João e Maria

EPISÓDIO 01

MEU CHAMEGO

Numa casa de madeira no meio da floresta acabam de chegar o casal de caçadores de bruxas mais destemidos e famosos do mundo. Quem não conhece e teme a João e Maria? Pois bem o casal acaba de chegar em casa e Maria é a primeira a entrar.

-Nossa, estou podre de cansada.

-Eu também. Só quero um banho e ir para a cama.- Comentou João se livrando do pesado casaco ao melhor estilo Steampunk e dos cintos que prendiam as armas.

-Mas eu vou primeiro. Você demora muito. - Disse Maria tirando o corset apertado.

- Que tal se fossemos juntos?- João a abraçou por tras encostando seu "instrumento" ja desperto dentro da calça justa no bumbum dela e beijando o pescoço da morena.

-Não...João, isso não está certo.

-O que não está certo, meu chamego?- Ele insistiu em apertar ela contra seu corpo e continuando com os beijos enquanto ela saia das mãos dele.

-Isso. Essas coisas que você faz comigo. Não vejo outros irmãos fazendo o mesmo.

Ela se afastou dele, porém ele não ia deixar ela escapar assim. Ele a pegou novamente pela cintura fina trazendo-a para junto de seu corpo abraçando-a despretenciosamente, ou pelo menos era o que ele queria transparecer.

-Mas os outros irmãos que conhecemos não tem uma relação como a nossa, assim tão proxima.- Ele roçou os labios no pescoço dela.

Ela o empurrou e se afastou indo tirar as botas.

-Pára...que coisa.

Ele então ele se jogou na cama e ficou observando ela se despir na sua frente.

Ela tirou as botas e a calça ficando de calcinha e blusa. Ele não tirava os olhos dela. Aquelas coxas torneadas,aquele bumbum redondo e durinho. Ele ja estava duro dentro das calças justas de couro. João acariciou o membro por sobre o tecido grosso e gemeu baixo. A moça ouviu e perguntou:

-Que foi?

-Nada. Eu vou tirar um cochilo enquanto você se banha.

Ela foi para o banheiro, la constatou que a água da banheira estava gelada. Então gritou lá de dentro :

-João acende a fornalha pra mim! A água está fria!

Ele aproveitou a oportunidade e foi até o banheiro, abriu a porta de súbito assustando a garota que estava sem blusa.

-Eu posso esquentar você, se quiser.

Ela assustada cobriu os seios com os braços.

-Ai, que susto, garoto!

Ele desatou a rir. Entrou no minúsculo cômodo e abraçou a morena.

-Desculpa, meu chamego, não queria te assustar.

-Ai, pára, João! Sai daqui! Vai acender o fogo!

Ele saiu do banheiro e foi até a fornalha de pedra acender o fogo para aquecer a água da banheira e e também para aquecer a casa. Apesar de ser primavera estava frio o tempo.

Ele acendeu o fogo lá fora e retornou para o quarto. Quando entrou percebeu que a porta do banheiro estava entreaberta e dava para ver perfeitamente o que sua irmã fazia lá dentro. Ele se aproximou da porta de forma que ela não perceberia que estava ali. Ele então ficou observando ela se depilar com uma navalha enquanto esperava a água esquentar. Ele ficou hipnotizado ao ver as mãos habilidosas dela manuseando o instrumento cortante sobre a pele clara e macia de sua virilha. Ela era precisa e cuidadosa. Ele que já estava duro desde que chegaram e tiveram aquele breve contato já não aguentava mais e então desafivelou a calça e libertou o membro avantajado que já estava babando em sua mão e começou a se tocar olhando a sua doce irmãzinha nua sentada fazendo a depilação de seu objeto de desejo.

Maria terminou a sua depilação limpou a navalha e colocou a mão na água para testar a temperatura. Viu que estava a seu gosto então entrou na banheira de água quente .

Enquanto a moça relaxava imersa na água morna, João a homenageava do lado de fora, ele segurava os gemidos e os suspiros para não denunciar o ato obceno e pecaminoso que estava fazendo. Tão logo ele gozou fartamente sujando a mão e a calça que usava.

-Droga! Ele reclamou pegando um pano qualquer que estava a mão para se limpar. Logo foi para a cama esperar a moça sair do banho para que ele pudesse ir tomar o seu.

Alguns momentos depois ela saiu do banheiro usando uma camisola curta de época na cor marfim.

-Pode ir. - Ele passou por ela com um sorriso sacana no rosto.

O rapaz entrou no banheiro e começou a se despir, antes de tirar a calça ele se olhou no espelho e gritou para a irmã:

-Maria, quer fazer minha barba?

-Por que eu? –Ela perguntou.

-Tô com preguiça, e acho que você tem jeito com navalha.- Ele comentou.

-Tá. Não tem medo que eu corte seu lindo rosto? –Ela sorriu pegando o instrumento.

-Não, confio em você.

Então ela se pôs a fazer a barba do irmão com destreza e cuidado. Assim que terminou ela entregou-lhe a navalha e disse:

-Prontinho. Ta lindo, irmão.

Ela saiu do cômodo e ele foi se banhar.

Enquanto ele se banhava , ela preparou o jantar. Depois de comerem ela sentou-se na poltrona com um livro, e ele estava na cama. Logo ele resolveu chamar ela para lhe fazer companhia.

-Maninha.

-Hummm?

-Por que você não vem pra cama ficar pertinho de mim?

-Eu estou lendo.

-Pode ler aqui.

-Não...- Ela rejeitou.

-Poxa, meu chamego, eu estou tão carente de você. O dia foi tão puxado, quero pelo menos poder curtir minha irmãzinha antes de dormir.

-Aff! Tá bem. – Ela se levantou a contragosto e foi para a cama junto dele.

Na cama ela sentou-se encostada nos travesseiros, ele passou um braço nas costas dela e a mão livre ele pousou na coxa grossa da morena.

Não demorou muito para que ele começasse a passear com a mão na coxa dela indo do joelho até quase a sua virilha erguendo a sua saia enquanto depositava suaves e curtos beijinhos em seu ombro. Maria já estava ficando incomodada com a situação e reclamou.

-João, eu quero ler.

-Mas está lendo.

-Você está me atrapalhando. Pára com isso.

-Porque? É só um carinho, não gosta? –Disse ele se fazendo de ofendido.

-Você sabe que esses seus carinhos me incomodam.

-Ta bom. Parei. – Ele tirou a mão dela e ela puxou a saia para baixo.

Passaram-se alguns minutos e o sono veio. A moça colocou o livro de lado e puxou o cobertor até o meio do corpo e virou-se para dormir. João ficou ali ao lado dela observando como sua Maria parecia um anjo adormecida ao seu lado. Tudo nela era lindo. Aquela mistura de sensualidade e inocência que ela transpirava. Ele acariciava suavemente os cabelos dela aspirando seu perfume doce e delicado. Ele faria tudo por ela. Ela era sua vida, seu amor, seu mundo. Ele jamais deixaria que mal algum acontecesse a ela. Estaria ao seu lado para defendê-la e fazê-la feliz, era tudo que ele mais queria, fazê-la sua,completamente. Queria ser mais que só seu irmão. Queria ser seu homem, seu amante, seu amigo, seu amor.

-Aaahhh, Maria como eu te amo. Como eu queria que que você se desse conta do quanto eu sou apaixonado por você e o quanto eu quero e posso te fazer feliz. Minha Maria, só minha...- Ele a abraçou e adormeceu assim sentindo o cheiro dela.

Na manhã seguinte quando despertou, Maria se viu sozinha na cama.

-Hummmmm... – Ela espreguiçou-se. – João? Ué, será que ele saiu?

Ela se levantou e foi até o banheiro fazer sua higiene matinal. Quando chegou lá, a banheira estava quentinha esperando por ela. Ela sorriu e não perdeu tempo em se despir e tomar um gostoso banho quente. Depois do banho, ela se vestiu com uma roupa menos pesada que as que usa normalmente para trabalhar. Olhou no canto e viu as armas de João, aquilo significava que ele não saira para trabalhar. Então ela foi preparar o café, quando ele voltasse decidiriam o que iriam fazer o resto do dia.

Quando a morena estava colocando a mesa o irmão chegou com uma cesta de frutas e um lindo buquê de flores recém colhidas no campo.

– Oi. – Ele a cumprimentou sorrindo.

– Oi, onde você foi tão cedo?

– Eu fui apanhar umas frutas frescas. É pra você. – Ele entregou a ela o buquê de flores.

Maria ficou encantada com o presente.

– Nossa, João, que lindo!! Obrigada é muita gentileza sua. – Ela enlaçou o pescoço dele num abraço terno.

Ele olhou nos olhos dela após o abraço e perguntou:

– Então será que não mereço um beijo por esse presente?

– Claro, muitos. – Sorrindo ela encheu o rosto dele de beijinhos.

– Não... irmãzinha, eu queria muito beijar sua boca.

Ela olhou nos olhos azuis dele e entreabriu os labios para dizer algo mas nem teve tempo, ele cobriu seus doces e vermelhos labios com os seus. A menina não sabia o que fazer, ela sentiu ele enlaçar sua cintura e a apertar contra seu corpo, automaticamente ela fechou os olhos.

Ele sabia que Maria nunca havia beijado ninguém. Não sabia o que era um beijo na boca, ele teria que ter paciência, aquele não seria um beijo como ele esperava que fosse. Ela não tinha a mínima experiência. Ele sentiu ela retesar os músculos, ele teria que ir com calma com ela, não podia aprofundar o beijo pois ela iria se assustar, então ele a beijou com suavidade e carinho apenas chupando os labios dela como uma fruta doce e desconhecida.

Maria não sabia o que ele estava fazendo. Era estranho e meio nojento até, sentir ele chupar seus labios como se faz com uma fruta madura. Ela queria sair dali. Aquilo a estava deixando por demais incomodada, ela começou a sentir suas partes começarem a pulsar estranhamente enquanto ele fazia aquilo com ela, suas pernas fraquejaram, ela sentiu o coração bater forte. Ela precisava se desvencilhar dele, e foi o que ela fez. O empurrou e respirando rápido ela largou as flores e com a mão na boca ela correu para fora, assustada.

– Maria... Maria!! Espera!

Ele pegou as flores e colocou na mesa e foi atrás dela.Chegou lá fora ele a encontrou limpando a boca com as costas da mão e parecia que iria chorar.

– Maria!Maria!Ei...

Ele tocou em seus braços e ela virou-se subitamente dando um empurrão nele.

– Me larga, João!

– Que é isso, Maria?

– Não chega mais perto de mim! O que você fez foi nojento!

Ele começou a rir do quanto sua irmã era inocente, ela não sabia o que era um beijo de um casal.

– Do que está rindo? – Ela perguntou, séria.

– De nada, meu chamego, vem cá, vem... – Ele tentou se aproximar mas ela se esquivou.

– Não!Não se aproxime de mim. Não quero que você me toque mais!Nunca mais!

Ele fechou o cenho ao ouvir aquilo. Não, ela não podia negar a ele o pouco prazer que ele tinha de tocar em seu corpo, em sua pele macia.

– Maria, calma, foi só um beijo. É normal. Todo casal se beija assim. Eu sei que você não está acostumada mas logo vai ver que é bom. Deixa eu te mostrar. – Ele pegou no braço dela mas ela novamente deu um solavanco em sua mão e entrou para dentro de casa.

– Já disse que não quero que me toque, João!

– Maria! – Ele bufou de raiva e foi atrás dela. – Oh, gênio ruim!

Ele respirou fundo antes de entrar e colocou sua melhor cara de “nada aconteceu" e entrou. A moça estava colocando as flores num vaso e logo retornou a pôr a mesa.

Sentaram para tomar café em silêncio. Ele vez por outra olhava para ela que evitava seus olhos. Então ele resolveu quebrar o silêncio.

– Hoje eu pensei em seguir o rastro daquela bruxa que perdemos da ultima vez.

– Eu to meio cansada hoje. Não quero sair. Se você quiser ir, pode ir. – Ela respondeu.

– Tudo bem, acho que podemos tirar uma folga. Também estou meio cansado. Podíamos ir ao vilarejo fazer umas compras pra dispensa.

– Ta bom. Vamos assim que acabar o café.

Eles encerraram o assunto ali. Logo assim que terminaram eles sairam para ir ao vilarejo próximo para fazer as compras da semana.

Maria passou todo caminho calada. Ele, por sua vez, não resistiu e segurou a mão dela como sempre faz quando saem. Ela negou, cruzou os braços com cara de brava e saiu andando na frente dele. Ele passou as mãos pelo rosto. Estava com medo de ter magoado a sua menina. Então pensou em quando chegar no vilarejo comprar chocolates para ela, pois ele sabe que apesar de tudo o que passaram na floresta e na casa da bruxa que os pegou quando crianças. ela adorava chocolate e com certeza a faria sorrir e esquecer que estava com raiva dele.