sai correndo e gritando, apavorada. CORTA PARA/

 

CENA 11. SALVADOR. EXT. DIA.

Planos gerais. TRANSIÇÃO do DIA para a NOITE. CORTA PARA/

 

CENA 12. CASA DE TANDE. SALA. INT. NOITE.

Karen deitada no sofá. Tande adentra o local.

KAREN: (Animada) Amoooor!

TANDE: Que animação!

KAREN: (Mostrando a coleira no pescoço) Já reparou o que eu tô usando e o que tá escrito?

TANDE: Ual! Ficou show!

KAREN: MEU DO-NO! (Provocante) Vem cá, vem!

TANDE: Ai, tô cansado pra porra, Karen. O trampo hoje foi puxado.

KAREN: (Sentando-se) Tava te esperando justamente pra te fazer relaxar.

TANDE: (Senta-se ao lado) Relaxar como?

KAREN: (Riso) Te dando um trato, né.

TANDE: Ah, amor, eu tô suado, com os pés doendo...

KAREN: Não tem problema, eu gosto assim mesmo! Tira esse tênis, que eu vou fazer a melhor massagem que você já recebeu.

TANDE: Mas eu tô com chulé, amor, você sabe que quando uso tênis...

KAREN: E daí? Eu limpo!

TANDE: Como?

KAREN: Com a boca! Eu vou chupando e lambendo ele todinho, até ficar limpinho. E aí depois eu vou subindo, subindo, até chegar lá no...

TANDE: Caralho, amor. Fala assim não que eu fico louco.

Karen se abaixa sobre os pés de Tande.

KAREN: (Sensualmente) Vai, amor. Deixa eu tirar, deixa. E mete na minha boquinha. Pisa gostoso na minha cara, que eu amooooo.

TANDE: Ah é? É assim que você gosta é, sua cachorra?!

Tande segura Karen pelos cabelos.

TANDE: Então tira. Mas tira com a boca e olhando pra mim, porra!

Karen começa a desamarrar o cadarço de Tande. Ela vai puxando a meia dele com a boca até sair completamente. Ele pega a meia e aperta sobre o nariz dela, sufocando-a. Ela se contorce de prazer. Os dois, visivelmente excitados. CORTA PARA/

 

CENA 13. CASA DE LUDMILA. SALA. INT. NOITE.

Pedro e Ludmila deitados no sofá assistindo TV. Ouve-se a campainha tocar.

LUDMILA: Atende aí, vai, amor.

Pedro se levanta e abre a porta.

PEDRO: (Assusta-se) Mainha? Painho?

EDWIGENS: Oi, meu filho. Será que seu pai e eu podemos entrar?

PEDRO: Claro!

Edwigens e Carlos entram. Pedro fecha a porta. Ludmila se levanta de imediato.

EDWIGENS: Bom, o que me trouxe aqui hoje é o fato de eu ter um filho de ouro. Um filho que sempre estudou, me tratou bem, nunca usou drogas, nem fez baderna pelas ruas. Um filho companheiro, compreensivo, amoroso, generoso. Enfim... Tendo um filho com tantas qualidades assim, eu não posso perdê-lo.

Pedro e Ludmila se entreolham.

EDWIGENS: Ludmila, eu vou ser bem franca com você: não estou feliz em vê-la namorando o meu menino. Mas, eu pensei melhor e vi que se ele tá realmente feliz, é o que importa. Portanto, meu filho, só queria dizer que não vou mais brigar contigo por causa disso e se você quiser voltar, as portas de casa estarão sempre abertas.

CARLOS: E eu, claro, assino embaixo!

PEDRO: Eu agradeço. Fico feliz que a senhora finalmente enxergou que o importante é minha felicidade. Mas eu não vou voltar! Tô muito feliz aqui com a Ludmila e, juntos, a gente quer começar uma nova vida à dois.

CARLOS: Você tem certeza, filho?

PEDRO: Absoluta.

LUDMILA: Pode ficar tranquila que eu vou cuidar muito bem do seu filho, Edwigens.

CARLOS: Bom, então eu acho melhor a gente ir embora, Ed.

EDWIGENS: (Cabisbaixa) É, acho que não tem mais nada pra fazermos aqui. Se cuida, meu filho. Não esquece que eu te amo e vou te amar pra sempre!

Edwigens abraça Pedro. Carlos o abraça em seguida.

PEDRO: (Emocionado) Eu também amo vocês.

CARLOS: A gente sabe.

PEDRO: (Limpando as lágrimas) Depois fala pro Ives trazer minhas roupas e vim aqui me visitar.

CARLOS: Pode deixar!

EDWIGENS: Até!

Carlos e Edwigens saem. Ludmila fecha a porta.

LUDMILA: Pronto, meu amor. Já foi tudo resolvido.

PEDRO: Pelo contrário. Nossa história tá só começando. Ao seu lado, tenho certeza que ainda vamos viver muitos momentos de felicidade.

LUDMILA: Eu também, meu amor. Eu também.

Ludmila e Pedro se beijam. CORTA PARA/

 

CENA 14. HOSPITAL. QUARTO 109. INT. NOITE.

Luanda dormindo. Alfredo ao lado. Verena ao canto.

ALFREDO: Verena, fica aqui com ela que eu vou comer alguma coisa na cantina, tá?! Demoro não.

VERENA: Claro, Fredo. Pode ir.

Alfredo beija a testa de Luanda e sai. Verena aproxima-se de Luanda. Ela olha para todos os lados e começa a mexer na máquina e nos fios que está sobre Luanda.

VERENA: (Decidida) De hoje, você não passa, minha irmãzinha!

Verena desconecta um dos fios da máquina. Uma pane começa. Verena se desespera. A máquina começa a sair fumaça. Uma sirene começa a tocar. Verena tenta conter, bate na máquina. Luanda acorda.

LUANDA: (Confusa) Quê isso?

VERENA: Cala a boca, sua imbecil!

O aparelho começa a balançar. Luanda começa a ter falta de ar. Verena corre, tenta abrir a porta, mas não consegue.

VERENA: (Grita) SOCORRROOO! SOCORROO!

A máquina explode. Tudo vai pelos ares. Verena e Luanda voam longe. Nelas, entre os escombros. CORTA PARA/

 

CENA 15. SALVADOR. EXT. NOITE.

PANORAMA da grande metrópole. TRASIÇÃO da NOITE para o DIA. CORTA PARA/

 

CENA 16. CEMITÉRIO. EXT. DIA.

Alfredo de junto da cova de Luanda, chorando descontroladamente. Melissa e Saulo logo atrás.

MELISSA: Calma, seu Fredo. A Dona Luanda era uma patroa boa e uma boa pessoa. Com certeza já tá no céu.

ALFREDO: (Chorando) Porquê, Melissa? Porquê, me diz?!

Melissa abraça Alfredo. Saulo se aproxima da cova ao lado e joga uma flor sobre ela.

SAULO: (Respira fundo) Adeus, Verena. Adeus!

A CAM vai se afastando até vermos de forma panorâmica todo o cemitério. CORTA PARA/

 

CENA 17. MANSÃO DE EDWIGENS. QUARTO DE PEDRO. INT. DIA.

Edwigens fecha a mala. Ives ao lado.

EDWIGENS: Pronto! Leva essa mala lá pro Pedro na casa da Ludmila. Ele não vai mais voltar pra essa casa.

IVES: Sim senhora! Vou ficar conversando um pouco com o Pedro, ok?

EDWIGENS: Não precisa ter pressa, Ives. Pode ficar lá o tanto que quiser. Eu não vou sair hoje.

IVES: Tudo bem. Com licença!

Ives sai. Carlos adentra o local.

CARLOS: Tá tudo bem, Ed?

EDWIGENS: Vem cá, vem!

Carlos abraça Edwigens. Nela, visivelmente pensativa. CORTA PARA/

 

CENA 18. RIO DE JANEIRO. EXT. DIA.

Planos gerais dos diferentes pontos turísticos da cidade. CORTA PARA/

 

CENA 19. HOTEL 3 PINOS. QUARTO 122. INT. DIA.

Marília deitada na cama. André sai do banheiro com o celular em mãos.

ANDRÉ: (Radiante) Cê não vai acreditar.

MARÍLIA: (Curiosa) O que foi?

ANDRÉ: A doida da Adriana deixou uma mensagem pra mim dizendo que foi tudo mentira, que ela inventou tudo. Aquela puta não tá grávida porra nenhuma!

MARÍLIA: (Vibra) Ah, eu sabia! Além de vagabunda é uma vigarista mesmo.

ANDRÉ: Disse que foi tudo um blefe e que ela foi embora de Salvador.

MARÍLIA: Meu Deus, não tinha notícia melhor pra eu receber hoje. Depois manda mensagem contando isso pro Tande e pra Karen. Eles tavam preocupados.

ANDRÉ: Eu vou mandar. (T) Ela tava mesmo disposta a acabar com nossa relação. A Adriana jogou baixo demais!

MARÍLIA: Ela tava louca por você, André. Só não viu, quem não quis.

ANDRÉ: Eu fiquei até com um certo medo. Sei lá, vai que você não acreditasse em mim...Os homens hoje em dia são tratados como se fossem todos bichos e as mulheres como se fossem todas santas e livres de qualquer julgamento por qualquer merda que possam vir a fazer.

MARÍLIA: Você sabe que eu não penso assim, né, amor? Eu amo você! E eu já tinha sacado há tempos que aquela ali não valia nada. Quando se tem amor, se tem confiança. É simples!

ANDRÉ: (Sorri) Eu também te amo!

MARÍLIA: Problema no ralo, felicidade garantida. Vem, amor. Bora comemorar!

André pula sobre a cama e beija Marília.

ANDRÉ: Uhuuuuuuullll!!

Neles, radiantes. CORTA PARA/

 

CENA 20. SALVADOR. EXT. DIA.

Planos gerais. Várias TRANSIÇÕES do DIA para a NOITE e vice-versa.

 

LEGENDA: Semanas Depois...

CORTA PARA/

 

CENA 21. MANSÃO DE LUANDA. COZINHA. INT. DIA.

Melissa e Marta frente a frente.

MELISSA: Cê vai adorar a casa, Marta. O seu Alfredo é muito gente boa.

MARTA: Não sendo um maluco feito o Délcio, já tá de bom tamanho, tia.

Alfredo adentra o local. Ele se depara com Marta e a olha de baixo para cima. Ela devolve o olhar com um leve sorriso.

MARTA: Bom dia!

ALFREDO: Bom dia! Quem é você?

MELISSA: Essa é a Marta, minha sobrinha. Ela trabalhava lá na casa daquele empresário, o Délcio Siqueira. Mas como ele foi encontrado morto e o senhor disse que eu podia chamar uma ajudante, eu chamei ela que ficou desempregada.

ALFREDO: Perfeitamente, Melissa.

Alfredo aproxima-se de Marta.

ALFREDO: (Cumprimentando-a) Muito prazer, Marta.

MARTA: (Oferecendo-se) O prazer é TODO meu! (Riso) Pode me chamar de Martinha. É mais íntimo e menos formal, né?

ALFREDO: Claro.

Marta e Alfredo trocando olhares. Melissa entra no meio dos dois.

MELISSA: Vamo começar o serviço, Marta?

MARTA: Sim, tia.

ALFREDO: Bom, eu vou indo pra empresa. Até mais!

MARTA: (Sensualmente) Até, Fredinho.

Alfredo sai. Melissa dá um tapa no braço de Marta.

MARTA: (Reagindo) Aii, tia!

MELISSA: O seu Alfredo ficou viúvo há pouco tempo. Respeita, menina!

MARTA: Não tem problema. Eu sei esperar. Sou muito paciente...

MELISSA: Que coisa feia é mulher interesseira. Toma tendência, Marta!

MARTA: Não é interesse, tia. Com um homem desses, até se ele fosse pedreiro, eu juntava os trapos. Gato demais!

MELISSA: Olha lá, hein. Vai com calma.

MARTA: Pode deixar, tia. Esse homem já é meu!

Em Marta, confiante. CORTA PARA/

 

CENA 22. CASA DE TANDE. QUARTO. INT. DIA.

Tande e Karen deitados na cama, seminus.

TANDE: Nossa, amor. Cada vez fico mais impressionado com você.

KAREN: E eu com você. Não imaginava que era tão machão, tão bruto e tão valente e viril assim. Dei sorte, porque é o tipo de homem que gosto. Cê até que aparentava ser um pouco bruto mesmo quando te conheci, acho que foi isso que me atraiu de início. .

TANDE: E você? Com aquela cara de santa, de submissa, meiga, doce, mocinha de novela... O tipo de mulher que qualquer homem como eu gostaria de ter. E ainda por cima na cama é esse furacão todo e faz tudo e mais um pouco.

KAREN: AMO obedecer, essa sensação de ter um poder sobre mim, de ser dominada... Essa sua voz, seus apertos, seus tapas, sua pisada, suas mordidas, seu puxão... Nossa, me excita tanto, amor.

TANDE: Quero ficar com você pra sempre, minha cadelinha!

KAREN: E eu com você.

TANDE: Tava pensando aqui... Cê sabe qual é o grande desejo, o grande fetiche de todo homem, né?

KAREN: Humm... Transar com duas mulheres ao mesmo tempo?

TANDE: (Sorri) Exatamente! Posso arranjar uma bi. E aí, topa?

KAREN: Olha, cê sabe que eu gosto mesmo de homem. Mas, como eu já tenho o meu e se for pra te agradar, eu que sou tão obediente... Claro que eu topo!

TANDE: Nossa! Então eu vou arranjar. Você realmente é indescritível, amor!

Tande e Karen se beijam rapidamente.

KAREN: Ai, o gostinho do teu leitinho não saiu da minha boca, sabia?! Pior que adora bateu uma sede...

TANDE: Que coincidência. Logo agora que tô com uma vontade de dá uma mijada bem gostosa...

KAREN: (Provocante) Hummm. Acho que conheço uma boquinha que vai adorar cessar a sede com ela.  

TANDE: Ah é? Então vem comigo!

Tande se levanta e sai puxando Karen pela coleira até entrarem no banheiro. A porta fecha. CORTA PARA/

 

CENA 22. SALVADOR. FAROL DA BARRA. EXT. NOITE.

Marília e André caminham por ali de mãos dadas.

ANDRÉ: Tô nem acreditando que tamos aqui, juntos, leves e sem nenhum problema pra se preocupar.

MARÍLIA: Férias no trabalho, dinheiro no bolso...

ANDRÉ: O seu novo trabalho quase fechado...

MARÍLIA: Exatamente.

ANDRÉ: Parece até um sonho.

MARÍLIA: Eu acredito em colheita. A gente planou tudo isso e agora tamos colhendo os frutos. Nada mais que merecido, né?!

ANDRÉ: Pois é. Só falta um filho.

MARÍLIA: Ah, melhor a gente aproveitar mais nosso tempo juntos. Daí, depois, a gente pensa nisso.

ANDRÉ: Te amo, sabia?

MARÍLIA: Eu te amo mais!

Eles abrem um largo sorriso um para o outro.

ANDRÉ: Agora é só rilex, só sossego, só esse vento no rosto, essa brisa gostosa... Só Sombra e água fresca!

MARÍLIA: Pra quê melhor?

ANDRÉ: Melhor, só você!

André agarra Marília pela cintura e eles se beijam apaixonadamente. A CAM vai se afastando e vemos a visão panorâmica dali. CORTA PARA/

 

       FIM



ELENCO COMPLETO:

Paloma Bernardi como MARÍLIA

Thiago Martins como ANDRÉ

Isis Valverde como ADRIANA

Victor Pecoraro como DÉLCIO

Vanessa Gerbeli como VERENA

Fernanda Vasconcellos como LUANDA

Fernando Belo como ALFREDO

Yuri Fernandes como TANDE

Mel Lisboa como KAREN

Patrycia Travassos como EDWIGENS

Gustavo Berriel como PEDRO

Giulia Gam como LUDMILA

Caco Ciocler como CARLOS

Cristiana Oliveira como CÍNTIA

Caio Blat como SAULO

Ângela Dip como MELISSA

Natália Rodrigues como MARTA

Rafael Losso como IVES

Rosa Marya Colin como MÃE MACABRA

 

REALIZAÇÃO: MEGAPRO