!
Nosso site está em sua versão beta, em poucos dias poderá usufruir dele 100% completo! Fique Ligado!!!

11. DÉCIMO PRIMEIRO CAPÍTULO

ROLETA RUSSA


SOBRE O CAPÍTULO

Rose finge comemorar o anúncio de Antônio. Ela conta a Marcos sobre o adiamento do seu plano de vingança. Antônio leva Marcela para o jogo da roleta russa, explicando-a tudo sobre ele.

Antônio abraça Rose extasiado de alegria.

- Eu vou ser pai! Esse é o momento mais feliz da minha vida!

Rose finge comemorar com ele, mas no fundo não está nada feliz com a situação.

No dia seguinte Rose vai procurar Marcos para contar que seu plano de vingança terá de ser adiado.

- Você é uma incompetente! Se apaixonar por um merda desses e ainda engravidar dele? - diz Marcos vermelho de ódio.

- Eu não me apaixonei, apenas aconteceu! Eu estava tentando conquistá-lo, para conseguir sua confiança e enfim acabar com tudo. Isso foi um acidente de percurso.

- Ah, sim. Um acidente de percurso. Eu não devia ter dado essa missão para você.

- Então vai lá você mesmo e o mate!

- É contra os meus princípios matar uma pessoa. - Marcos se aproxima de Rose ficando cara a cara com ela. - Eu nunca matei ninguém. Jamais irei fazer isso.

- Sim, claro...

Os dois se encaram em silêncio por alguns segundos.

- Pode deixar que eu já sei o que fazer. Quando essa criança nascer tudo será resolvido. - diz Rose.

- Assim espero...

Antônio vai para o bar de Kléber comemorar a gravidez de Tereza.

- Estou muito feliz por você estar realizando o seu sonho de ser pai, mas como vai ficar aqueles seus negócios? - pergunta Kléber.

- Os jogos? Eu terei de parar, nem que seja por um tempo. Já consegui juntar uma boa quantia em dinheiro para cuidar de meu filho que está chegando. Quando os tempos ficarem difíceis eu volto.

- Eu acho que agora com uma criança na jogada você não deveria voltar mais pra isso.

- Uma vez dentro desse mundo, não consegue mais sair.

Os meses vão passando rapidamente. Rose continua visitando sua verdadeira casa, porém conforme a barriga vai crescendo ela vai parando de visitar.

Chega o grande dia do parto, Antônio corre com Rose para o hospital. O parto é difícil, Rose sofre para ter a criança que depois de algumas horas enfim nasce.

- É uma menina! - diz a médica.

- Uma menina. - diz Antônio emocionado olhando para a filha.

Após o parto, Rose sofre com uma hemorragia. Os médicos retiram Antônio e o bebê da sala. Eles fazem de tudo para salvar Rose.

A filha dos dois está saudável e em breve deve receber alta. Rose não está em boas condições e deve ficar mais um tempo internada.

Antônio leva sua filha para casa após ela receber alta. Num dia quando vai visitar a mulher que ainda está se recuperando das complicações do parto, ele não a encontra mais no hospital.

- Onde está a minha mulher!? - pergunta Antônio indignado

- Ela recebeu alta, senhor. A irmã veio buscá-la e ela foi embora. - responde a enfermeira.

- Irmã? O que? Onde está a Tereza?

A enfermeira dá de ombros.

- Eu já lhe respondi, senhor.

Antônio volta para casa desolado. No caminho ele encontra Kléber.

- O que houve, amigo? - questiona Kléber.

- A Tereza, ela sumiu.

- Sumiu? Como assim? Ela não estava internada?

- Sim, a enfermeira disse que ela recebeu alta e a irmã dela foi buscá-la.

- Irmã? Eu me lembro de a Tereza ter dito ser filha única. O que você irá fazer agora?

- Esperar que ela volte um dia e cuidar da minha filha.

Os dias passam e Antônio continua esperando a volta de Tereza que nunca acontece, cada vez mais ele vai perdendo a esperança e focando a atenção em Marcela, sua filha.

Rose se encontra com Marcos depois de alguns dias da alta.

- Feito. Vingança concluída.

- Ele ainda está vivo, sua mentirosa.

- Mas não vai mais jogar. Ele tem que cuidar de uma criança agora.

- Eu não quero que ele pare de jogar. Eu quero que ele morra!

- Isso é problema seu. Eu não quero mais me envolver com esse homem. Já chega! Eu quero paz agora.

- A verdade é que você se apaixonou por ele e não quer admitir, não é? Ficou com peninha de completar o serviço.

- Cala a boca! - Rose aponta uma arma para Marcos. - Para de falar merda ou eu acabo com você aqui e agora. Eu tenho coragem para matar um homem.

- Certo, certo. Estou vendo que você é bastante corajosa mesmo. Apontar uma arma pra mim numa sala cheia de seguranças me protegendo... Quase insanidade. Mas eu não vou fazer nada com você agora. Relaxa.

Rosa abaixa a arma e vai embora.

- Nunca mais me procure. - diz ela saindo na porta.

Quinze anos se passam. Rose apagou toda a sua história no passado, porém seu filho Bernardo descobriu a verdade e abandonou seu filho que ainda é um bebê para que ela cuide e não fala mais com a mãe. Antônio criou Marcela sozinho, ficou todo esse tempo sem jogar, porém, agora terá de voltar pois as reservas financeiras estão acabando. Marcos continua querendo se vingar de Antônio e agora conta com a ajuda de seu filho mais velho.

- Pai, o Antônio está online novamente. - Diz Rodrigo, o filho mais velho de Marcos.

- O que? Depois de todo esse tempo? Marque um jogo com ele, eu irei jogar!

- Pai, o senhor já tem uma certa idade. Não quer que mandemos nossos homens irem lá e matá-lo da forma mais simples?

- Não! Jamais! Essa vingança tem que ser com honra. Ele venceu de todos os meus homens jogando, ele tem que morrer jogando. Agora marque o jogo com ele.

O primeiro jogo de Antônio depois de quinze anos será contra Marcos, ele não sabe que irá jogar contra o líder do Sistema.

Antes da partida, Marcos marca de se encontrar com uma pessoa e lhe entrega um caderno.

Chega a hora da partida. Marcos chega com mais dois seguranças. Antônio já está sentado numa cadeira a sua espera.

- Não lembrava que havia marcado um jogo quádruplo. Ah, esqueci que vocês do Sistema não se garantem sozinhos e precisam de seguranças... - diz Antônio com ar de deboche.

- Não seja por isso. - Diz Marcos. - Sentem-se, vocês irão jogar também.

Marcos adiciona os seguranças no jogo, achando que será fácil vencer de Antônio tendo dois aliados.

Depois de algumas horas de jogo. Dois corpos com os rostos ensanguentados estão jogados no chão. Há uma mesa na sala onde duas pessoas estão jogando, Antônio pega o revólver, alinha uma bala na câmara e gira o tambor, ele vai parando a rotação do tambor de leve e o encaixa de volta.

Antônio pressiona o cano do revólver em seu queixo e olha fixamente para o homem que está a sua frente. Ele aperta o gatilho, o revólver não dispara e Antônio entrega a arma para Marcos.

- Posso fazer isso a noite toda.

Marcos apenas olha sério para ele, pega retira a bala e repete o movimento de Antônio. Logo depois ele pressiona o cano em seu queixo e aperta o gatilho, o revólver dispara e Marcos cai para trás, morto.

- Já não era sem tempo. - Antônio levanta da cadeira, pega as malas que estão sobre a mesa e as abre, há uma quantia alta em dinheiro dentro de cada uma das quatro malas. - Hora de ir para casa.

No dia seguinte, Rodrigo descobre que o pai não sobreviveu ao jogo. Ele entra em contato com Rose logo após a descoberta.

- Me diga onde aquele bosta do Antônio mora. Eu não estou conseguindo achar as anotações do meu pai! - diz Rodrigo num tom autoritário.

- Então peça para ele.

- Ele está morto!

Rose dá um leve sorriso e desliga o telefone.

Rodrigo está descontrolado de raiva.

- Eu vou matar esse homem! Matar!!

Antônio recebe mais uma proposta de jogo, dessa vez ele resolve levar Marcela, para quem ele ensinou todos os seus truques.

Antônio esconde a filha num quarto da casa abandonada onde será o jogo. Ele senta para esperar seu adversário que logo chega. Maurício chega com um segurança e se senta na frente de Antônio.

- Vamos começar.

Os dois passam horas jogando. Durante uma rodada diferente proposta por Maurício, a arma usada por ele cai no chão. Na hora em que vai pegar, Maurício troca a arma e entrega uma alterada para Antônio.

Antônio pega o revólver e gira o tambor e o encaixa no cilindro, logo depois ele pressiona o cano em seu queixo e aperta o gatilho.

Maurício se levanta da cadeira e pega a mala que estava no lado de Antônio da mesa, logo depois pega o celular e faz uma ligação.

- Serviço completo. - Maurício desliga o telefone. - Vamos.

Maurício e o segurança saem da sala.

Maurício vai até a casa de Rose e lhe entrega a arma que matou Antônio.

- Aqui está. Tudo como você planejou. - diz Maurício.

- Ótimo. Agora deixe que o Rodrigo ache que mandou matar alguém, ele precisa dessa ilusão pra se afirmar.

- Certo, chefe.

Maurício vai embora e Rose entra em casa. Ela para o quarto e guarda a arma dentro de uma caixa e a esconde em seu guarda-roupa.

- Pronto. Agora tudo está terminado. - diz ela. - Tudo.