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03. TERCEIRO CAPÍTULO

ROLETA RUSSA


SOBRE O CAPÍTULO

Quando o segurança vai apertar o gatilho, um rato sobe na sua perna fazendo com que ele se assuste e largue a arma no chão. Marcela consegue fugir da mira dele e aponta a arma para o segurança, virando o jogo.

Quando o segurança vai apertar o gatilho, um rato sobe na sua perna fazendo com que ele se assuste e largue a arma no chão. Quando ele se livra do rato e pega a arma novamente para terminar o que começou, Marcela já não está mais em sua mira.

- Me passa a arma. - diz Marcela apontando uma arma para o segurança.

- Como você...?

- Passa a droga da arma! AGORA!

O segurança joga a arma nos pés de Marcela.

- Agora o celular.

- Não meu celular, não!

- Tudo bem. - Marcela atira na cabeça do segurança que cai no chão morto. Ela anda até o corpo e pega o celular.

- Número desconhecido? - ela quebra o celular e logo depois deixa o local.

No dia seguinte. Rafael e Alexia estão no ônibus indo para a faculdade.

- Olha só ali a Elaine subindo. - diz Alexia apontando para a menina que está subindo no ônibus.

- E comendo ainda. - responde Rafael.

- Ah isso é normal né, só sabe fazer isso essa garota.

- Verdade.

Elaine se aproxima dos dois.

- Boa tarde, gente.

- Boa tarde.

- A boca não cansa não? - pergunta Alexia.

- Babaca.

O celular de Rafael toca.

- Oi, vó.

- Você está bem, meu neto? Eu não pude estar com você de manhã, fiquei preocupada.

- Estou bem sim, vó. Já estou indo para a faculdade.

- Ah então tá, beijo.

- Beijo. - Rafa desliga o celular.

- Sua avó é uma fofa. - diz Elaine.

- Você só fala isso porque ela te dá comida...

- Nem é isso sua boba, ela é uma fofa porque ela é uma fofa ué, é como uma avó para o bairro todo.

- Isso é.

- Olha só - diz Rafa. - Tô gostando disso não, a vó é minha, não tem isso de bairro todo, ela é só minha e ponto.

- Ciumento.

- Muito, com a minha avó eu sou mesmo, foi ela quem me criou.

- Você chegou a conhecer seu avô? -- pergunta Alexia.

- Não, quando eu nasci ele já havia morrido.

- Nossa, que triste né.

- É... minha avó foi quem mais sofreu com isso, ela ficou até um tempo fora, tipo muito tempo, ligava as vezes, mas nunca dizia onde estava. É o que me contam.

- E ele morreu de que? Você sabe?

- Eu sei o que me contaram, que foi suicídio, ele apontou uma arma para o queixo e atirou.

- Nossa! Ai para, não quero mais falar sobre isso. - diz Elaine horrorizada.

- Nem vamos né, já tá chegando no ponto.

Os três descem do ônibus e entram na faculdade.

Rodrigo liga para Marcela.

- Olá, como vai? - pergunta ela.

- Bem, e você?

- Estou ótima.

- Que bom, então. Se arruma, em dez minutos estou passando aí.

- Vamos para onde?

- Quando chegarmos você saberá.

Marcela se arruma rapidamente e espera pela chegada de Rodrigo.

- Vai sair? - pergunta Natália ao ver a amiga arrumada.

- Um encontro, com o gatinho do cemitério.

- Gatinho do Cemitério, que mórbido. - Natália ri – Mas se joga, miga!

Rodrigo manda uma mensagem dizendo que chegou.

- Bom, ele chegou. Vou lá.

Rodrigo leva Marcela para um parque de diversões.

- Não sabia que você gostava desse tipo de programa.

- Tem muita coisa sobre mim que você não sabe. Algodão doce?

- Quero.

Rodrigo dá um algodão doce para Marcela.

- Então, não quer me contar?

- O que você quer saber?

- Em que você trabalha?

- Na empresa do meu pai, ele é dono de uma grande rede de materiais de construção.

- E isso dá tanto dinheiro assim? Desculpa, mas esse carro não é de gente pobre.

Rodrigo ri.

- Se você trabalhar bem, dá sim.

- Entendi.

- Só isso que você quer saber?

- O que você era do Edu?

- Na verdade eu não era nada, apenas um amigo do pai dele. Não podia deixar de ir ao enterro.

- Entendi.

- Mais alguma coisa?

- Aquela montanha russa. Vamos?

Rodrigo concorda com a cabeça.

Depois de passar a tarde inteira no parque, Rodrigo leva Marcela para casa.

- Foi um prazer passar essa tarde com você. - diz ele.

- Igualmente. - Marcela avança e beija Rodrigo.

Durante a noite Marcela recebe uma ligação, um convite para jogar. Ela aceita.

Na hora do jogo, Marcela vai para o lugar combinado. O porão de uma casa abandonada.

Marcela se assusta quando vê seu adversário chegando. Ela se lembra da noite em que seu pai morreu.

- Boa noite. - diz Maurício, seu adversário.

- Boa.

- Vamos?

Marcela se aproxima dele e começa a alisar seu ombro e suas costas.

- Nossa, você é um forte, bonito. É até uma pena jogar isso com você.

- Você acha?

- Acho. Que tal jogarmos outro jogo?

- Que jogo?

Marcela sussurra no ouvido de Maurício.

- Opa. - responde ele.

- Só que não podemos jogar isso aqui, não é? Nem com esse segurança nos vigiando.

- Claro que não podemos. Tem alguma ideia de algum lugar melhor?

- Vem comigo.

Maurício pede para o segurança ficar esperando ali enquanto ele sai com Marcela.

Marcela leva ele para um hotel escondido no interior da cidade.

- Tão escondido assim? - pergunta Maurício.

- É porque eu tenho namorado e sou conhecida na cidade.

- Entendi.

Marcela leva Maurício para um quarto no terceiro andar. Ele senta na mesa e tira a camisa.

- Calma, apressado você.

- Vem cá. - Maurício puxa Marcela com força.

- Me solta, com violência eu não faço nada.

Maurício solta.

Marcela se abaixa e abre o cinto da calça dele.

- Opa, estou começando a gostar disso.

Marcela ri. Ela tira a calça dele.

- Vem cá. - Marcela levanta e chama Maurício para sentar numa cadeira.

Ele senta.

- Posso fazer uma coisa? Realizar um fetiche?

- Pode tudo, minha deusa.

Marcela amarra as mãos de Maurício nas costas da cadeira com o cinto.

- Agora você vai ser meu, vai fazer tudo o que eu quiser.

- Sim, sim farei.

Marcela tira uma faca de um dos bolsos da calça, Maurício se assusta.

- Epa, epa, pra que isso.

- Calma. Você é muito apressado.

Marcela começa a alisar o corpo de Maurício com a faca, ele começa a suar frio. Ela para a faca no pênis dele.

- Você se lembra, de uma noite a uns cinco anos atrás? Que você matou um homem?

- E..eu matei tantos homens a cinco anos atrás.

- Mas só um deles era o meu pai! - Marcela crava a faca no pênis de Maurício que grita de dor.

- Seu pai?

- Sim, o Antônio.

Maurício força uma risada.

- Seu pai era um babaca! - Marcela empurra mais a faca. - Aah. Ele caiu de burrice! Pediu para morrer.

Marcela se afasta.

- Pediu para morrer?

- É! - Maurício geme de dor. - Ele queria ir contra o sistema, ele poderia ficar milionário! Mas ele preferiu seguir sozinho, então quem vai contra o sistema, cai!

- Sistema? Que sistema?

Maurício começa a rir.

- Você realmente acha que eu vou entregar o ouro?

- Fala! - Marcela saca uma arma e a aponta para Maurício.

- Pode atirar! Eu não vou falar merda nenhuma. Seu pai foi contra o sistema e caiu, você também vai ca... - Maurício leva um tiro na cabeça.

- Babaca! Agora eu tenho que dar um jeito nesse corpo.

Marcela olha pela janela, há um beco escuro lá fora.

Na hora que está soltando o cinto da cadeira o celular toca, ela procura na calça dele que está na cama e atende disfarçando a voz.

- Alô? Alô? ALÔ! - ninguém responde e Marcela desliga.

No beco escuro ela joga o corpo de Maurício numa lata de lixo.

- Que merda de sistema é esse? - ela joga álcool na lata de lixo e acende um fósforo.

Marcela fica vendo o corpo de Maurício pegar fogo dentro da lixeira.