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CÁLICE DE SANGUE

RETA FINAL: Uma entrevista com João Sane Magalutti

27/11/2017 12:54

O autor conta alguns detalhes sobre a reta final de 'Cálice de Sangue'


1 - É difícil se despedir de personagens com os quais você ficou meses "convivendo"? Qual(is) deles você sentirá mais falta?

JOÃO SANE: Não considero difícil. Não sou apegado às personagens. Elas nascem de mim, carregam características minhas e quando conduzo a trama os levo para um caminho com o qual cada um tem seu fim. Existe sim um ciclo e todo o ciclo tem seu final e considero isso saudável. Personagens não deixarão falta alguma, mas o conjunto da obra deixa uma saudade gostosa e a sensação de um trabalho bem concluído.

2 - Do começo até o fim de uma obra, o autor é pego de surpresa várias vezes, e isso pode implicar numa mudança nos rumos da história. Você conseguiu chegar ao final de Cálice de Sangue sem ter que passar por isso ou também aconteceu?

J. SANE: Mudanças são inevitáveis. No caso de Cálice, muito em particular, houve uma pequena alteração nos capítulos finais que já estavam descritos. Contudo, trata-se de uma trama surrealista. Por fim, algumas das conduções que havia criado com o meu parceiro acabaram se destoando um pouco da realidade e como é preciso sempre pensar no aspecto relacional com o público, então, busquei, alternativas mais paralelas à realidade até mesmo para fantasiar a alegoria da novela. Não deixará de ser algo surreal, mas, os componentes tornam-se um pouco mais convincentes.

3 - O que Cálice de Sangue agregou à sua vida profissional no MV? Quais foram os aprendizados?

J. SANE: Sobre o Mundo Virtual agregou um contato até que distante pois, continuo escrevendo no meu escritório, no meu cantinho silencioso do mundo real. Apesar com o contato com o pessoal da emissora, as rotinas de entrega de trabalho não me são diferentes, pois trabalho com jornalismo então essa rotina de prazos são comuns. O que pude ver é que as pessoas levam isso a sério. Eu gosto muito disso. Contudo aprendi que o MV tem questões de egos muito aflorados e baixo feedback. Poderia dizer que isso seja fruto de uma novela sem sucesso e que não mobilize o público, mas Cálice continua batendo firme na audiência e tem público fiel. O que não é o caso. Então, percebo certa desunião. Acho tudo isso muito triste, pois agregar valores e comportamentos modificam e qualificam projetos e ações.

4 - Para ficarmos sabendo um pouquinho do que vai rolar nos momentos finais da novela, nos diga: você é adepto da vingança do público, ou seja, pune todos os vilões, ou é mais fiel à realidade nua e crua, deixando alguns deles terminarem bem?

J. SANE: Sou a favor dos dois itens. Na vilania não existe o fracasso somente e nem sempre a vitória. Como na vida, nem sempre o bom é agraciado. Ele pode ser subjugado e punido erroneamente. Acredito na força coletiva. Para mim, o final da novela tem que surpreender, agradar e enraivecer. Algum sentimento tem que sair. No caso de Cálice, algumas questões abertas lá atrás começarão a ter sentido à partir do capítulo 26. Quando finalizo uma obra, eu começo antes mesmo do último capítulo.

5 - Para finalizar, o que o público pode esperar da reta final de Cálice de Sangue?

J. SANE: Podem esperar sangue, ira, ódio, vingança, amor, felicidade, união, renovação e o principal: importantes revelações. Nada que está no passado fica totalmente no passado. E, nada se acaba sem que esteja totalmente colocado no seu devido lugar. O que está no final de Cálice é o poder que a mente e o coração quer.