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PERFIL FAKE

Confira a coletiva de imprensa de Perfil Fake

22/06/2018 21:35


 

VITOR ABOU: Boa noite, queridos leitores. Estamos hoje aqui, reunidos em mais uma coletiva de imprensa, para falar de Perfil Fake, que estreia nessa sexta, dia 22. A minissérie é escrita por Rynaldo Nascimento, craque da dramaturgia, que já assinou tramas como Terra do Sol, Órfãos do paraíso, O subúrbio e a mais recente Inimigo Íntimo. Nessa entrevista coletiva, eu, diretor de Entretenimento, e os diretores gerais, João Carvalho, e de Dramaturgia, Weslley Vitoritti, iremos conversar com Rynaldo Nascimento sobre a obra que está chegando com tudo!

 

JOÃO CARVALHO: Boa noite, Rynaldo. Tudo bem, querido? É um prazer estar te entrevistando um ano após Inimigo Íntimo. Mas vamos lá... Por falar em Inimigo, Perfil Fake tem alguma semelhança com suas obras anteriores?

RYNALDO NASCIMENTO: Perfil Fake, assim como Inimigo Íntimo, é uma trama forte, mas são temáticas diferentes.

 

WESLLEY VITORITTI: O que você pode nos contar do pontapé inicial de Perfil Fake? Como e quando surgiu a trama?

RYNALDO: A trama se passa no Pernambuco, numa cidade fictícia da região metropolitana chamada Nova Olinda, cidade de praia, que comporta uma Universidade Federal que será palco de muita disputa.  Mas o pontapé inicial se dá com Mário, Alessa e Yasmin, o alvo do abusador. A trama surgiu quando eu estava estudando o Estatuto da Criança e do Adolescente.  Achei pertinente retratar esse tema em meio a outros tantos do Brasil atual.

 

VITOR ABOU: Rynaldo, Perfil Fake é uma trama que carrega alguns temas ligados ao universo jovem e às redes sociais. De que forma sua experiência enquanto professor contribuiu na criação dessa trama e no retrato dos jovens cercados desses temas que abordará?

RYNALDO: Ótima pergunta.  Trabalho com crianças e adolescentes há dez anos. Sou observador nato e também me adapto ao universo deles. É muito importante pra dar verdade ao que quero escrever.

 

JOÃO: Perfil Fake traz o tema do abuso, que é muito recorrente, infelizmente, na vida do jovem brasileiro e muitos pais não conseguem enxergar. Você escreve uma minissérie que mostrará isso, portanto qual é a sua opinião, enquanto educador a respeito desses pais que fingem não ver? Vilões ou vítimas?

RYNALDO: Existem mães que, mesmo sabendo dos abusos, continuam com os parceiros e culpam os filhos. Mas existem aquelas pessoas que são surpreendidas com esse tipo de violência. No caso, um descuido. São vítimas.  Mas a maior vítima é sempre a criança e o vilão o abusador.

 

WESLLEY: Como sou diretor de dramaturgia da emissora e seu amigo pessoal, acabei tendo acesso a alguns capítulos da trama e percebi que o enredo vai falar também sobre o atual cenário político do país, a polarização que reina e a intolerância. Por tudo isso, conseguimos perceber que Perfil Fake é uma trama extremamente atual. Que outros temas você abordará além dos já citados?

RYNALDO: O título Perfil Fake não está apenas associado às fake news. Isso é só uma ponta do que será abordado. O perfil de muitos na sociedade é fake. Muitos sorriem, mas por dentro sofrem. Outros se dizem conservadores, mas são grandes hipócritas e lascivos. . Enfim, é muita farsa em um país-continente. Muitos serão os temas: hipocrisia religiosa, abuso de poder, alienação parental, assédio sexual e outros bafos que não conto.  Tem que ler. (RISOS)

 

VITOR: Como você mesmo já disse, o ECA serviu como ponto de partida para a trama. Que outros meios serviram para você, Rynaldo, como base e estudo para a trama? Você utilizou filmes, livros, relatos verdadeiros, etc.?

RYNALDO: Eu pesquiso artigos sobre os temas, vejo documentários... A internet é um ótimo campo para pesquisa. Mas tem um caso real. Já tive uma aluna que era violentada pelo pai.

 

JOÃO: Eu tive acesso ao primeiro capítulo e amei, posso adiantar. Amo esse tom político, não é nem segredo, mas eu gostaria de saber sobre Mário. Muriel era um sujeito nojento, inescrupuloso. Dá pra comparar Mário e Muriel?

RYNALDO: Muriel tinha muita ambição.  Amor por dinheiro.  Matou os pais por isso. Mário é tão doente quanto Muriel.  Os atos de ambos são desprezíveis no mesmo patamar na minha concepção.

 

WESLLEY: Alessa é uma personagem asquerosa, quase indefensável, em minha singela opinião. Chego a ter nojo dessa personagem. Como "pai" da personagem, você consegue defendê-la?

RYNALDO: Não, amigo. Não haverá defesa. Ela é uma mãe omissa, fraca e dependente emocionalmente.  Yasmin é mais madura que a mãe.

 

VÍTOR: A escalação do elenco é uma etapa muito importante na composição de uma trama. Por se tratar de uma trama que envolve crianças, que cuidados você teve na escalação do elenco? Você teve dificuldades nessa etapa?

RYNALDO: Não tem criança.  São adolescentes. Eu não usarei nenhuma imagem atriz para representar a Yasmin, a filha de Alessa e Lucas. A trama é de combate, uma crítica, não apologia. É alerta!

 

JOÃO: Perfil Fake é uma história que fala sobre máscaras, sobre o tal do falso moralismo. E esse é um dos problemas do Brasil. Nesse contexto de ano eleitoral, você vê salvação, uma luz no fim do Túnel pro Brasil?

RYNALDO: Não jogo búzios, muito menos jogo tarô, não baixo santo - apesar de ser louca como a pomba gira, muito menos tenho bola de cristal, João.  Não sei.

 

VITOR: Com tantas mensagens importantes, qual é a central que você pretende passar com Perfil Fake? E como ela se relaciona com o enredo da minissérie?

RYNALDO: A central é o alerta em relação a pedofilia.  Se relaciona com o enredo e título, pois o Mário se apresenta para a sociedade como professor universitário, homem de boa família, de bons valores e determinado em formar uma família com Alessa que é uma mulher fraca emocionalmente e fútil em relação ao mundo dos apps e vida virtual. São relações líquidas. Sociedade líquida de Bauman.

 

WESLLEY: Adoro a crítica social que você faz em suas obras e fará em Perfil Fake. Ultimamente percebemos que você opta por tramas mais obscuras e densas, não tão solares. Isso é reflexo da sua visão diante do atual momento de nossa sociedade? O que o grande público pode esperar desse novo presente que você oferece a todos nós leitores?

RYNALDO: O mundo está confuso, complexo, fragmentado. Escrevo a partir de leituras do mundo e, pelo que vejo atualmente, não tenho muita esperança.  Perfil Fake é uma trama muito gostosa de escrever e espero que as pessoas tenham prazer em ler. É forte, mas dá pra dar algumas gargalhadas. (RISOS)

 

WESLLEY: Boa sorte e sucesso nesse seu novo projeto, Rynaldo. Venha com tudo!

RYNALDO: Obrigado!

 

AMANHÃ ESTREIA A NOVA MINISSÉRIE DO MEGAPRO

DE RYNALDO NASCIMENTO, O AUTOR DE 'INIMIGO ÍNTIMO'

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