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12. DÉCIMO SEGUNDO CAPÍTULO

ROLETA RUSSA


SOBRE O CAPÍTULO

O início de uma nova fase marca a novela! Delegado Farias tenta descobrir mais detalhes sobre a mulher encontrada morta no chão. Rick e Rodrigo discutem. Marcela enfraquece por não se alimentar. Rose briga com o neto, Rafa.

Dias atuais

Há um corpo de uma mulher jogado no chão, no meio de uma rua sem saída. A polícia chega no local para analisar o ocorrido. O delegado Farias desce do carro já procurando o corpo no chão.

- O que conseguiram descobrir? - pergunta o delegado.

- Parece que a maioria das câmeras de segurança das redondezas está danificada. Tudo leva a crer que o acidente não foi filmado. - diz uma policial.

- Vivemos num mundo cheio de celulares e ninguém filmou isso?

- A pessoa que nos ligou disse foi um atropelamento, ocorreu durante a madrugada. - diz outro policial.

- Atropelamento... Sabe o que é mais estranho? Eu venho recebido denúncias de atropelamentos exatamente como esses já tem um tempo. Acho que está na hora de chamar a Regina.

Farias pega o celular e disca um número.

- Chame o gerente dessa boate aqui do lado, e o dono dessa loja aqui. Quero ver o que eles sabem. - diz ele para os policiais que estão no local. - Alô, Regina? Então, precisamos de você.

Rick e Marcela estão presos no mesmo quarto.

- Eu custo a crer que você é irmão do Rodrigo. - diz Marcela quase que sem forças.

- Esse mundo é muito pequeno mesmo, acho que essa é a maior coincidência da minha vida...

- Ôh..

- Mas eu posso te ajudar.

- Me ajudar? Você está tão preso quanto eu. Como você vai me ajudar?

- Eu vou...

Rick é interrompido por Rodrigo que entra no quarto com comida e água.

- Bom dia, meus queridos!

Rick se levanta rapidamente

- Eu preciso falar com você. - diz ele sério.

Rodrigo olha sem expressão para o irmão por alguns segundos e logo depois o puxa pelo braço para fora do quarto.

- O que você quer?

- Me aliar a você. Não sei de onde você tirou que eu quero ajudar essa garota.

- Você acha que me engana, Henrique? Você é o irmão bonzinho aqui.

- Não tem irmão bonzinho.

- Eu vou te libertar, mas é porque dói muito ver meu irmão nessas condições. Mas saiba que eu ainda não confio plenamente em você.

Rodrigo empurra Rick para frente e entra no quarto onde Marcela está.

- Você está fraca. É melhor se alimentar, eu não vou te levar pro hospital caso fique doente.

Rodrigo sai e tranca a porta. Marcela começa a chorar.

Rose balança Rafa para ele acordar, ela está preocupada.

- O que foi? - diz Rafa com voz de sono.

- A Alexia, ela desapareceu.

- O QUE? - Rafa pula da cama.

- Ela saiu ontem de noite e não voltou ainda. Nem avisou para onde ia.

Rafa se lembra da última vez que viu Alexia. Foi logo depois de questionar Rose sobre a arma no quarto dela.

- Rose, você fez alguma coisa com a Alexia?

Rose estranha o comportamento do neto.

- O que? De onde você tirou isso? Está me chamando de Rose? O que está acontecendo com você, garoto!?

- É muito estranho ela sumir depois de saber que você tem uma arma escondida no seu quarto. Ela estava comigo naquela hora, lembra?

Rose se aproxima de Rafa com um olhar frio que ele jamais vira antes.

- Então você acha que eu seria capaz de dar um sumiço na amiguinha intrometida do meu neto e não faria nada com ele também?

- Que isso, vó. - diz Rafa assustado.

- Ah, agora é vó, né. Se arruma e ajude a descobrir onde ela está. E que essas acusações jamais se repitam, ok?

- T.. tá...

Rafa se arruma rapidamente e ao chegar na rua vê Alexia na esquina.

- ALEXIA!! - grita ele para que todos ouçam.

- Muito famosa mesmo. Mal chego na rua e já sou aclamada. - diz ela caminhando lentamente pela rua até se aproximar de Rafa.

- Te prepara que sua mãe tá virada no cão com você.

- Quem tem que se preparar é você, vou lá ver o que a velha quer e já volto pra te contar tudinho o que eu descobri.

- Ai meu Deus. Tá. Vou chamar a Elaine.

- Certo.

Alexia caminha em direção a sua casa onde sua mãe está lhe esperando com cara de raiva.

A investigadora Regina entra na delegacia sem olhar para ninguém, ela caminha direto para sala de Farias, entrando bem bater.

- Em que precisa de mim? - diz Regina tirando os óculos escuros ao entrar na sala.

- Boa tarde para você também.

- Anda, Farias. Fale logo, não tenho todo o tempo do mundo. - Regina se senta na frente de Farias.

- Então, eu acredito que há um assassino em série a solta pela cidade.

- No Rio de Janeiro? Com certeza. Governo do estado o nome do assassino.

- Sem brincadeiras. Eu venho notado um padrão em certos atropelamentos, já faz algum tempo. Só que eu não podia fazer nada, não estavam na minha área. Mas esse de agora está, por isso eu te chamei. Você pode ajudar a solucionar esse mistério.

- Me conte mais desses crimes.

Farias começa a explicar a Regina todos os padrões percebidos por ele na cena do crime.

- Então, exceto um menino que morreu. Todas as vítimas são mulheres de cerca de 20, 25 anos? - pergunta Regina.

- Sim, e todas elas estão saindo tarde da noite da balada, algumas estão sozinhas.

- É, me mande todas as provas encontradas. Irei analisar esses casos com cuidado em casa.

- Certo, chefe.

Um policial bate na porta.

- Tem uma moça desesperada aqui fora querendo falar com o delegado. - diz o jovem policial.

- O dever me chama. - Farias se levanta.

Natália está na recepção da delegacia fazendo um escândalo para falar com o delegado.

- Estou aqui. - diz Farias chegando na recepção.

- Eu quero fazer a denúncia de um desaparecimento.

- Esse escândalo todo pra isso? - debocha o policial.

Natália o olha com desprezo e logo em seguida volta a sua atenção para o delegado.

- A minha amiga desapareceu tem uns dias. Ela saiu com um cara e depois disso nunca mais voltou.

- Você procurou esse cara?

- Sim, e ela não estava com ele.

- Complicado. Venha comigo, eu cuidarei disso. - Farias leva Natália para sua sala.

Rodrigo e Rick estão sentados à mesa almoçando.

- Hoje eu tenho um jantar importante para ir e você vai comigo. - diz Rodrigo.

- Tem certeza?

- Você acha que eu sou otário de te deixar aqui sozinho? Não mesmo. Você vai comigo e ponto final.

- Sim, senhor.

Alexia vai para a casa de Elaine onde Rafa a está esperando.

- Amiga, que susto você me deu dormindo fora de casa. - diz Elaine enquanto come uma maçã.

- Alguém tem que viver intensamente nesse grupo, né.

- Risos. - diz Rafa. - Anda, abre o jogo. O que você descobriu.

- Eu fui no Kléber. Ele me contou que sua avó se envolveu com um cara chamado Antônio. Esse cara jogava roleta russa, é um jogo doentio que só pessoas com sérios problemas se arriscariam a jogar. Enfim, a sua avó engravidou desse cara, mas assim que o neném nasceu ela o abandonou com a filha.

- Filha?

- Sim! Filha. O nome da menina é Marcela, sua avó passou meses naquela casa fingindo se chamar Tereza. Ou, sei lá. Ela finge se chamar Rose. Agora eu não sei mais em qual nome da sua avó acreditar.

- E como esse cara pode provar tudo isso?

- Aqui. - Alexia pega o celular e começa a mostrar um monte de foto. - Essas são fotos da época em que sua avó estava lá. Esse cara aqui é o Antônio, e ela está grávida.

- Meu Deus... é claramente a minha avó.

- Você vai querer encontrar essa sua tia? - pergunta Elaine.

- Claro que vou... O problema é encontrar uma Marcela nesse país gigantesco.

- O que vale é a intenção, né.

- Ah, falando em Marcela. Lembram daquela menina que a gente encontrou na balada e logo depois ela foi pra casa do Rafa? Na noite do incêndio.

- Sim, claro que lembro. Como esquecer daquele lindo rosto?

- Então. Ela desapareceu! Eu tenho a amiga dela no Facebook e ela fez um post relatando o desaparecimento da amiga.

- Como assim, Elaine? Você só nos avisa isso agora?

- Bem, a vida de todo mundo aqui tá um furacão, né? Não tive tempo, vocês estavam com a cabeça em outra coisa.

- Tudo bem. - diz Alexia. - A gente tem que procurar essa menina pra ajudar ela.

- Eu vou tentar falar com ela pelo Facebook. - diz Elaine pegando o celular.

Elaine marca de ir na casa de Natália com os amigos durante o início da noite. Chegando lá, Natália conta toda a história e o que tem feito para encontrar a amiga. Rafa e os amigos ficam preocupados pensando no que pode ter acontecido com Marcela.

Rodrigo e Rick estão num jantar com muitos empresários. Rodrigo está conversando com uma mulher, Rick aproveita o momento de distração do irmão e caminha para o banheiro.

Rodrigo coloca a mão no ombro de Rick o puxando para trás.

- Onde pensa que está indo? - sussurra Rodrigo no ouvido de Rick.

- Banheiro. Posso?

Rodrigo solta Rick que caminha até o banheiro. Lá ele procura por um papel no bolso de seu paletó. Ele encontra, há um número escrito nele.

- Moço. O senhor pode me emprestar o seu celular? O meu descarregou e eu preciso fazer uma ligação urgente. - Rick pede o celular de um senhor de idade que está no banheiro. - Sabe como é, né. Negócios...

- Claro, meu jovem. Aqui está. - O homem lhe empresta o celular.

Rick digita rapidamente o número que está escrito no papel no celular e liga. O telefone toca algumas vezes até que uma voz feminina atende.

- Alô, Natália? É o Rick. Eu sei onde a Marcela está.

Natália ouve todas as informações de Rick para como entrar na casa sem ser vista pelos seguranças e logo depois desliga o telefone.

- Gente, vocês podem me ajudar? - pergunta Natália.

- Claro, mas em que? - diz Rafa.

- A resgatar a Marcela.

- Só se for agora!

Natália, Rafa, Alexia e Elaine vão para a casa de Rodrigo, eles vigiam o lugar escondido enquanto Natália procura pela entrada dita por Rick.

- Aqui, encontrei!

Os outros se aproximam da entrada.

- Eu acho melhor ir apenas dois. Alguém tem que ficar aqui fora para dar cobertura. - diz Elaine.

- Tem razão. Vai a Natália e o Rafa e nós duas ficamos aqui.

- Espertas. - diz Rafa.

Alexia sorri para ele.

- Agora vão!

Natália e Rafa entram escondidos no quintal da casa de Rodrigo.

- O Rick falou pra gente seguir por esse caminho aqui - ela aponta para o caminho. - Os seguranças nunca vêm aqui pois é deserto.

- Tem certeza que não tem cachorro? - pergunta Rafa com medo.

- Eu espero que não.

Os dois seguem pelo caminho indicado. Chegam na casa, há uma pequena janela toda preta num canto extremo abandonado.

- É aqui. É essa janela.

- Como você sabe?

- Bem, ele disse que ela estava num quarto com uma janela de vidro preto. E esta é a única janela com vidro preto.

- Então vamos lá.

Rafa encontra uma pedra para quebrar o vidro. Natália manda ele embrulhar a pedra num pedaço de pano para evitar barulho.

- Eu acho que isso não adiantar de nada, mas ok. - diz Rafa enquanto tira a camisa e embrulha na pedra.

Rafa quebra o vidro da janela com a pedra.

Dentro do quarto, Marcela está jogada no chão. Ela não tem forças para subir sozinha.

- Alguém vai ter que descer. - diz Rafa.

- Você, né. Não tem bunda, peito, nada. Passa fácil por esse espaço.

- A gente ajuda e ainda é humilhado.

Rafa entra pela janela e cai no quarto, ele pega Marcela no colo e a coloca numa posição que dá para Natália puxá-la.

- Consegui! - diz Natália quando pega Marcela.

- Agora puxa que eu vou empurrar.

Os dois conseguem libertar Marcela. Ao sair do quarto pela janela, Rafa arranha o braço num pedaço de vidro.

- Vamos!

Marcela tenta correr, mas ainda está fraca. Os dois pegam ela pelos braços e a carregam. Eles veem o portão automático se abrindo e apertam o passo até que conseguem sair da casa.

- Livre. - sussurra Marcela feliz.

- Ela não pode ir pra minha casa. o Rodrigo sabe onde eu moro. Até eu estou em perigo lá. - diz Natália.

- Eu já sei para onde vocês podem ir.

Rafa chega em casa com Alexia, Elaine, Natália e Marcela.

- O que essas meninas estão fazendo aqui de novo? - pergunta Rose espantada.

- Elas vão passar um tempo aqui. A convite meu.

Marcela olha para Rose e sorri.