João e Maria

EPISÓDIO 02

TENTAÇÃO

O casal de irmãos chegou no vilarejo onde iriam fazer suas compras. Maria ainda estava de cara fechada com seu irmão. Ele preferiu não falar nada pois poderia piorar a situação com ela. Então eles começaram a escolher os produtos nas barraquinhas e lojinhas. João aproveitou que a irmã estava distraída comprando legumes e foi até uma lojinha que vendia doces. Entrou e pôs-se a procurar o presente perfeito. Uma bela atendente veio lhe dar assistência.

– Oi, posso ajudar? – A moça abriu um sorriso bonito ao ver o belo rapaz de cabelos castanhos e olhos azuis.

– Sim. Eu estou procurando um presente especial e gostei desses. – Ele mostrou a caixa de chocolates para a moça. – De que são feitos?

-Esses são de chocolate meio amargo com recheio de amoras, framboesas e pimenta rosa.

– Hummm parecem muito bons. – ele comentou, sorrindo sedutor.

– São afrodisíacos. É para a sua namorada? – A moça perguntou.

– Digamos que é para alguém especial. – Ele respondeu.

– Muito bem. Excelente escolha.Quer que embrulhe para presente?

– Por favor.

A moça fez um embrulho bem bonito e colocou um laço vermelho no pacote entregando ao rapaz.

– Aqui. Muito obrigada pela prefêrencia e volte sempre.

Ele deu uma olhada sedutora para a moça e disse com um sorriso:

– Com certeza voltarei.

João saiu da loja com o pacote nas mãos e o colocou numa sacola para que a irmã não visse. Logo estavam pegando o caminho de volta para casa. Assim como foi Maria retornou, calada. Aquilo já estava incomodando ao rapaz. Então ele resolveu tentar falar com ela.

-Ainda está zangada comigo?

Ela não respondeu.

– Maria, para com isso poxa. Fala comigo.Eu não fiz nada demais pra você ficar assim.

– João, não quero conversar. Não quero ouvir a sua voz hoje. Por favor.

– Ta bem. Não vou insistir.

Chegaram em casa, guardaram as compras e ela foi fazer o almoço para os dois. Almoçaram sem trocar uma palavra. A moça parecia muito chateada com ele. Depois de almoçarem ele pegou o presente e foi até a irmã que estava na cama, recostada na cabeceira e parecia brincar com sua antiga bonequinha de pano com a qual gostava de dormir abraçada. Ele se aproximou e sentiu ela recuar.

– Ei, calma... Não vou te morder não, maninha. – Ele brincou. – Quero te dar uma coisa e te pedir desculpas.

Ele entregou a caixa de chocolates para ela.

A moça pegou a caixa com receio e abriu vendo as lindas trufas que estavam la dentro. Ela não conteve o sorriso.

– Obrigada.

– Você me perdoa? Eu não quis assustar você. Eu só achei que você ia gostar de provar um beijo de verdade. Mas acho que você não gostou muito, não foi? – Ele tentou parecer arrependido.

– Bom, é que... Eu não sei ... Eu nunca beijei ninguém assim. Eu achei...estranho... nojento até. – Ela ficou vermelha.

Ele achou aquilo tão fofo, ver ela ruborizar por conta de estar falando do beijo. Mas se segurou, não podia assustar ela de novo.

– Então tô perdoado? – Ele fez sua melhor cara de inocente.

– Sim. Perdoo você. – Ela disse colocando um bombom na boca vermelha e ele que ficou com água na boca de inveja daquele doce.

Ela comeu boa parte dos chocolates, principalmente os com pimenta rosa e claro que fizeram efeito nela.

A tarde se despedia e ja era quase noite, a moça se arrumou para dormir com sua costumeira camisola de época porem curta.Mas algo estava diferente, ela sentia um comichão no seu baixo ventre, não sabia o porquê daquele incômodo que parecia que suas partes estavam em chamas. Ela sentia sua genitária pulsar e também sentia a mesma um pouco inchada. João percebeu o incômodo da moça e perguntou:

– Ei, o que você tem? Parece incomodada.

– É, eu não sei explicar. Mas eu estou com uma sensação estranha, um incômodo na barriga.

– Será que os chocolates não te cairam bem? – Ele perguntou.

– Não. Não é esse tipo de incômodo. É igual ao que senti quando você...

– Quando eu? – Ele se sentou ao lado dela na cama.

– Quando você me beijou daquele jeito. – Ela disse envergonhada.

Ele sorriu. Não pode deixar de morder o labio inferior. Com cuidado ele acariciou o rosto dela e colocou uma mecha de cabelo para trás de sua orelha.

– Calma, isso é normal. Você está excitada, só isso.

Ela olhou para o rapaz com aquela carinha de quem não entendeu nada.

– Quer experimentar fazer de novo? Se não gostar, eu prometo não fazer mais.

– Mas no que isso me ajudaria com esse incômodo? – Ela perguntou, inocente.

– Geralmente, quando se satisfaz o desejo, acalma o corpo. Quer tentar?

– Eu não sei, João.

– Tudo bem. Eu não vou forçar você. Se não quer , ok.

Ele ia se levantar mas a menina segurou sua mão, trazendo-o de volta.

– Não, João. Eu não vou conseguir dormir desse jeito. Vamos tentar, não custa nada.

Ele sorriu, vitorioso, esentou-se na cama de frente para ela que estava com as pernas cruzada em posição de lótus em cima da mesma. Então, ele pegou na nuca dela e a trouxe para junto de si.

– Espera. Eu...

– Calma Maria, você sabe que não dói. É um carinho diferente, só isso.

– Mas eu não sei o que fazer.

– É só me imitar. Fazer o mesmo que eu fizer.

Ele se aproximou apenas colando os seus lábios nos dela esperando uns segundos até começar a sugá-los devagar. Ela estava apreensiva e com medo, mas tentou fazer o mesmo. Começou a imitá-lo dando suaves chupadinhas nos lábios finos dele. Aos poucos eles foram se encaixando, por mais que a vontade dele fosse de invadir a boca com a língua e explorar cada cantinho tirando seu fôlego, ele se segurou. Sentir ela retribuindo aquele beijo tão singelo já o estava deixando bem excitado. Ele queria mais, então deslizou a mão pela coxa dela por baixo da saia da moça, ele foi devagar até alcançar a calcinha dela e serpenteou os dedos para dentro da peça de algodão e que ele sentiu estar encharcada do néctar do qual ele queria tanto provar. Ele não pode conter um gemido, suas calças ja estavam por demais apertadas. Ele acariciou levemente a florzinha delicada dela, estava em êxtase sentindo aquela pele macia e molhada. João sabia que não podia ir com muita sede ao pote, tinha que preparar o terreno com ela. Ele continuou com a masturbação suave e ritmada. Maria já gemia dentro do beijo, separou-se dele para respirar, ele alcançou seu pescoço e começou a beijar suavemente aquela pele lisa e cheirosa enquanto seus dedos brincavam com aquela área delicada.

Maria nunca havia sentido aquela sensação. Era tudo novo e bom demais, mas lhe parecia tão errado o que faziam, mas era bom, sentir os dedos dele quase dentro dela e os lábios dele a beijando como se o mundo fosse acabar em alguns minutos. Ela sentiu seu corpo tremer e ser sacudido por uma onda diferente e prazerosa. Ela não pode se conter e agarrou-se ao pescoço dele e emitiu um gemido lânguido. Ela gozou pela primeira vez em sua vida.

João sentiu os sinais que o corpo dela dava diante do gozo que se aproximava e ele aumentou a velocidade dos movimentos e logo a ouviu  gemer e seus dedos sentiram o néctar viscoso dela escorrer pelos mesmos.

Maria pareceu constrangida e soltou o irmão com uma carinha de preocupada. Ele pegou em seu queixo e perguntou:

– Que foi?

– Acho que estou sangrando.

– Por que diz isso? – Perguntou ele, preocupado.

– Eu senti algo escorrer e descer. – Ela se referia ao seu gozo.

Ele não pode conter o riso e retirou os dedos melados de dentro da calcinha dela e disse:

– Não está sangrando. Você teve seu primeiro orgasmo. – Ele passou sensualmente o dedo na boca deixando ela vermelha.

– João...Isso...

– Calma, isso é normal. – Ele a abraçou e falou em seu ouvido: – Eu adorei. Foi delicioso. Agora eu quero beber direto na sua fonte.

– Hummm... Do que está falando?

Ele sorriu, beijou seus lábios e disse:

– Bom, mas isso só numa proxima vez. Por hoje você já deve estar muito cansada, não é?

Ele se levantou e rumou para sair pela porta dos fundos.

– Ei, João, onde vai?

– Preciso ir lá fora. Logo estarei de volta.

Ele saiu e fechou a porta atras de si. Ele estava subindo pelas paredes. Seu membro estava trincado de tão duro, precisava de alívio.

Já do lado de fora, o rapaz foi até uma árvore imensa, encostou-se no tronco desafivelando os cordões de sua calça e libertando seu membro de grandes proporções que já estava babando em sua mão. Ele alisou a "ferramenta" e logo iniciou a masturbação com movimentos leves e cadenciados.

Dentro de casa Maria sentia que havia algo que ele podia estar escondendo dela então resolveu ir atrás dele. Ela saiu pela porta dos fundos e foi olhando para ver se via algo.

João se masturbava veementemente encostado no tronco da árvore. Ele gemia o nome de sua amada Maria enquanto deslizava a mão em seu membro ereto.

– Aaahhhh, Maria...Maria....Hummmm!

Maria percebeu que havia movimento e ouviu os gemidos de seu irmão, então se aproximou e se escondeu atrás de uma outra árvore menor e ficou observando o que João fazia. Ela não sabia do que se tratava, mas ficou ali apreciando. Ele o via fazer movimentos de vai e vem com a mão na extensão do membro enorme enquanto gemia seu nome. No momento em que o ápice do prazer se anunciava, ele mordeu o lábio inferior para não gritar e logo seu pênis cuspiu aquele líquido viscoso, sujando sua mão.

Maria presenciou tudo, curiosa, mas sabia que se ele se escondeu para fazer aquilo é porque não queria que ela visse então resolveu voltar para dentro, se deitou e fingiu dormir.

João se recompôs após aquele orgasmo maravilhoso, arrumou as roupas e retornou para dentro de casa encontrando a irmã dormindo.

 

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João se aproximou de uma casa solitária no meio da floresta. Bateu na porta e uma bela mulher vestindo vermelho com cabelos longos e negros atendeu.

– Pois não.

– Charlott Hanson?

– Sim. E você é João, o caçador.

– Exatamente.

– O que queres aqui? Eu estou limpa. Não comi criança alguma, nem bebi sangue de nenhuma virgenzinha, sendo assim você não tem do que me acusar. – Disse a feiticeira encarando o caçador.

João olhou para a mulher e falou:

– Não vim aqui para lhe acusar de nada. Apenas preciso de sua ajuda.

– Hummmm. Mas que ironia. Um caçador precisando da ajuda de uma bruxa.

– Posso entrar? O assunto é delicado.

A mulher deu-lhe passagem e fechou a porta.

– Diga-me, senhor Caçador, em que posso ajudar?

– Vou direto ao assunto. Quero uma poção para secar uma mulher para que ela jamais possa gerar um filho.

A mulher olhou para ele como se tivesse ouvindo o maior de todos os absurdos.

– Mas por que isso?

– Porque estou interessado em uma mulher, quero fazê-la minha, mas não quero que ela emprenhe. Não quero ter filhos, não podemos ter filhos com a vida que levamos.

A morena se aproximou do rapaz e com um sorriso safado nos lábios comentou:

– Entendo, por acaso essa mulher também é alguém que não pode ser sua, não é mesmo? E se ela aparecer prenha dentro de casa você terá que inventar desculpas para justificar não é mesmo?

Ele segurou a mulher pelo pescoço a encostando na parede.

– Escuta aqui, sua bruxa maldita, quem é a mulher não interessa. Só me dê a poção e eu terei piedade de você.

– Acalme-se. Eu darei a poção.

Ele a soltou.

A mulher esfregou o local onde ele a segurou e respirou fundo.

– Antes de mais nada, ouça. Sei bem que está apaixonado por sua irmã, isso é o maior de todos os pecados. Você quer secá-la para que ela não emprenhe de você ou de qualquer outro. Muito bem mas isso também afetará você. Terás que beber também, é um castigo para ti por estar cometendo incesto. Terás que secar também, nunca irás poder gerar um filho em outra mulher.

– Eu estou ciente e não me importo. Quero Maria para mim. É meu direito, eu a criei, a protegi, sempre a mantive a salvo de tudo e a tornei uma exímia caçadora e agora nada mais justo que eu ser o primeiro e único homem dela. Eu a quero mais que tudo. Faço qualquer sacrifício para tê-la. – João foi firme na sua fala.

– Muito bem. Mas o que eu ganho com isso? Farei a poção, darei a você a maravilha de não ter problemas para toda a vida e o que me darás em troca?

– O que quiser.

A mulher ouviu aquilo e deu um sorriso de canto se aproximando dele.

– Hummm... Digamos que eu estou há muito tempo sozinha, não há muitos homens dispostos a virem aqui para apagar o fogo de uma velha feiticeira.

– Você me quer? – João questionou olhando para a morena.

– Muito. Quero por umas horas o que Maria terá para a vida toda.

João foi para cima da mulher beijando-a com ferocidade como um animal faminto. Ele a jogou em cima da mesa e separou as suas pernas encaixando-se entre elas. A mulher levou a mão até suas calças e desamarrou os cordões e libertou o membro pulsante dele que num instante já estava dentro de sua vagina. Ele começou a estocá-la com força. A mulher gemia descontrolada enquanto tentava se livrar das roupas do homem e das suas também.

Momentos depois vemos os dois nus na cama com a mulher de quatro e João arremetendo dentro dela com força urrando como um animal no cio. Aquela estava sendo a melhor transa que ele já tivera. Aquela bruxa sabia como enlouquecer um homem na cama. Com certeza João iria querer repetir mais vezes aquele feito.

Depois de satisfazer os desejos da bruxa ela fez a poção que ele pediu.

– Aqui está. Beba. Espere fazer efeito e depois leve e coloque na bebida dela. Não vou mentir, vai doer. Vai doer muito.

-Vale a pena. – Ele pegou o recipiente e bebeu um gole da beberagem.

Logo ele sentiu seu baixo-ventre queimar, era como se uma mão em chamas estivesse lhe apertando o escroto a dor era indescritível. João caiu de joelhos gemendo e chorando de dor enquanto a bruxa só observava.