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13. DÉCIMO TERCEIRO CAPÍTULO

REIS DA ARENA


SOBRE O CAPÍTULO

Emilis e seu acerto de contas com Darcy.

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MEGAPRO                                                                2018

 

 

REIS DA ARENA

 

CAPÍTULO 13

WEB NOVELA DE: Lucas Oliveira

ESCRITA POR: Lucas Oliveira

 

 

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO:

 

HILDA
KADU
JOSEFA
EMILIS
HORÁCIO
BARTOLO
DARCY
LETÍCIA
ZANDER
IGOR
GEORGE
RAFAELA
DJAVAN
VERIDIANA
MARIELA
ULISSES
ZETINHA

 

 

CENA 01. CASA DE BARTOLO. SALA. INT. DIA.

Continuação imediata do capítulo anterior.  Emilis desce a escada. Bartolo adentra o local.

EMILIS: (Aproximando-se) Ah, finalmente apareceu!

BARTOLO: (Assusta-se) É... Eu acabei dormindo lá na loja porque eu tava fazendo uns relatórios e/

EMILIS: (CORTA) Cala a boca! Nem adianta começar com desculpas, Bartolo. Eu já sei de tudo!

BARTOLO: (Apreensivo) De tudo o que?

EMILIS: (Fria) Que você me trai e com quem você me trai. Sei o nome da piranha e sei onde ela tá. Sei tudo!

BARTOLO: (Nervoso/Pálido) Não, Emilis. Não é...

EMILIS: (POR CIMA) Como cê teve coragem e tanta cara de pau, Bartolo?

Bartolo desvia olhar.

EMILIS: (Sorriso forçado) Foi bom você ter passado uma noite fora. É bom que já vai se acostumando, porque, nesta casa, você não fica mais!

Emilis Firme. Em Bartolo, paralisado. Clima tenso.

BARTOLO: Não é nada disso. Você deve ter entendido errado, Emilis.

EMILIS: Eu entendi tudo muito bem! (T) Chega, Bartolomeu! Não adianta mais mentir. É inútil!

BARTOLO: Emilis, você sabe como tava o nosso casamento. Eu tava me sentindo sufocado. Não conseguia mais te vê como uma amiga. Era sempre briga, era aquela distância mesmo estando perto.

EMILIS: E aí você me trai? Você foi desleal comigo, Bartolomeu! Eu posso ter todos os defeitos do mundo. Mas te trair, nunca! (T) Meu Deus! Eu só fico pensando como você conseguiu ser tão cara de pau e empurrar essa situação por meses...

BARTOLO: Eu não vou perder meu tempo te explicando. Cê não vai entender mesmo.

EMILIS: (Seca) Ótimo!      

BARTOLO: Será que eu posso saber como você soube?

EMILIS: Não! O jeito que eu abrir os olhos não importa. O importante é que agora eu não fecho mais!

Emilis aproxima-se de Bartolo.

EMILIS: E ainda engravidou a vagabunda... (Riso nervoso) Arruma tuas coisas e some daqui! (Tom alto) Não é a cachorra que você quer? Não foi ela que você engravidou? Fica logo com ela então! Tô abrindo o caminho, deixando livre. Afinal, cristal quebrado, por mais que se cole, permanece rachado. Quem não quer mais continuar nesse casamento sou eu! Por mais que eu te ame, você não me completa mais!

BARTOLO: Se eu te trair, é porque você é quem não me completa mais há anos, Emilis! O meu único erro foi ter me acomodado e não ter colocado logo um ponto final em tudo. Mas fique tranquila. Vou sair dessa casa com muito prazer e pode ter certeza; vou ser muito feliz com a MINHA Darcy!   

EMILIS: (Fria) Faça bom proveito!

BARTOLO: Vou pro quarto arrumar minhas malas. Com licença!

Bartolo sai. Emilis pega um vaso e joga contra a parede. Ela pega a bolsa sobre o sofá e sai batendo a porta bruscamente. CORTA RÁPIDO PARA/

 

CENA 02. QUARTO DE HOTEL. INT. DIA.

Darcy abre a porta.

DARCY: (Assusta-se) Você?

EMILIS: Pela sua reação, cê já sabe muito bem quem sou eu, né, querida?

Emilis entra. Darcy recua.

DARCY: Como que você conseguiu subir aqui? O que você sabe?

Em Darcy, visivelmente receosa. CORTA PARA/

 

CENA 03. CASA DE JOSEFA. SALA. INT. DIA.

Kadu sentado no sofá com o celular em mãos. Josefa vem de dentro.

KADU: (Vibrando) Yes!!!

JOSEFA: O que aconteceu, meu filho?

KADU: O Horácio já depositou a grana na minha conta. Já podemos começar a arrumar nossas malas, dona Josefa!

JOSEFA: (Sorrindo) Eu ainda não tô acreditando.

KADU: O Horácio não ia querer que tudo o que tava gravado ali viesse a público. Eu sabia que ele não ia correr esse risco. E isso é só o começo, minha mãe!

Ouve-se a campainha tocar.

JOSEFA: Quem será?

KADU: (Levantando-se) Deixa que eu abro!

JOSEFA: Eu vou pro meu quarto.

Josefa sai. Kadu abre a porta.

HILDA: (Segurando o choro) Oi, Kadu. Posso conversar com você?

KADU: Oh, minha amiga, é claro! Que surpresa boa!

Hilda começa a chorar e abraça Kadu fortemente. Kadu vira o rosto e respira fundo. CORTA PARA/

 

CENA 04. QUARTO DE HOTEL. INT. DIA.

Darcy e Emilis frente a frente.

DARCY: Responde! Como conseguiu subir até meu quarto? O que cê sabe?

EMILIS: Pra eu subir aqui, foi fácil. O bom dessa cidade é que, por tudo ser abaixo da média, todo mundo se vendo por pouco. Quanto ao que eu sei... Eu sei tudo, meu bem!

DARCY: (Receosa) Tudo o quê?

EMILIS: (Riso forçado) Você sabe! Mas esse aqui não é o melhor lugar pra conversarmos sobre isso.

DARCY: Por que não? Seja lá o que cê tenha pra falar, é melhor falar logo de uma vez!

EMILIS: (Olhando em volta) Eu não costumo passar mais do que cinco minutos em ambientes como esse. (T) Bom, mais tarde passa lá em casa. Não preciso dizer onde é porque com certeza você sabe. Vou tá te esperando!

DARCY: Eu não vejo motivo algum pra ir à sua casa.

EMILIS: Sabe sim! E sabe também que é melhor ir. Vou indo!

Emilis caminha em direção a porta.

EMILIS: (Vira-se) E... (Olhando-a de baixo para cima/Baixo) Só o Bartolo mesmo pra ficar com esse tipinho. Lamentável!

DARCY: Cê falou o que?

EMILIS: Nada não. Com licença!

Emilis sai. Darcy corre e fecha a porta, apoiando-se nela.

DARCY: (Preocupada) E agora, meu Deus?! Ela já deve saber de tudo! Quer que eu faço?! O que eu faço?!

Em Darcy, visivelmente amedrontada. CORTA PARA/

 

CENA 05. CASA DE JOSEFA. SALA. INT. DIA.

Kadu e Hilda sentados no sofá.

HILDA: (Chorando) Eu tô um caco, Kadu! Eu quero esquecer o Gaspar, virar a página, mas eu não consigo.

KADU: Previsível.

HILDA: Eu não consigo controlar. Ao mesmo tempo em que eu não quero saber dele, eu me preocupo e me pergunto se ele tá bem, se ele já se adaptou lá... Tô evitando até ir visitar o Zander pra não correr o risco de saber notícias dele. (Abraçando) Ah, o que eu faço, meu amigo? Me ajuda!

KADU: (Segurando-a pelo braço) Pára, Hilda! A primeira coisa que você tem que fazer é parar de se lamentar. Ficar aí chorando não vai resolver nada!

HILDA: Mas eu não consigo controlar...

KADU: (Visivelmente entediado/Respira fundo) Olha Hilda, cê vai ter que se acostumar. O Gaspar deve tá se dando bem nos Estados Unidos e não vai querer voltar tão cedo. E também eu...

HILDA: (Choro contido) Você o quê?

KADU: Eu vou viajar, Hilda!

HILDA: Viajar pra onde? Pra quê?

KADU: Minha mãe e eu vamos resolver algumas coisas no exterior relacionadas ao nosso patrimônio. E você sabe, nossa família é nobre, viscondessa... E tudo isso precisa ser preservado.

HILDA: Poxa... Até você vai embora e eu vou ficar aqui, sozinha.

KADU: Também não exagere. Você tem a Zetinha pra conversar. E sei que ela é como uma mãe pra você.

HILDA: E você sabe quando vai voltar?

KADU: Eu não sei. Mas eu volto. Um dia eu volto!

Kadu e Hilda abraçam-se fortemente. CORTA PARA/

 

CENA 06. CONSULTÓRIO DE MARIELA. SALA DE ATENDIMENTO. INT. DIA.

Mariela e Ulisses frente a frente.

ULISSES: Eu sei que não marquei hora, mas eu tô precisando desabafar, falar, me abrir. Aí eu nem pensei e vim direto pra cá. Eu tô muito confuso, Mariela.

MARIELA: Oh, Ulisses. Eu sinto muito, mas hoje eu não vou poder te atender. Não tô com cabeça.  

ULISSES: Por quê?

MARIELA: Pela a culpa.

ULISSES: Como assim?

MARIELA: Talvez eu tenha feito algo que atingiu, feriu a minha ética profissional. Eu não sei como tudo vai se desenrolar, não sei o que vai acontecer, mas o que eu sei é que no momento eu não tô pronta pra atender hoje. Eu até tentei, mas não consigo. Acho que o melhor mesmo é eu ir pra casa, tomar um banho e dormir.

ULISSES: (Surpresa) Nossa! Eu nem sei o que dizer, Mari.

MARIELA: Não tem nada a ver com você, Ulisses. Pode ir e quando der, você volta e eu te atendo, tá?

ULISSES: Tudo bem. Tchau, Mari!

MARIELA: (Cabisbaixa) Tchau!

Ulisses sai do local. Em Mariela, visivelmente preocupada. CORTA PARA/

 

CENA 07. RIO DE JANEIRO. EXT. DIA.

SONOPLASTIA: Sem Parar – Gabriel, o Pensador.

Planos gerais de diferentes pontos turísticos da cidade. CORTA PARA/

 

CENA 08. QUARTO DE MOTEL. INT. DIA.

SONOPLASTIA OFF. Homem (Alto, branco, forte, cabelos grisalhos e com aparentemente uns 40 anos) deitado na cama. Rafaela vestindo-se.

HOMEM: O dinheiro que eu te dei tá certo?

RAFAELA: Tá sim.

HOMEM: Gostei de você.

RAFAELA: Obrigada!

HOMEM: É bonita e jeitosa. Apesar de o valor ser acima das outras, vale a pena!

RAFAELA: Há muito tempo que eu não trabalho mais pelas ruas.

HOMEM: Por falar nisso... Cê conhece uma tal de Ginália?

RAFAELA: Ginália?

HOMEM: É. Só que o apelido dela era Gina. Acho que todo mundo a conhecia assim.

RAFAELA: (Nervosa) Não, não.

HOMEM: Aquela filha da mãe sumiu.

RAFAELA: Você a conhecia de onde?

HOMEM: Eu era cliente dela. Ela sempre ficava no mesmo ponto. Mas já tem alguns dias que eu ligo, mas parece que o celular dela tá fora de área.

RAFAELA: Essa vida é muito incerta. Ela pode ter perdido o celular e ido embora com algum grã-fino. Às vezes o tesão vira amor.

HOMEM: Bom, se foi realmente isso que aconteceu, ela já vai tarde!

RAFAELA: Porque cê diz isso?

HOMEM: Aquela menina não valia nada. Só prestava de corpo, porque de alma... Um péssimo caráter. Coitado do cara que se embolar com ela. Eu nunca fui otário, mas se eu fosse...

RAFAELA: Por quê?

HOMEM: Ela tentou me ferrar.

RAFAELA: Como? O que ela fez?

HOMEM: Tentou lucrar em cima de mim. Mas eu não me curvei pro jogo dela, não. Eu lembro bem...

No Homem, pensativo. INSERIR FLASHBACK.

QUARTO DE HOTEL. INT. NOITE.

Gina e o Homem frente a frente.

GINA: Ou você me dá a grana que eu te pedi ou então você tá arruinado, meu caro!

HOMEM: Você vale muito menos do que isso! Não passa de uma piranha de quinta!

GINA: (Com raiva) Desgraçado!

HOMEM: Eu não vou ceder as chantagens baixas de uma garota como você.

GINA: Então não se esqueça de contratar um advogado. Porque eu vou sair daqui direto pra policia. E vou contar do doutorzinho que agrediu brutalmente uma simples moça depois dos serviços prestados. Eu estarei tão machucada, que sua reputação vai ficar extremamente manchada e pode até mesmo se acabar!

HOMEM: (Alterado) Você não mexa comigo, garota!

GINA: (Grita) EU MEXOOO!

HOMEM: (POR CIMA) Você pensa duas vezes antes de levar essa ideia estapafúrdia adiante.

GINA: POIS EU VOU LEVAAAAR!

HOMEM: É?

GINA: (Fora de si) ÉÉÉÉÉÉÉÉ!

HOMEM: VAI MESMO, PORRA?

GINA: VOOOOU! VAI FAZER O QUÊ, HEIN? OTÁRIO!

Gina senta a mão na cara do homem. Os dois se encaram. O homem devolve o tapa na cara de Gina, que cai no chão.

HOMEM: VAI! Agora você pode ir. Agora cê apanhou de verdade, vagabunda! Isso foi só pra você aprender que não se bate na cara de um homem, sua vadia. VAI DE UMA VEZ! ANDA!

GINA: (Com sangue nos olhos) Filho da mãe!

HOMEM: Cê não vai consegui nada, sua idiota! Boto advogado e saio em dois tempos. E do meu dinheiro, tu não vai ver nem mais um tostão! Mas se quiser, eu faço até questão de pagar o táxi pra tu ir pra delegacia. Quer? Hein?

Gina levanta-se e sai do local rapidamente. VOLTA AO TEMPO PRESENTE.

RAFAELA: Nossa!

HOMEM: E é claro que ela não denunciou nada. A Gina sabia aonde mexia.

RAFAELA: Nem sempre...

HOMEM: Como assim?

RAFAELA: Deixa pra lá! (Pega a bolsa) Bom, eu vou indo. Tchau!

Rafaela sai do local. CORTA PARA/

 

CENA 09. APARTAMENTO DE IGOR E RAFAELA. SALA. INT. DIA.

Rafaela adentra o local. Igor deitado no sofá.

RAFAELA: Igor, meu amor, você não vai acreditar!

IGOR: (Sentando-se) O que foi, Rafa?

RAFAELA: O cliente que eu atendi hoje conhecia a Ginália.

IGOR: Meu Deus! E aí?

RAFAELA: E aí que ele perguntou se eu a conhecia e eu disse não.

IGOR: Ele não desconfiou de nada?

RAFAELA: Acho que não!

IGOR: Ainda bem!

RAFAELA: Ele me contou cada coisa, Igor. A Gina já tinha esse costume baixo de chantagear, de querer arrancar dinheiro há tempos. O homem me disse que ela ameaçou denuncia-lo por agressão se ele não colocasse uma boa quantia na conta dela.

IGOR: Então essa tática dela já é velha.

RAFAELA: Pois é. Mas ele não cedeu e parece que ela não foi adiante. Já com a gente...  

IGOR: Acontece que com a gente o lance dela era pessoal. Tanto comigo, quanto contigo. Ela queria ferrar a gente de qualquer maneira. Por raiva, inveja ou sei lá o que.

RAFAELA: Vagabunda!

IGOR: (Levantando-se) Bom, eu também tenho uma novidade.

RAFAELA: Que novidade?

IGOR: (Sorri) Preparada?

RAFAELA: (Curiosa) Fala logo, Igor!

IGOR: Eu falei ontem com o diretor pra ele me colocar no máximo de cenas possíveis e aí ele me fez uma proposta.

RAFAELA: Que proposta?

IGOR: Ele quer que você também participe de umas cenas, um filme.

RAFAELA: Eu? (Sorri) Eu não, Igor. Eu não dou pra isso!

IGOR: Ah Rafa, o trabalho que você faz não é tão diferente do meu.

RAFAELA: Só que o meu não tem nenhuma câmera na frente filmando, uma equipe olhando...

IGOR: Eles querem fazer uma cena de ménage à trois. Ou seja; Com um casal e outra mulher.

RAFAELA: Esse casal seríamos nós dois. E a mulher seria quem?

IGOR: A Tetê Rameira.

RAFAELA: HAHAHA! Imagina se eu vou fazer uma cena com você e a Tetê Rameira. Dividir você justo com a Tetê? Isso não, Igor!

IGOR: (Aproximando-se) Meu amor, é uma coisa diferente que além de trabalho, vai apimentar nossa vida sexual. Eu sou o ator pornô que é mais buscado no site e a Tetê a atriz mais pesquisada. É por isso que tem que ter eu e ela na cena. Assim vai atrair mais visualizações e grana pra gente. Ele disse que paga muito bem. Acima do que eu ganho normalmente.

RAFAELA: (Visivelmente indecisa) Ah, eu não sei, Igor.

IGOR: É o único jeito de a gente ganhar mais dinheiro em pouco tempo e eu me ver livre de vez da dívida com o agiota. Se a cena fizer sucesso, vamos fazer outra e depois outras e assim o cachê só aumenta.

RAFAELA: Tá. Eu vou pensar, eu vou pensar!

Igor agarra Rafaela a enchendo de beijos. Em Rafaela, pensativa. CORTA PARA/

 

CENA 10. CASA DE GEORGE. QUARTO DE GEORGE. INT. DIA.

George e Alana sentados na cama.

GEORGE: Ontem eu o vi. Eu tava abrindo o portão e ele tava chegando. Aí eu falei com ele.

ALANA: E aí?

GEORGE: E aí ele respondeu com aquele jeito sério dele de sempre. (Suspira) Jeito único.

ALANA: Meu Deus! Ele nem imagina que é justamente você, que tá do lado dele, a tão amada Maria. Quero só ver como vai ser quando o Edson descobrir tudo.  

GEORGE: Ah, Alana. Ele não vai descobrir. Para de ficar agourando!

ALANA: Eu não tô agourando. Eu estou sendo apenas realista. Cê tem certeza que quer levar isso adiante, George?

GEORGE: Claro que sim! O nosso papo, a nossa sincronia... Nossas conversas nas madrugadas são as melhores horas do meu dia e eu não quero abrir mão disso, eu não me imagino mais sem isso. Enfim... O Edson me faz bem, Alana.

ALANA: É. Já você a ele...

GEORGE: Eu sei que eu faço bem a ele também. Quer dizer, a Maria. Mas a Maria tem tudo de mim.

ALANA: Menos a voz, o corpo, o sexo...

GEORGE: Por isso mesmo que eu tô te pedindo pra você gravar um áudio como se fosse ela. Você disse que iria me ajudar.

ALANA: George, isso não vai acabar bem...

GEORGE: Alana, por favor!

ALANA: Tá. Eu gravo! Ele nunca quis marcar um encontro ou pediu pra fazer chamada de vídeo não?

GEORGE: Já. Mas eu inventei uma desculpa. Disse que eu tava numa viagem, por isso que ainda não dava pra nos vermos. E pra chamada de vídeo eu disse que o meu celular tava quebrado, que a câmera não tava funcionando direito.

ALANA: E ele não desconfiou de nada?

GEORGE: Ué, isso realmente acontece com os celulares. O meu realmente não tá muito bom. Tá travando toda hora.

ALANA: O caso é que a carência dele fala mais alto.

GEORGE: Cê grava o áudio e se depois ele quiser fazer chamada de voz, cê atende.

ALANA: Pode deixar! É pra eu dizer o que no áudio?

GEORGE: Ah, você diz que.../

A conversa continua em OFF. CORTA PARA/

 

CENA 11. APARTAMENTO DE VERIDIANA. SALA DE JANTAR. INT. DIA.

Veridiana à mesa. Djavan vem de dentro.

DJAVAN: Bom dia, prima!

VERIDIANA: Bom dia, Djavan! Senta aí e toma café comigo.

DJAVAN: (Sentando-se) Eu quero agradecer a hospedagem, Veridiana. Mas já fiquei tempo demais aqui.

VERIDIANA: Eu tô gostando tanto de ter uma companhia aqui em casa. Cê só ficou dois dias.

DJAVAN: Mas tem a empregada aí.

VERIDIANA: A empregada não mora aqui. E mesmo que morasse, você sabe que não é a mesma coisa, Djavan.

DJAVAN: É que eu tenho que voltar pra casa e organizar as coisas para a viagem. Não vejo a hora de chegar em Touro Bravo.

VERIDIANA: Espero que você não demore de encontrar essa sua nova revelação.

DJAVAN: Não vou demorar, não. Alguma coisa tá me dizendo que vai ser mais fácil do que eu imagino.

VERIDIANA: Enquanto isso eu vou continuar ajeitando os últimos detalhes da coleção.

DJAVAN: Minha prima, eu te garanto: Essa tem tudo pra ser sua coleção de maior sucesso. E vai ser!

VERIDIANA: Ah, Deus te ouça, Djavan. Deus te ouça! 

Eles riem. Continuam a tomar café. CORTA PARA/

 

CENA 12. APARTAMENTO DE IGOR E RAFAELA. QUARTO DO CASAL. INT. DIA.

Rafaela deitada na cama. Igor tirando a roupa.

RAFAELA: Talvez, por você, eu tope fazer a cena.

IGOR: A Tetê é gente boa, amor. Só é você deixar o ciúme de lado que você vai perceber isso quando a conhecer.

RAFAELA: Hum. Sei...

Igor, só de cueca, deita na cama ao lado de Rafaela.

IGOR: A cena vai ser tranquila e muito fácil de fazer. Eu fico lá deitadão na cama coçando o saco e aí entra você e a Tetê e o resto cê já sabe. (Ri) Moleza, né?

RAFAELA: (Dá um leve tapa no braço dele) Safado! Aí você gosta, né?! Olha só a cara de felicidade dele...

IGOR: (Sorrindo) Oh, Rafa. Fazer o que, né?!

RAFAELA: É. Talvez seja um belo desafio. E eu amo os desafios. Além de resolver nossos outros problemas. 

IGOR: Isso quer dizer que...?

RAFAELA: Eu topo!

IGOR: Aí sim. Essa é a minha Rafaela!

RAFAELA: SA-FA-DO!

IGOR: Gostosa!

Igor e Rafaela começam a se beijar. CORTA PARA/

 

CENA 13. TOURO BRAVO. EXT. DIA.

SONOPLASTIA: Viver Minas – Banda Isoldina.

PANORAMA da pequena cidade. CORTA PARA/

 

CENA 14. CASA DE JOSEFA. QUARTO DE KADU. INT. DIA.

SONOPLASTIA OFF. Kadu colocando roupas dentro da mala. Josefa ao canto.

KADU: Não vejo a hora de ir logo embora daqui.

JOSEFA: Cê não vai sentir falta da Hilda?

KADU: Eu não!

JOSEFA: Quem diria que um dia você falaria isso.

KADU: Não sei onde eu tava com a cabeça de gostar daquela ali. Apesar de bonita, é chata, dengosa, mimada, chorona...

JOSEFA: O Horácio a adotou. Parece que a escolheu a dedo quando a Hilda era bem pequena.

KADU: No orfanato de toureiro?

JOSEFA: Sim. O sonho de ser pai do Horácio era tão grande que nem pensou duas vezes e a primeira garota que sorriu, ele assumiu!

KADU: E você, mãe?

JOSEFA: Eu o quê?

KADU: Vai arrumar suas malas também. Quanto mais rápido a gente sair daqui, melhor!

Em Kadu, sorridente. CORTA PARA/

 

CENA 15. CASA DE BARTOLO. SALA. INT. DIA.

Ouve-se a campainha tocar. A empregada vem dentro. Emilis desce a escada.

EMILIS: Pode deixar, querida. Eu atendo!

EMPREGADA: Sim senhora!

EMILIS: Pode voltar pro seu serviço.

EMPREGADA: Com licença!

A empregada sai. Emilis abre a porta.

DARCY: Estou aqui, Emilis!

EMILIS: (Sorri) Estou vendo. Sinal que você é esperta e sabe tomar as decisões certas. (T) Entre, por favor!

Darcy adentra o local.

DARCY; Licença!

EMILIS: Sinta-se à vontade!

Emilis fecha a porta.

DARCY: (Sem jeito) Confesso que ainda não entendi o motivo de seu convite.

EMILIS: Eu já sei de tudo, como eu havia te dito.

DARCY: (Apreensiva) Tudo o quê?

EMILIS: Como você é cínica e cara de pau! Típico de mulheres como você. Mulheres baixam que se sujeitam a isso. Ficam querendo um lugar ao sol e preferem ir pelo caminho mais fácil. Só que nem todas se dão bem.

DARCY: Olha, eu acho que você/

EMILIS: (CORTA) Cala a boca! Eu ainda não terminei de falar e não admito ser interrompida!

DARCY: Você tá insinuando que eu/

EMILIS: (POR CIMA) Eu não estou insinuando. Eu estou afirmando! Senta aí. Ainda temos muita coisa pra conversar e se você ficar de pé, vai cansar com certeza!

Em Darcy, visivelmente tensa. CORTA PARA/

 

CENA 16. CASA DE BARTOLO. QUARTO DO CASAL. INT. DIA.

Bartolo falando ao celular.

BARTOLO: Eu tô ferrado, Bartolo!

HORÁCIO: (OFF) Como você deixou isso acontecer, cara?

BARTOLO: Eu não sei. Eu só sei que a Emilis descobriu tudo, já sabe até da gravidez da Darcy, me pediu pra sair de casa e eu tô aqui fazendo as malas.

HORÁCIO: (OFF) E pra onde você vai?

BARTOLO: Por enquanto eu vou ficar no hotel, até eu comprar uma casa nova. Já pode ir me ajudando nisso. Pesquisa umas pra mim aí e me indica.

HORÁCIO: (OFF) Pode deixar! Eu também tô preocupado. Tô aqui na prefeitura, mas já tô indo pra casa.

BARTOLO: Tão cedo? Aconteceu alguma coisa?

HORÁCIO: (OFF) Você tá em um momento tenso e é isso o que importa agora.

BARTOLO: Eu tô preocupado com o que a Emilis pode fazer, Horácio. Ela é descompensada, desequilibrada e pra fazer uma besteira não custa muito.

HORÁCIO: (OFF) Tenta ficar sempre perto dela. E alerta a Darcy.

BARTOLO: Isso mesmo que eu vou fazer! Vou desligar aqui que eu tenho que terminar de arrumar as malas.

HORÁCIO: (OFF) Tá certo.

BARTOLO: Abraço!

HORÁCIO: (OFF) Outro!

BARTOLO: Até!

Bartolo desliga o celular. CORTA PARA/

 

CENA 17. MANSÃO SANTANA. SALA. INT. DIA.

Zetinha abre a porta. Horácio adentra o local.

ZETINHA: Já chegou da prefeitura, Seu Horácio?

HORÁCIO: Sim.

ZETINHA: Por quê?

HORÁCIO: Não tô mais com cabeça pra ficar lá. Preciso resolver um assunto antes.

Zetinha fecha a porta.

ZETINHA: O senhor quer que eu já sirva o almoço?

HORÁCIO: Cadê a Hilda?

ZETINHA: Ela deu uma saída.

HORÁCIO: Foi pra onde, Zetinha?

ZETINHA: Eu não sei.

HORÁCIO: Ah, Zetinha. Você sempre sabe. A Hilda te conta tudo.

ZETINHA: Mas dessa vez ela saiu rápido e não me disse.

HORÁCIO: (Baixo) Só pode ter ido na casa daquele desgraçado!

ZETINHA: O quê?

HORÁCIO: Nada não!

ZETINHA: Posso colocar o almoço?

HORÁCIO: Sim. Eu vou tomar um banho e daqui a pouco eu desço pra almoçar.

ZETINHA: Sim senhor!

HORÁCIO: Com licença!

ZETINHA: Toda!

Horácio sai do local, seguido por Zetinha. CORTA PARA/

 

CENA 18. CASA DE BARTOLO. SALA. INT. DIA.

Emilis e Darcy frente a frente.

EMILIS: Senta, Darcy! A conversa vai ser longa!

DARCY: Não. Eu estou bem de pé!

EMILIS: (Sentando-se) Bom, eu não. Estou muito cansada. Usar salto alto o tempo todo cansa demais. Aliás, acho que não só pra mim como pra qualquer mulher, né?! (Retira os sapatos) Eu vou levar os sapatos até meu closet e volto pra gente conversar, tá?

DARCY: Tá certo!

EMILIS: (Levantando-se) Não quer vir comigo, Darcy?

DARCY: Não. Eu prefiro ficar aqui.

EMILIS: Tem certeza?

DARCY: Sim.

EMILIS: Vem! É bom que você conhece melhor a casa. E principalmente o quarto que eu sempre dormi com o Bartolo. Vem comigo!

DARCY: (Desconfiada) Eu ainda não tô entendo aonde você quer chegar.

EMILIS: Você vai entender! Vem!

Emilis sobe as escadas e Darcy a segue. As duas na escada. Emilis se vira.

EMILIS: Grávida? Filho do Bartolo? (Leve sorriso) Não, querida. Nem pensar!

Emilis solta um dos sapatos que cai na escada. Darcy assusta-se. O sapato desce embolando. Darcy tropeça no sapato e cai, enrolando escada abaixo. Emilis desce a escada e se aproxima de Darcy.

EMILIS: (Irônica) Oh, minha querida. Que tragédia!

Bartolo desce a escada rapidamente.

BARTOLO: Que barulho é... (Vê Darcy caída) O que você fez, Emilis? (Pegando-a pelo braço) O que você fez? Responde!

Bartolo encarando Emilis. Clima tenso. Em Darcy, inerte. CORTA PARA/

 

FIM DO CAPÍTULO!

 

Créditos sobem ao som de: Você me Roubou – Rouge.

ATENÇÃO LEITORES

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