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02. SEGUNDO CAPÍTULO

ROLETA RUSSA


SOBRE O CAPÍTULO

Natália comunica a Marcela sobre a morte de Edu. Marcela, então, volta ao Brasil, após oito anos, o lugar onde seu pai ser morto. De volta, ela encontra com a amiga e promete vingança.

Nova York, 2018.

Marcela está deitada na cama lendo uma revista quando o celular toca.

- Oi Nat, aconteceu alguma coisa?

- Sim amiga, aconteceu...

- O que?

- Sabe o nosso amigo, o Edu?

- O que tem ele!?

- Ai eu não sei como falar isso.

- Fala logo, Natália!

- Ele sofreu um acidente e não resistiu, ele morreu.

- Oh meu Deus... estou indo para o Brasil agora mesmo!

Marcela começa a arrumar as malas e se encaminha para o aeroporto onde compra a passagem. No avião ela começa a escrever em seu diário.

"Oito anos depois estou voltando ao Brasil, o lugar onde vi meu pai ser morto, onde eu jurei vingança. Ele me ensinou tudo o que eu sei e vou usar a tática dele para acabar com aqueles que o mataram. Vou caçar um por um e destruir todos!"

Depois de algumas horas de voo, Marcela está de volta ao Brasil.

No aeroporto ela encontra com Natália.

- Ai amiga como foi isso? Você presenciou?

- Foi horrível - Natália começa a lembrar do acidente.

Edu e Natália estão saindo da balada no meio da noite, eles passam por uma rua deserta quando um carro acende o farol alto no fim da rua. Ele começa a avançar na direção dos dois que começam a correr no sentido oposto.

O carro está quase alcançando os dois quando Edu empurra Natália para a calçada.

Natália cai na calçada e vê o corpo de Edu ser lançado a metros de distância.

- NÃÃÃO!

Marcela fica chocada com a história.

- Isso não está com cara de acidente. - Diz ela.

- E realmente não foi, o policial que nos socorreu disse que alguém está fazendo isso quase todas noites, tem um maluco assassinando as pessoas.

- Você anotou a placa do carro?

- Não tinha placa.

- Aí complica.

- Muito. Agora vamos para o enterro.

- Que programão hein.

Natália leva Marcela para o cemitério.

Irajá, Rio de Janeiro.

Rose, uma senhora muito simpática, de sessenta e oito anos, está voltando para casa depois de fazer as compras na feira.

- Oi, dona Maria. Como anda a sua filha?

- A Alexia? Ah está a mesma, só sabe aprontar, esses adolescentes...

- Entendo, agora deixa eu ir, tenho que fazer o almoço do meu neto.

Rose chega em casa e acorda o neto, Rafael.

- Rafael, meu neto. Acorde. Daqui a pouco você tem que almoçar para ir para a faculdade.

- Só mais cinco minutos, vó.

Rose acaricia a cabeça de Rafa e sai do quarto.

- Crianças...

No cemitério, Marcela e Natália estão ouvindo o sermão dos amigos de Edu.

- Quem é aquele gatinho ali, amiga? - Marcela indica um homem alto, forte com no mínimo trinta anos.

- Não sei, deve ser algum parente do Edu.

- Ele é bem interessante.

- Tem cara de ser bem mais velho que você, não acha?

- Mas isso é ótimo, detesto adolescentes.

- Só você mesmo, Marcela.

- Sim, só eu.

Durante todo o enterro, Marcela fica trocando olhares com o homem.

Quando estão saindo o homem se aproxima dela.

- Oi. - Diz ele.

- Olá, tudo bem?

- Tudo, e com você?

- Estou ótima.

- Que bom, é vamos ser diretos né? Eu vi que trocamos olhares durante todo o enterro, então, quer sair comigo qualquer dia desses?

- Pode ser, me dá seu número que qualquer coisa eu te ligo.

- Nada disso, você me dá o seu.

- Anota aí.

- Pode falar. - Ele anota o número. - Qual seu nome mesmo?

- Marcela, e o seu?

- Rodrigo.

Marcela aperta a mão de Rodrigo e se despede dele.

- Arrumou para hoje já? - Pergunta Natália.

- Ainda não, mas para futuramente, sim.

Alguns dias se passam e Rodrigo liga para Marcela.

- Então, vamos sair hoje. - Diz Rodrigo.

- Ai não sei se tenho tempo hoje.

- Eu não fiz uma pergunta, eu fiz uma afirmação, me encontre às oito no Le Vin Bistrô. - Rodrigo desliga.

Marcela fica sem reação.

- Mas que abusado. - Ela se levanta para preparar a roupa para mais tarde. Dentro dos guarda roupas ela vê a maleta que guarda a arma. - Droga! Droga! Drogaa! Hoje tem jogo. Vou ter que ser rápida nesse encontro.

Marcela fica horas se arrumando para o encontro, ela nem percebe o tempo passar, a hora do encontro chega rápido.

Quando ela chega no restaurante, Rodrigo já está a sua espera.

- Me perdoe pelo atraso.

- Tudo bem. - Diz Rodrigo se levantando para Marcela sentar. - Então, conte-me sua vida.

- Cheguei semana passada de Nova York, passei uma boa temporada lá, para me recuperar da morte do meu pai.

Rodrigo bebe um gole do vinho.

- Seu pai morreu? Meus pêsames. Morreu de que?

- Suicídio, apontou o revólver para o queixo e...

- Entendi. Vamos falar de coisa boa.

- Sim, o que você quer comer?

Rodrigo olha para Marcela e depois para o cardápio.

Depois do encontro, Rodrigo leva Marcela para casa.

- Adorei o jantar. - Diz ela.

- Também, só que eu adorei mais ainda a companhia.

- Você é tão gentil.

Rodrigo aproxima seu rosto lentamente de Marcela e depois a beija de leve.

- Até o próximo encontro.

- Até. - Marcela morde o lábio.

Rodrigo entra no carro e Marcela em casa.

- Meu Deus, que homem! Ih tá quase na hora do jogo. - Marcela olha o relógio.

Numa casa abandonada no meio do mato, um homem com uma maleta nas mãos espera sentado pela chegada de Marcela.

- Pode deixar ela entrar. - grita ele para que o segurança libere a entrada dela.

Durante o jogo, Marcela usa a tática que seu pai lhe ensinou, o segurança observa todos os movimentos dela.

- Uma moça tão jovem como você não deveria morrer tão cedo. - diz seu adversário.

- E nem vou. - Ela pega o revólver e gira o tambor, logo depois coloca o cano da arma na sua orelha e aperta o gatilho, o revólver não dispara.

Logo em seguida o adversário pega o revólver e faz a mesma coisa, ele coloca a arma no queixo e aperta o gatilho.

Marcela fecha os olhos quando o sangue espirra nela. Em seguida ela se levanta, abre a mala e confere o dinheiro, depois olha para o segurança e sai da casa.

O segurança pega o celular e liga para alguém.

- Ela ganhou. - diz ele.

Depois de ouvir as ordens pelo celular ele pega uma arma e mira em Marcela que está andando no mato.

- Ela já está na minha mira, posso atirar? Ok. - o segurança coloca a arma em ponto de bala e se prepara para apertar o gatilho.