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PERFIL FAKE

Confira as cenas inéditas da minissérie Perfil Fake

22/06/2018 21:35

Trama de Rynaldo Nascimento estreia amanhã às 22h


CENA **. MANGUEZAL. AMBIENTE. EXTERIOR. NOITE.

MÚSICA DA CENA ANTERIOR VAI CESSANDO. CÂMERA VEM DA IMAGEM DO CÉU ESTRELADO PARA A VEGETAÇÃO DO MANGUEZAL QUE É ILUMINADO PELA LUZ DO LUAR. LUA REFLETINDO NO RIO QUE SE ENCONTRA COM O MAR. MÁRIO PUXA O SACO PRETO E DEPOSITA-O PRÓXIMO A ALGUNS RAÍZES DO MANGUE. ELE RETIRA AS CORDAS QUE AMARRAVAM O SACO ATÉ QUE UM BRAÇO SALTA. MÃO FEMININA SOBRE O MANGUE. MÁRIO RETIRA UMA JOVEM ADOLESCENTE MORTA. ELE OBSERVA O CADÁVER EM SUA FRENTE.

INSERIR FLASHBACKS: GAROTA FUGINDO DE MÁRIO NO INTERIOR DE SUA CASA.

MÁRIO​— Não adianta correr. Eu vou te encontrar.

VOLTA AO PRESENTE NO OLHAR ANIMALESCO DE MÁRIO SOBRE O CORPO.

VIVI​— (OFF) Socorro! Socorro!

FADE OUT.

 

CENA **. UFMP. CAMPUS. INTERIOR. NOITE.

FADE IN.

DITO CONVERSANDO COM OUTROS ESTUDANTES.

DITO​— Mas podem ficar tranquilos que essa eleição já tá ganha.

ESTUDANTE​— Como tu tem tanta certeza assim, homi?

DITO​— A galera da ala conservadora vai fazer essa universidade tremer daqui uns dias.

ESTUDANTE​— Só escuto essas promessas, mas a gente não tem feito nada de efetivo para frear essa falange de imorais. Deu na boca de urna que Indiara tá na frente, visse?!

DITO​— Balela! Besteirol! Confia em mim. Tô te dizendo que é coisa séria. Nitroglicerina pura. Deixa eles acharem que tão na frente.

REGINALDO PASSA E DITO PERCEBE.

DITO​— Eu preciso ir. Amanhã a gente discute mais.

DITO SE AFASTA E VAI PARA A MESMA DIREÇÃO QUE REGINALDO. CORTE PARA:

 

CENA **. UFMP. CORREDOR. INTERIOR. NOITE.

LOCAL SEM NENHUMA MOVIMENTAÇÃO. REGINALDO ENTRA NO BANHEIRO. TEMPO. DITO VEM VAGAROSAMENTE. OLHA PARA OS LADOS. ENTRA NO BANHEIRO. CORTE RÁPIDO PARA:

 

CENA **. UFMP. BANHEIRO. INTERIOR. NOITE.

REGINALDO LAVANDO AS MÃOS E VÊ DITO ENTRAR. OS DOIS SE OLHAM. REGINALDO, BEM SAFADO, DIZ:

REGINALDO​— Me amarro quando te vejo com teus colegas pagando de machinho.

DITO​— Te excita?

REGINALDO​— Oxe! Ó (APERTA) Se não...

DITO SE APROXIMA E APERTA O PÊNIS DE REGINALDO. SEGURA NO QUEIXO DO OUTRO.

DITO​— É o nosso segredo.

REGINALDO​— Relaxe. É o nosso segredo. Só faço contigo mesmo.

DITO​— Vem cá. Tô sedento pra... caralho!

DITO PUXA REGINALDO PARA UM DOS BOXES DO BANHEIRO. SE TRAMCAM. REGINALDO JÁ VAI ABRINDO A CALÇA. DITO PRONTAMENTE SE AJOELHA. NO SORRISO MALICIOSO DELE. BEM PUTINHA ENCUBADA. CORTA PARA:

 

 

CENA **. UFMP. COLEGIADO DE EXATAS. INTERIOR. DIA.

MÁRIO ASSINA O TERMO DE ASSUNÇÃO. BERNARDO ENTREGA A VIA DELE.

BERNARDO​— Seja bem-vindo, professor Mário. Pelo seu currículo tenho certeza que irá contribuir muito para o desenvolvimento de nosso curso.

INDIARA ENTRA.

BERNARDO​— Essa é a nossa atual reitora. Professora Indiara.

MÁRIO​— (CUMPRIMENTA) Mário.

INDIARA​— Ah, sim. O professor aprovado no último concurso. Bem-vindo.

BERNARDO​— Estava falando para Mário que a universidade está em ritmo de processo eleitoral.

INDIARA​— Eleição para a reitoria. O colega deve ter noção de como ocorre.

MÁRIO​— Sei sim. E quem são os concorrentes, além da senhora é claro?!

BERNARDO​— Eu. (RI) E tenho certeza que a professora Indiara não ficará irritada quando os números comprovarem.

MÁRIO PERCEBE A ESTRANHEZA.

INDIARA​— Seja bem-vindo mais uma vez, professor. O que precisar, saiba que pode contar com o apoio da reitoria.

INDIARA SORRI E SAI.

BERNARDO​— Ela ficou bravinha. Comunista.

MÁRIO​— Ah, sim... Comunista... Sei bem.

BERNARDO​— Você não é um, é?

MÁRIO​— Eu não.

BERNARDO​— Graças a Deus! As universidades federais e institutos ainda sofrem desse mal que contaminou o país. Mas em breve a gente consegue fazer a limpeza. A começar por aqui.

MÁRIO​— Conte comigo. Moralização universitária é muito importante. Temos que fazer o processo de ensino universitário voltar ao antigo status perdido pelas ilusórias teorias e ideologias dessa gente.

BERNARDO​— Já gostei de você.

MÁRIO​— Sério? Que bom! E eu percebi que aqui realmente eu encontrei pessoas que pensam igual. (ERGUE A MÃO) Tens um aliado, Bernardo!

NELES. CORTE PARA:

 

CENA **. PRAÇA DE NOVA OLINDA. AMBIENTE. EXTERIOR. NOITE.

MOVIMENTAÇÃO DE BARRACAS COM COMIDINHAS, SORVETES, PIPOCAS E OUTROS. ABRE EM JEFF REAGINDO FELIZ DIANTE DE YASMIN QUE ESTÁ AGARRADA COM CARLITO E DUDA.

JEFF​— Meu boy! Meu boy!

YASMIN​— Que boy, amiga?

JEFF​— Aquele do aplicativo. Tá aqui todo, todo. Me pediu nudes. Amo.

CARLITO​— E tu vai mandar?

JEFF​— Mas é lógico que vou mandar minha raba. O boy tem que babar por ela, querido.

DUDA​— Já falei pra essa bicha ter cuidado.

JEFF​— Ai, a Santinha nunca mandou nudes. Tá boa, gata, que eu vou cair nessa? Mando linda, mando mesmo... quem quiser que compartilhe. Quero my body circulando no zap zap do Brasil.

YASMIN​— Louca. Tem foto esse boy?

JEFF MOSTRA UMA FOTO FAKE QUE JORGINHO ENVIOU.

YASMIN​— Tá na cara que isso é fake, Jeff. Bicha burra nasce hetero, amiga!

CARLITO​— Oxe, amor! Então, eu que sou hetero sou bicha burra?

TODOS RIEM.

JEFF​— Opera, Senhor, na vida desse bofe que só tem braço e coxa! Claro que não é fake, amiga. Ele me mandou várias outras fotos. Inclusive da mala.

YASMIN​— Toma cuidado.

JEFF​— Qual é, hein? Inveja? Já tá com seu boy, gata!

YASMIN​— Tá doida?

DUDA​— Ainda pergunta.

JEFF​— Me deixe teclar com meu boy.

JEFF FECHA A CARA E SE AFASTA.

YASMIN​— Deixa essa louca quebrar a cara.

NELES. CORTA PARA:

 

 

CENA ** UFMP. COMPLEXO. SALA. INTERIOR. DIA.

MAX APAGA O QUADRO.

JEFF​— O senhor não ouviu em dizer que tava copiando, professor?

MAX​— Pare de bater mais papo e preste atenção na aula, Jefferson. Fica aí gritando que nem uma gralha.

JORGINHO, ADSON E OS AMIGOS RIEM. YASMIN, DUDA E CARLITO SE ENTREOLHAM, SEM SACO.

JORGINHO​— A viadinha ficou irritadinha, foi?

MAX SORRI E SAI DA SALA. NA PORTA, ELE ENCONTRA TEODORA.

MAX​— Hoje eles estão daquele jeito, colega!

TEODORA ENTRA. MAX FECHA A PORTA E SEGUE.

JORGINHO​— Chegou ela!

TEODORA​— Bom dia, turma! O que tá acontecendo aqui?

JORGINHO​— O viadinho lerdo não copiou e o professor Max apagou. Agora ela tá toda nervosinha ela.

JEFF LEVANTA PUTO.

JEFF​— Escuta aqui, sua homofóbica ridícula. Qual é o seu problema, querida?

JORGINHO​— para de me chamar de querida!

JEFF​— É querida, sim, viada! (BATE PALMA) Tá querendo o que comigo, barbiezinha? Me pegar? Tá querendo o corpitcho, mona?!

JEFF DESFILA. OS COLEGAS GRITAM.

TEODORA​— Se controle, Jefferson!

JEFF​— Eu tô louca, profê! Cansada dessa bichona ridícula que faz a boyzuda me gongar! Pois a partir de hoje, quero que ela e as barbie na caixa que acompanham ela se explodam!

ADSON​— Quem é barbie na caixa aqui, seu viado?

JORGINHO IMPEDE ADSON.

ADSON​— Qual foi?

JORGINHO​— Deixa esse viado!

JEFF ENCARA JORGINHO COM ÓDIO.

JEFF​— Que foi, querida? Quer mais babado? Se fode, machuda!

JEFF BATE CABELO, SENTA, CRUZA AS PERNAS E FAZ CARÃO. POVO GRITANDO. TEODORA TENTA CONTROLAR. CÂM EM JORGINHO QUE O ENCARA COM RAIVA ATÉ QUEBRAR UM LÁPIS SEM QUE NINGUÉM PERCEBA. CORTA PARA:

 

AMANHÃ ESTREIA A NOVA MINISSÉRIE DO MEGAPRO

DE RYNALDO NASCIMENTO, O AUTOR DE 'INIMIGO ÍNTIMO'

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