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13. DÉCIMO TERCEIRO CAPÍTULO

ROLETA RUSSA


SOBRE O CAPÍTULO

Regina, olhando as fotos dos mortos, nota um padrão: todas as vítimas são mulheres. Rose continua estranhando a presença de Marcela em sua casa. Marcela jura vingança a Rodrigo.

 

Regina está avaliando as fotos dos casos de assassinato. Ela logo nota um padrão, todas as pessoas mortas são mulheres, exceto um. Regina pega o celular e liga para Farias.

- Um horas dessas, Regina? O que foi?

- Eu quero todos os detalhes que você tem sobre a morte do tal do... - Regina olha o nome do rapaz num papel. - Eduardo.

- Não tenho muita coisa aqui. Só o depoimento de uma testemunha que estava com ele na hora da morte.

- Me envie por e-mail agora.

- Eu não estou na delegacia...

- Não me importo. Envie isso. Agora! - Regina desliga o celular.

- Petulante. - diz Farias bufando ao notar que Regina desligou na sua cara.

- Regina novamente? Porque você ainda trabalha com ela? - questiona o marido de Farias.

- Por que ela é boa. Apenas por isso. Tenho que ir à delegacia, já volto...

- Agora?

- Sim. É urgente. - Farias beija o marido e sai.

Em Irajá, Rose segue espantada com a presença de Marcela em sua casa. Ela pega Rafa pelo braço e o leva para outro cômodo, onde não há ninguém.

- Quem te deu autorização para trazer uma desconhecida pra cá?

- Desconhecida nem tanto, né, vó. Deixa ela ficar por alguns dias, por favor. Seu neto que está pedindo. Ela corre risco de vida!

- Se está correndo risco de vida boa coisa ela não é.

- Não é isso, ela se envolveu com um cara abusivo aí. Ele a sequestrou, a manteve presa em cativeiro, espancou a garota.

- Então chamem a polícia!

- Ele é rico, não daria em nada.

Rose revira os olhos.

- Eu vou deixar, mas não por muito tempo.

Rafa sorri e volta pra sala.

- Então, meninas. Minha avó deixou vocês ficarem. - Elas comemoram. - Mas não será por muito tempo...

- Com certeza. Assim que dermos um jeito de acabar com o Rodrigo, nós sairemos daqui. - diz Marcela. - Onde está a sua avó? Quero agradecê-la.

- Na cozinha.

- Certo.

Marcela vai até a cozinha falar com Rose.

- Oi, dona Rose... Eu gostaria de agradecer muito a senhora por deixar eu e a Natália ficarmos aqui. Muito obrigada mesmo.

- Não há de quê. - diz Rose com um semblante sério. - Agora irei me deitar, tenha uma boa noite.

- Boa noite... - Rose deixa Marcela falando sozinha na cozinha.

Rodrigo abre a porta do quarto onde Marcela estava e se surpreende ao não vê-la ali. Ele fica vermelho de raiva e vai até Rick, o pega pelo pescoço e o coloca contra a parede.

- Você ajudou a Marcela a fugir, não ajudou!? - Grita Rodrigo na cara de Rick.

- Eu não tenho nada a ver com isso. Ela fugiu? Bom pra ela.

Rodrigo bufa de ódio.

- Você não tem ideia do quanto está fodido na minha mão!

- Não. É você que está na minha. - diz Rick quase sem ar.

- É mesmo?

Rick fixa o olhar nos olhos de Rodrigo. Logo depois Rodrigo o solta e ele cai no chão. Ainda no chão ele diz:

- Eu sei todos os seus esquemas e segredos, Rodrigo. Todos! Se eu quiser eu posso acabar com a sua vida num simples estalar de dedos.

- Você acha mesmo que eu vou acreditar que um palerma como você sabe de alguma coisa na qual eu esteja envolvido? Otário.

- Eu sei que você acha que é líder de um Sistema de apostas de roleta russa, que você mandou matar o pai da Marcela, que ela estava presa aqui porque você descobriu que ela é a filha do Antônio. Sei também que você é um pau mandado da Rose e que ela sim é a líder do seu esquema. Ah, e sabe de mais uma coisa? Eu sei onde a Marcela está.

Rodrigo avança para cima de Rick.

- Como você descobriu isso? Onde ela está?

Rick se levanta.

- Como eu descobri não te interessa.

- Onde ela está!? Fala!

- Não. Só vou falar depois que você me passar o controle de tudo. Absolutamente tudo. Desde a empresa fake do nosso pai, até o poder da Rose no Sistema. Aí quem sabe eu te diga algo.

- Você sabe que eu posso te matar a qualquer momento, não sabe?

- Sei... por isso mesmo eu contratei uns seguranças. - Dois homens altos e fortes entram no quarto. - Eles vão me proteger até você decidir se vai me passar o controle de tudo por bem ou se eu vou ter que pegar à força. E aí, meu irmãozinho, você não querer conhecer esse meu lado.

Rodrigo aponta uma arma para a cabeça de Rick, um dos seguranças dá uma coronhada em Rodrigo que cai no chão desmaiado.

- Levem ele para o quartinho isolado lá. O cativeiro.

Amanhece.

Rodrigo acorda dentro do cativeiro e começa a socar a porta.

- Você acha mesmo que vai conseguir alguma coisa de mim assim? Eu vou acabar com você, Rick. Acabar!

Ele recua e fica andando pelo quarto.

- Tenho que dar um jeito de sair daqui. Como que a Marcela conseguiu... - Rodrigo vê a janela quebrada por onde Marcela havia saído antes. - Bingo.

Rodrigo escala a parede e sai do quarto pela janela.

Na casa de Rose, Natália acorda e vai para a cozinha tomar café, lá ela encontra Rafa e os dois conversam.

- Bom dia, querido. - diz Natália enquanto se senta na cadeira.

- Bom dia. Dormiu bem?

- Mais ou menos... Estou muito preocupada com essa história da Marcela.

- É preocupante mesmo, mas iremos contornar isso. Eu te garanto.

- Obrigada. - Natália se levanta. - Agora eu tenho que ir lá em casa ver como estão as coisas.

- Tá maluca? Você não pode ir lá.

- Mas eu tenho que ir...

- Eu vou. Me dê a chave que eu passo lá quando sair da faculdade.

- Jura?

- Sim, não vai me custar nada.

- Ai você é um anjo.

- Rafael, né. - Rafa sorri enquanto pega a chave de Natália.

Rodrigo consegue entrar novamente em casa e vai até o quarto do irmão. Os dois seguranças estão na porta de guarda, Rodrigo então pensa numa outra forma de entrar no quarto de Rick.

Ele sai por uma janela do corredor no segundo andar da casa e vai se arrastando lentamente até chegar na janela do quarto do irmão. Por sorte a janela está aberta e ele consegue entrar com facilidade.

Rick ainda está dormindo, Rodrigo se aproxima lentamente do irmão e pega um travesseiro que estava do lado de Rick.

Rodrigo pressiona o travesseiro com força na cabeça de Rick que começa a se debater, depois de algum tempo Rick fica imóvel e Rodrigo tira o travesseiro da cabeça dele.

- Serviço feito. - diz Rodrigo ao verificar o pulso do irmão. - Está morto.

Depois de saírem da faculdade, Rafa e Alexia vão para a casa de Natália. Ao chegarem lá eles encontram um homem na porta.

- Boa tarde. - diz o homem. - Vocês conhecem a moça que mora aqui? A Natália.

Rafa desconfia.

- Desculpe, deixe eu me apresentar. Eu sou o delegado Farias. A moça que mora nessa casa presenciou um crime há algumas semanas que eu estou investigando. Então ela pode ser uma peça importante nesse quebra-cabeça.

- Ela está viajando. - diz Alexia.

- É, viajando. Nós estamos aqui para cuidar da casa, vigiar enquanto ela não volta. Essas coisas. - completa Rafa.

- Entendo. E tem alguma previsão de retorno?

- Hm, não sei, mas acho que ela não irá demorar.

- Certo, então por favor, quando ela voltar peça que ela vá a minha delegacia. Creio que ela saiba onde é, pois já prestou depoimento lá.

- Pode deixar. A gente avisa. - diz Alexia sorrindo para o delegado.

Enquanto voltam para casa, Rafa e Alexia conversam sobre Marcela e Natália.

- Que crime essa menina presenciou? Que macabra essas duas. - diz Alexia.

- Não sei, quando chegarmos a gente fala com ela. Eu estou mais preocupado com a Marcela, em como ela vai se livrar disso...

- Para ser sincera com você, eu estou mais preocupada é com a sua avó e essa história de filha. A gente tem que descobrir logo quem essa é garota.

- Qual é o nome da menina mesmo? - pergunta Rafa.

- Marcela.

Rafa ri.

- Irônico, não é? Estamos hospedando justamente uma Marcela.

Alexia se lembra da noite em que Marcela foi para a casa de Rafa pela primeira vez.

Rose alisa o rosto de Marcela.

- Seu rosto me é familiar.

- É?

- Seu pai, qual nome dele?

- Meu pai? Antônio.

Rafa desperta Alexia de suas lembranças.

- Ei... estamos chegando. Tá pensando em macho?

- O que? Ah, sim, é... macho...

Os dois se levantam e descem do ônibus.

- Você não vai lá para casa? - diz Rafa para Alexia.

- Não. Eu vou na Elaine, saber a razão dela ter faltado hoje e tal. Depois eu passo lá.

- Ok.

Alexia entra na casa de Elaine e vai correndo para o quarto da amiga.

- Oi não existe mais não? - diz o pai de Elaine assustado com Alexia.

- Oi, tio.

Alexia entra correndo no quarto de Elaine.

- Amiga, você vai achar que eu estou surtando, mas eu acho que descobri quem é a filha da tia Rose. - diz Alexia ofegante.

- Ora, ora uma Sherlock Holmes. Quem é?

- A Marcela.

- Você já disse que o nome dela é Marcela.

- Não, sua idiota! A Marcela que está hospedada lá, aquela que estamos ajudando.

- Como assim?

- O nome do pai dela é Antônio, o nome do homem que a tia Rose se envolveu anos atrás é Antônio. A idade da Marcela bate com a idade dos acontecimentos.

- Calma, amiga. Você tem que arrumar um jeito de provar isso que você está falando antes de revelar para a Marcela.

- Eu vou provar, eu vou dar um jeito de provar. - Alexia pega o celular e liga para alguém.

Depois de matar o irmão, Rodrigo liga para Rose.

- Rose? Péssimas notícias. A Marcela fugiu.

- Eu sei, Rodrigo.

- Sabe? Como?

- Eu sei porque ela está aqui, na minha casa.

- Então eu vou aí pegar ela de volta.

- Não, você não vem. Você é um incompetente. Eu vou dar um jeito nisso, deixa comigo.

Rose desliga o telefone e fecha a porta do quarto. Ela não percebeu que Natália estava ouvindo a conversa do lado de fora.

- Meu Deus, ela estava falando com o Rodrigo? O Rodrigo da Marcela? Eu tenho que dar um jeito de tirar minha amiga daqui.