João e Maria

EPISÓDIO 06

TODA SUA

À noite, na hora de dormir, João arrumou uma cama improvisada no canto oposto do quarto no chão para ele. Maria o viu fazer a cama e questionou:

– O que está fazendo, João?

– Vou dormir. – Ele respondeu.

– No chão?

– É só por hoje, amanhã irei arrumar uma cama pra mim.

– João para com isso e vem pra cama. – Ela falou deitada apoiada em um braço.

– Melhor não, Maria, eu...

Ele estava tentando evitar contato com ela depois do que aconteceu entre eles porque ele estava morrendo de vergonha.

– Vem pra cama, João. Ou quer que eu vá ai te buscar? – Maria falou cheia de autoridade com ele. Havia algo diferente na voz dela.

Ela parecia tão segura de si, tão madura, tão sexy, não se parecia em nada com a doce e inocente Maria de um dia atrás. João estava confuso com a situação. Mas ele obedeceu. Desfez a cama do chão e foi se deitar ao lado dela, mas manteve distância mesmo seu corpo implorando para sentir o calor da morena.

Ele se deitou, receoso e se encolheu para dar mais espaço pra ela, virando de costas para a irmã. Mas para sua surpresa ele sentiu ela se aproximar dele colando o corpo dela no dele e falando em seu ouvido de forma que cada pelo de seu corpo se arrepiou.

– Que isso, João, está com medo de mim? – Ela falou com os lábios colados em sua orelha.

– Na-não... Eu só... Eu achei que... – Ele não sabia o que dizer, as palavras travaram em sua garganta.

– Sabe de uma coisa, depois daquela situação eu descobri que eu sou muito mais forte do que imaginei. E também que os papéis podem se inverter, não é mesmo? – Ela falou deslizando a mão pelo peito nu dele fazendo-o engolir em seco e se arrepiar inteiro.

– Ma-Maria... O que você tá fazendo? – Ele gaguejou de nervoso e tesão.

– Ué, você não gosta de tocar em mim? Não gosta de sentir meu cheiro, meu calor? – Ela disse oferecendo seu pescoço e o vale entre o pescoço e os fartos seios para ele de forma que seu nariz entrasse em contato com a pele dela brevemente. Ele não sabia se a agarrava e a beijava ou se ficava imóvel e esperava para ver o que viria dali por diante.

João fechou os olhos e aspirou o cheiro de lavanda da pele macia dela.

– Vamos lá... Não gosta mais do gosto da minha pele? – Ela se esfregava contra os lábios dele.

Ele timidamente começou a beijar o pescoço dela e quando ia segurar sua cintura para trazê-la para si ela o impediu.

– Não! Quem disse que pode usar as mãos? – Ela segurou os cabelos dele e puxou sua cabeça para trás com força fazendo-o cerrar os dentes de dor. Então ela encostou os lábios na orelha dele e disse:

– Não, senhor... Não vai me tocar. As regras mudaram. Agora eu dou as cartas, se realmente me deseja tanto prove que me merece. Me faça querer me entregar a você por inteiro.

– Co-como? – Ele perguntou.

Ela sorriu soltando seus cabelos e tomou-lhe os lábios com fome. Ele ficou sem reação diante daquele beijo faminto e molhado dela, no entanto seu corpo respondeu de imediato. Percebendo que  alcançara seu objetivo de deixá-lo completamente duro, ela apenas acariciou o membro dele por cima da calça, sorriu e se deitou, virando-se de costas, deixando o rapaz sem entender direito o que estava acontecendo.

**************

Os dias estavam sendo difíceis para João que não reconhecia mais a irmã de uma hora para outra passou de uma menina inocente e doce a uma mulher sedutora, sensual e maliciosa. Ela o provocava e o fazia ir ao seu limite e depois dava o fora. Ele não estava mais aguentando aquela situação.

Certo dia Maria entrava em casa com as roupas secas para guardar e viu João se arrumando para sair.

– Vai sair? – Ela perguntou.

– Sim. Vou a cidade. – Ele respondeu, tranquilo.

– Atrás de algum rabo de saia outra vez? – Maria questionou, sarcástica.

Ele a encarou e achou que já estava na hora de saber o que estava acontecendo.

– Mas que diabos está havendo com você, Maria? Porque está agindo assim comigo?

– Assim como? – Ela dobrava calmamente as roupas e as guardava na gaveta.

– Assim como uma cretina! Uma bruxa sem coração!

A mão de Maria estalou na face do irmão e logo ele se viu sendo empurrado de encontro a parede.

– Olha aqui, João, eu não admito que você fale assim de mim, seu filho da puta!

– Se eu sou filho de uma puta você também é! Saímos da mesma barriga sua cretina! – Ele respondeu, encarando a morena.

– João, você quer mesmo saber o porquê desse tratamento que eu estou dando a você, pois bem, vamos lá. Você que era para ser meu protetor, meu melhor amigo, aquele com quem eu poderia contar para me proteger de tudo e me guiar no caminho certo se mostrou um monstro, um animal. Um porco nojento que só queria me deflorar a qualquer preço! E conseguiu. – Maria falava com dor nos olhos e rancor na voz.

– Maria...não diga isso... Eu... Eu amo você. – João argumentou com a voz embargada.

– Ama nada! Se amasse você teria parado quando eu pedi! Não teria me deflorado a força! Eu não tive escolha! Fui vítima de quem eu mais amava e confiava e que se tornou meu maior algoz. Você, João! Meu irmão! O homem por quem eu me vejo perdidamente apaixonada mas não consigo aceitar. Por isso que eu estou te fazendo passar todo esse inferno comigo aqui para que você pague pelo que você fez! E se você sair por aquela porta não precisa mais voltar.

João olhava para a moça com o rosto já banhado em lágrimas e simplesmente não disse nada só saiu porta a fora sendo seguido por Maria histérica.

– João! João!!!Então é isso que você quer? Muito bem não volte nunca mais, seu desgraçado!!! Aproveitador!!!!

A moça bateu a porta.

João saiu decidido a fazer algo que mudaria suas vidas para sempre. Se não fizesse ele acabaria atentando contra sua própria vida com certeza. Ele não suportaria viver com aquela culpa o assombrando a vida inteira.

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Na cidade João acabava de sair de uma loja com algo na mão, uma moça ruiva se aproximou dele sorrindo com uma cesta de flores na mão, ele guardou o que tinha na mão no bolso do casaco.

– Olá, moço bonito... Gostaria de umas flores perfumadas para sua amada? – A moça ofereceu.

– Claro. – Ele escolheu o ramalhete mais bonito que havia no cesto da moça pagou e se dirigiu a uma outra loja onde entrou e momentos depois saiu com uma sacola na mão.

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Charllote ouviu batidas na porta e foi atender ficando surpresa ao ver de quem se tratava.

– Ora, ora... Vejam quem está aqui. O que quer agora, Caçador?

– Preciso de você mais uma vez.

– Posso saber pra quê?

João disse a feiticeira do que se tratava e ela ficou surpresa demais.

– Isso sim que é uma coisa inusitada. Nunca fiz algo assim. Porém não negarei a benção da floresta, da lua e dos elementos a esse momento. Digamos que será meu agradecimento por me deixarem viver. Sim, eu farei.

– Ótimo. Obrigado.  – João agradeceu à mulher.

– Mas você sabe que estarão condenados para todo sempre por isso, não sabe?

– Não me importa. Eu a amo, eu a quero para mim e irei para o inferno se preciso para ficar com ela. – João foi enfático.

– Muito bem.

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João voltou para casa, quando chegou com as flores na mão foi recebido por Maria ainda furiosa.

– Você voltou? Eu deixei claro que se você saísse não era para voltar!

João não permitiu que ela continuasse, ele a segurou e a calou com um beijo. Assim que se separaram João ajoelhou-se diante dela. Apoiado em um joelho, ele pegou uma caixinha dentro do bolso e abriu revelando o seu conteúdo: um par de alianças.

– J-João, mas o que é isso?

– Uma prova de amor, Maria. Casa comigo. – Ele pediu.

Ela não conseguia acreditar. Não era possível que aquilo realmente estivesse acontecendo.

– João, não podemos. Somos irmãos. Você ficou louco?

-Maria, já fizemos tudo o que nem sequer podíamos sonhar em fazer juntos pelo fato de sermos irmãos, isso não nos impediu. Por favor, aceite. Seja minha mulher. Que se dane o mundo, já estamos condenados mesmo. Vamos selar esse pacto.

Ela olhou nos olhos dele, seu coração bateu forte, ela não pode resistir e estendeu a mão para que ele colocasse a aliança.

– Sim. Eu caso com você.-Ela respondeu sorrindo com lágrimas nos olhos.

João colocou a aliança no dedo da irmã e ela no dele e se beijaram ardentemente. Depois do beijo apaixonado João deu a ela a sacola e as flores.

– Aqui trouxe para você. Vista.

Ela pegou a sacola e foi para o quarto atender o pedido dele.

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No meio de uma clareira na floresta com o pôr do sol ao fundo e a lua se anunciando vemos João, Maria e Charllote.

Maria vestia um bonito vestido branco estilo camponesa com detalhes dourados no decote, nas mangas e na cintura. Na cabeça ela tinha uma linda tiara de flores e no rosto um sorriso que demonstrava que ela não cabia em si de felicidade.

– Então, é da livre espontânea vontade de ambos se unirem em matrimônio? – Charllote perguntou.

– Sim. – João respondeu.

– Sim. – Foi a vez de Maria confirmar.

– Com as bençãos da Natureza e dos Elementos, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. – Charllote disse sorrindo.

João tomou então a morena em seus braços e a beijou. Agora Maria era sua esposa.

– Agora seremos só eu e você para sempre. – João disse após cessar o beijo.

– Não poderia ser melhor. – Maria diz, sorrindo.

 

Ao retornarem para casa, felizes, João carregou Maria para dentro no colo, como manda a tradição. Ele a levou até o quarto e depois de colocá-la no chão, ele fechou a porta e tirou o casaco.

Já era noite, o quarto estava pouco iluminado mas era o suficiente. Maria tirou a tiara de flores colocando na mesa e enquanto João se despia do colete e das botas, ela tirou o vestido ficando apenas com uma calcinha de renda branca cobrindo os seios com os braços um tanto tímida. Quando João a olhou ficou em êxtase ao poder apreciar sem medo aquele belo corpo que a moça exibia, seminua.

– Como você é linda, Maria...Tão delicada. – Ele tocou nos ombros dela e sentiu que sua pele se arrepiou com o toque. João beijou os lábios vermelhos da garota, apertou seu corpo junto do dele. Deslizando a boca pelo pescoço alvo e fino da morena, ele disse:

– Se não quiser, não precisamos fazer. Podemos só brincar como sempre fizemos.

– Ela enlaçou o pescoço dele e respondeu com uma voz sedutora.

– Eu quero... Quero ser sua... Toda sua...

Aquela era a deixa que João precisava. Ele a beijou com paixão e a levou para a cama, lá eles finalmente puderam aproveitar o banquete do amor por completo.

Depois das preliminares tão apaixonadas finalmente João penetrou a recém-deflorada vagina da morena que gemeu alto e enterrou as unhas em suas costas sardentas.

– Aiiiiii!!! João...Hummmmm!!! Aaaahhhh!

– Está doendo? Quer que eu pare?

– Não... Continua... Por favor, continua... – Maria pedia com a voz arrastada. Ela já começava a sentir prazer com aquele instrumento de proporções generosas dentro de seu corpo.

João estava muito feliz. Enfim Maria era completamente sua. O mundo poderia acabar naquele momento que ele nem se importaria. Ter as coxas grossas e macias da irmã enlaçando a sua cintura enquanto ele investia em sua delicada flor era algo de um prazer indescritível. Eles ficaram ali entrelaçados se beijando até que foi se aproximando o ápice. Maria gozou intensamente ofegando e miando como uma gata no cio, chegou a arquear as costas envergando no colchão.

– Ãããããnnnnnhhhhh!!!!! Hummmmmm... Aiiiiiii!!!

Aquilo foi demais para João que também gozou fartamente porém não dentro dela. Ele tirou o membro de seu interior e deu um banho de sêmen na barriga e nos seios dela logo caindo exausto ao lado da morena.

– Hummmmm!!! Aaaahhh!!! Mariaaaaa...

Quando as suas respirações começavam a se normalizar, ele pegou um lenço no criado-mudo e limpou sua semente da pele da moça que se aninhou em seu peito. Ele puxou em seguida o lençol sobre seus corpos e mais uma vez beijou sua amada Maria nos lábios e disse:

– Eu te amo, Maria. Amo demais.

– Eu também te amo, João, sempre amei. Nunca deixarei de amar.

Eles ficaram ali se admirando e se amando o resto da noite. Sabiam das consequências daquele ato, daquele amor insano e proibido, mas, mesmo assim, seguiriam em frente e juntos para sempre.

 

Fim....