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14. DÉCIMO QUARTO CAPÍTULO

ROLETA RUSSA


SOBRE O CAPÍTULO

Rafa conta a Natália o que encontrou na casa dela. Natália surpreende-se com a chegada de Alexia. Natália presta depoimento na delegacia. Marcela é intimida a depor também.

 

Rafa chega em casa e procura por Natália, ele a encontra descendo a escada com cara de assustada.

- O que foi, menina? Viu algum fantasma? - questiona Rafa.

- Não... só estou pensando em algumas coisas. É, enfim, foi na minha casa?

- Sim!

- Como estão as coisas lá?

- Então, tenho uma coisa pra te contar.

Rafa e Natália se sentam no sofá.

- Eu encontrei um policial lá, ele disse que você presenciou um crime há algumas semanas e quer que você vá a delegacia novamente. Que crime foi esse?

- Eu vi o meu amigo, namorado, não sei bem como definir como era a nossa relação... enfim, eu o vi ser atropelado. Na verdade, ele salvou a minha vida. O carro iria me atropelar quando ele se jogou na frente e me empurrou...

- Wow, bem parecido com aquele dia lá na balada, quando a gente se conheceu.

- Sim, bastante. Inclusive...

- O que?

- Parando agora para pensar, eu acho que era o mesmo carro. O mesmo carro que tentou me atropelar, quase atropelou a Marcela.

- O que tem eu? - diz Marcela surgindo na sala.

- Amiga, você lembra que eu te contei como foi a morte do Eduardo, não lembra? - pergunta Natália.

- Sim, claro. O que tem?

- Então, o Rafa me fez associar aquele momento ao do seu quase atropelamento naquele dia.

- E?

- E que os carros são muito iguais, senão o mesmo.

- Bem. - interrompe Rafa. - Eu acho que você deveria relatar isso ao delegado. Ele disse que você sabe onde fica a delegacia dele, é só ir procurar e dizer o seu nome na entrada.

- Eu vou lá agora!

- Eu vou com você. - diz Marcela.

- Nada disso. O Rodrigo ainda está lá fora e ele pode ter contatos na polícia. É melhor você se preservar. - diz Natália desanimando a amiga.

Natália abre a porta e dá de cara com Alexia.

- Olha só, essa casa cada vez mais amando a minha presença. - diz Alexia.

- Chegou a comediante. - debocha Rafa.

- Me respeita.

Os dois trocam algumas farpas e Natália tenta sair, mas Alexia não deixa.

- Calma, menina. Eu tenho que fazer um anúncio e você tem que ouvir.

- Ah pronto, lá vem. - Rafa revira os olhos.

- Anúncio? Que tipo de anúncio? - diz Rose enquanto desce as escadas.

- Na verdade é quase um pedido. Eu posso usar a sua casa hoje à noite para um jantar, tia Rose?

- Um jantar?

- É... é que eu conheci um carinha aí, e queria apresentar pra família, mas a senhora sabe que minha casa está em obra, né. Sem condições. Eu poderia usar aqui?

- Eu estou convidada? - pergunta Rose. - Eu vou fazer um jantar especial para você então.

- Com toda certeza! A presença da senhora é a mais importante, e das meninas também. - Alexia olha para Marcela e Natália e sorri. - É isso, não se atrasem. - Alexia sai e Rafa vai atrás.

- Que história é essa de jantar, carinha, hein?

- Tá com ciúme? Relaxa, é do seu interesse também. Se eu estiver certa muita coisa vai mudar com esse jantar.

Natália chega a delegacia e é levada até a sala de Farias, Regina está sentada ao lado do delegado.

- Boa tarde, moça. Vejo que o jovem rapaz deu o recado direito.

- Sim, deu.

- Pois então, eu e minha colega de trabalho aqui, queremos algumas informações sobre o acidente que vitimou o seu amigo.

- Bem, tudo o que eu presenciei eu já contei no depoimento no dia em que ele morreu.

- Sim, temos tudo aqui. Mas teve alguma coisa que você deixou passar?

- Que eu lembre não, mas teve uma coisa que aconteceu depois...

- O que? - pergunta Regina enquanto se endireita na cadeira.

- Algumas semanas depois eu fui numa balada com a minha amiga, ela quase foi atropelada e o carro era estranhamente igual ao carro que atropelou o Eduardo.

- No depoimento você disse que não se lembrava direito do carro. - diz Farias.

- Sim, eu estava nervosa. Tinha acabado de passar por um trauma.

- Entendo. Você pode nos descrever o carro e o ocorrido com sua amiga?

Natália descreve o carro para Farias que anota tudo o que ela diz. No final, o delegado pede para que Marcela vá até a delegacia prestar depoimento sobre o quase atropelamento dela para ver se os fatos possuem ligação. Natália gagueja um pouco e confirma a presença da amiga e então é liberada.

Durante a ida para a casa de Rose, Natália pensa no telefonema que ouvira mais cedo. A jovem sente que a amiga está em perigo e teme que também esteja.

Rodrigo enterra o irmão no quintal de casa.

- Pode não parecer, mas eu te amava, maninho... - diz Rodrigo ao jogar a última pá de terra na cova.

Ao retornar para dentro, Rodrigo pena em Marcela.

- Agora eu vou achar a Marcela e não ter ninguém para me impedir de acabar com ela.

Já é noite quando Natália chega em casa, todos estão arrumados para o tal jantar proposto por Alexia.

- Gente, eu esqueci completamente. - diz Natália rindo, em seguida ela sobre rapidamente para o quarto para se trocar.

Rose avisa que a comida está pronta, mas não irá servir enquanto Alexia não chegar.

- Eu estou com fome, vó. Serve isso logo.

- Nada disso, o jantar é para a Alexia e o namoradinho dela.

- Quero só ver que tipo de homem ela vai trazer pra cá. - diz Wanda, a mãe de Alexia, um pouco aborrecida.

- Bem, eu irei arrumar a mesa. Venha me ajudar, meu neto. - Rose puxa Rafa para a sala de jantar.

A campainha toca. Rose grita para que Wanda atenda.

Wanda abre a porta e se choca ao ver o homem que está acompanhando sua filha.

- Que homem é esse, minha filha? Tem idade para ser seu pai.

- Relaxa, mãe. Você vai entender tudo daqui a pouco.

Alexia cumprimenta todos na sala e pergunta onde está Rose e Rafa.

- Estou aqui, minha querida... - Rose para de falar ao ver quem está acompanhando Alexia.

- Tia Rose, Kléber. Kléber, tia Rose. - Alexia apresenta os dois.

- Prazer em conhecê-la. - diz Kléber pegando a mão de Rose para beijar.

- Pra... prazer.

- Já está tudo arrumado aqui. - diz Rafa chegando na sala, ele olha para Kléber e logo depois para Alexia.

- Então vamos? - diz Alexia. - Vamos jantar!

Todos se encaminham para a sala de jantar, mas Rafa para Alexia no meio do caminho.

- O que está acontecendo? Você está se envolvendo com esse homem?

- Calma, meu jovem. Você vai entender tudo já, já.

Rose fica apreensiva o jantar inteiro e Rafa estranha.

- A senhora está bem, vó? Parece nervosa.

- Não, é que essa juventude, né... Jamais imaginei que a Alexia fosse se envolver com um homem tão...

- Mais velho? - diz Kléber.

Rose apenas solta um sorriso amarelo.

- Conte-nos uma história interessante da sua vida, Kléber. - Pede Wanda.

- Não vivi muitas histórias interessantes, mas eu presenciei uma. Há alguns anos.

- Então nos conte.

- É um pouco longa, mas irei resumir. Eu tinha um amigo, um grande amigo, que se apaixonou por uma mulher. A nova vizinha dele, no caso. Eles viveram um romance digno de novela. Repentino e intenso. Então essa mulher engravidou e abandonou o meu amigo com a filha que a criou dignamente e sozinho.

- Que guerreiro esse seu amigo. - diz Marcela.

- Sim, Marcela. Eu sei. Sabe de mais uma coisa?

- O que?

- Esse amigo era o Antônio, o seu pai. Sabe de outra coisa?

Rose engole em seco.

- A moça, a vizinha dele, a sua mãe, está aqui nesta sala.

Todos se surpreendem. Os olhos de Marcela se enchem de lágrimas.

- O que? Quem é?

Kléber solta uma leve risada e olha para Rose.

- Você vai contar, Tereza? Ou quer que eu conte?