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Vidas: Mulheres como donas da história

31/12/1969 21:00

Tanto em Vidas Expostas como em Vidas Feridas as mulheres das tramas são o centro da história


(Camila Queiroz está em ambas tramas. Como a perigosa Helena em Vidas Expostas e a feminista Ana Paula em Vidas Feridas)

 

Na última sexta-feira, chegou ao Megapro a série Vidas em um formato de streaming, algo semelhante à Netflix e ao Globoplay. A trama e suas duas temporadas completas. Em seus primeiros dias de exibição, Vidas se tornou uma das produções mais vistas da emissora, sendo duas tramas já exibidas anteriormente pelo extinto TVN.

Vidas Expostas e Vidas Feridas são duas histórias completamente opostas. A primeira aborda um suspense policial e a segunda um drama romântico com um pouco de vingança, digna de uma trama da Televisa. A grande semelhança de ambas as tramas, além do elenco ser o mesmo e ter um grande mistério envolvido, é a força das personagens femininas. Tanto Vidas Expostas quanto Vidas Feridas, as mulheres desempenham um papel importante nas histórias.

Vemos em Vidas Expostas Helena (Camila Queiroz) sendo uma anti-heroína, Marta (Christiane Torloni) uma vilã e Marina (Giovanna Lancellotti) a mocinha. As três personagens principais da primeira temporada, elas mobilizaram a trama, seja na reviravolta que Helena dá, os planos de Marta e a verdade que Marina descobre. Elas envolvem os personagens masculinos e o público. Vidas Expostas mostram mulheres fortes lutando para conquistar o que deseja, mesmo a mocinha Marina que tende a ser fraca e chata, se destaca no meio de duas grandes mulheres perigosas. Logo no primeiro episódio, Marta já é colocada em destaque por ser a principal suspeita dos crimes, assim como Helena que é outro grande destaque por ser um objeto sexual da trama, mas logo ela se distancia desse título se revelando uma grande personagem. Diferente de Helena e Marta, Marina não começa com grande destaque, mas ao desenvolvimento da temporada, a personagem vai crescendo e tendo muita atenção como as outras. Alguns personagens precisam de tempo para crescer e mostrar a sua capacidade, como foi o caso de Marina.

Já em Vidas Feridas, as mulheres principais giram em torno de um homem, Marcos (Caio Castro). Simone (Sheron Menezzes), o grande amor da vida de Marcos e Fernanda (Christiane Torloni), a mãe elitista e preconceituosa de Marcos. É de se afirmar que há algo machista em uma trama em que as mulheres se enfrentam por causa de um homem, realmente há um machismo inserido, mas que se encerra junto com a primeira fase. A partir da segunda fase, a trama toma uma nova forma, mesmo que a presença do personagem Marcos esteja presente. Simone decide recuperar sua vida de volta, mesmo enfrentando a perigosa Fernanda. Logo é revelado que Simone deseja vingança contra a mulher que acabou com a sua vida. Então, se estabelece uma rivalidade feminina entre a protagonista e antagonista, algo bastante comum nas novelas. Vários embates são realizados entre essas personagens que têm perfil semelhante com outras. A mocinha injustiçada que ganhou força e a vilã elitista. Além da rivalidade entre Simone e Fernanda, há Ana Paula (Camila Queiroz), filha de Fernanda, sempre está confrontando a mãe e colocando suas ideias em questão. Com uma postura de mulher forte e determinada, Ana Paula se mostra feminista e aborda esse assunto em sua narrativa, principalmente quando tem que enfrentar seu namorado psicopata, Miguel (Klebber Toledo). Outra personagem que ganha força é Luciana (Sophie Charlotte), mãe solteira e que desenvolve um relacionamento amoroso com Ana Paula.

Assim como Marina em Vidas Expostas, Ana Paula de Vidas Feridas acaba crescendo e se tornando algo grande e atrativo para o público. Cheia de reviravoltas, as personagens femininas definitivamente são o ponto alto das temporadas, elas prendem os leitores e fazem a história girar e ser cada vez mais emocionante.

Vidas Expostas e Vidas Feridas estão disponíveis completas nos site. A série é escrita por Everton Brandão e tem direção geral de João Carvalho.