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Baseada na lenda mitológica de RÔMULO e REMO, com toda licença poética, que nossa história tem início. 

Dois irmãos gêmeos, separados ainda pequenos, tendo seus destinos traçados de formas diferentes.  Enquanto REMO foi abandonado na porta do Mosteiro de São Bento, RÔMULO foi deixando em frente a uma mansão no bairro da Urca, ambos por uma mulher que depois de praticar esses atos some no mundo, como se nunca tivesse existido. 

 

                                RÔMULO                 

 

            RÔMULO cresceu no luxo e conforto proporcionado pela família da casa onde foi deixado. Teve uma educação requintada, estudando nas melhores escolas e fazendo cursos complementares, que foram de grande valia para a sua formação de administrador financeiro, se tornando um respeitado homem de negócios, com uma esperteza e inteligência admirável por todos que o cercam.

Sempre freqüentou festas e esteve presente nas rodas sociais da alta classe carioca. Enfim, fazendo parte de um mundo que qualquer um queria pertencer, onde problemas parecem não existir.

Mesmo sendo adotado, nosso protagonista nunca sofreu qualquer diferença dentro da casa, sendo tratado como um filho legítimo, com os mesmo privilégio e atenção dado a MAURO.  

MAURO nunca viu esse irmão que não desejou e pediu para ter, com bons olhos, sempre deixando o ciúme falar mais alto na relação entre eles, sendo raro os momentos que não estavam brigado, sempre começado por alguma implicância de MAURO, já que para ele RÔMULO não tinha direito a nada, não tendo o mesmo sangue da família correndo em suas veias. Sempre nutriu em seu coração sentimentos de ciúme e inveja do modo como RÔMULO é tratado pelos seus pais, achando que dentro de casa quem era o filho legítimo, de sangue, não era ele, e sim o adotivo. Por isso foi crescendo em forma de competição que ele mesmo iniciou, querendo mostrar ser superior e melhor em tudo, para tentar reaver um espaço que sentia ter lhe sido roubado.

A ambição e o poder também cresceram junto com sua formação. Mas sempre de uma forma mais exagerada, pois até nisso MAURO quis ser superior, achando que se era para ser ambicioso e poderoso, tinha que mais, numa escalada sem fim, onde o topo dessas duas metas parece não existir. E isso compromete seu lado moral, dos princípios, já que nem sempre essa ganância é saciada facilmente, tendo que agir de outras maneiras para se obter o que deseja, atropelando quem esteja a sua frente e dificulte a concretização de seus projetos.

De personalidade forte e definida, RÔMULO nunca se anulou diante dessa competição que MAURO criou. Sempre quis mostrar seu potencial e superar as expectativas que eram esperadas com relação a tudo que lhe era oferecida pelos  pais adotivos. Não como uma forma de pagamento. Mas para mostrar que ele estava disposto a ir agregando aquilo que eles ofereciam para sua formação, deixando claro, sem utilizar das palavras, que podiam continuar apostando e investindo, pois dentro dele tem um homem em formação, disposto a acumular tudo de bom que é necessário para ser alguém de alta formação e que se faz respeitar, tanto pela sua maneira de tratar os outros, como pelo seu currículo.

RÔMULO tem um casamento sólido e considerado feliz com VÂNIA. Ela é uma cleptomaníaca, que sofre com essa doença sozinha, não revelando para ninguém esse seu desejo de roubar objetos muitas vezes sem nenhuma função, apenas preenchendo essa compulsão que tem.

Dessa união não nasceu o filho que RÔMULUS pensou que teria, já que sente uma imensa vocação em seu coração de ser pai. Nas tentativas que deram certo, VÂNIA não conseguiu levar a gravidez adiante, tendo abortos espontâneos, gerando a frustração e tristeza em toda família. Não em MAURO, que confessa sua alegria e satisfação, já que nessa competição que criou em sua cabeça, tem dois pontos de vantagem, pois é pai de: LUÍSA e OTÁVIO.

Casado com LEILANE, MAURO se acostumou aos mimos e excentricidades da mulher, que foi alimentando ainda mais ao longo dos anos de casamento, como forma de deixá-la distraída, ocupada, enquanto pratica suas traições, já que mulherengo que só, não consegue ficar satisfeito apenas com uma única mulher. 

Mesmo tendo várias mulheres para ser sua amante, MAURO fez de ÁGATHA a única para ocupar de uma forma fixa essa posição, herdando esse substantivo. A relação profissional que eles têm no Banco Impérius, não se resume apenas a esse local de trabalho, se estendo para a cama de um flat que MAURO tem alugado, usando outro nome, e que serve como ninho de amor, desde quando começaram a se envolver.

Por mais que LEILANE seja uma mulher que tem faro para sentir o cheiro da outra que esteja circulando o marido com segunda intenções, não consegue farejar ÁGATHA.  LEILANE sabe que MAURO não é nem um santo, conhecendo bem seu lado mulherengo e cafajeste, mas não imaginando que esta mulher esteja entre eles há tanto tempo.

E dessa relação nasceu GABRIEL, o fruto desse amor que mesmo sendo sincero por parte de ÁGATHA, atingindo um nível tão profundo que não queria em seu coração, e proibido para MAURO. Ele sabe do perigo que corre em suas aventuras extras-conjugais, pois LEILANE ameaça cortar o seu brinquedo, caso descubra alguma traição, não tendo dó nem piedade de fazer isso.

A morte do patriarca da família deixa todos muito abalados, pois JOAQUIM era considerado o alicerce, suporte, capitão desse navio de luxo que é considerado essa respeitada família tradicional carioca, moradores antigos e conhecidos do bairro da Urca.

FRANCISCA não consegue chorar como uma mulher apaixonada pelo homem que agora não mais está de corpo presente em sua vida, perdendo a sua alma gêmea, já que JOAQUIM nunca foi isso para ela. Eles não eram um casal que se casou pelos verdadeiros e sinceros sentimentos que unem duas pessoas no laço do matrimônio, mas sim como um negócio que pai de ambos firmaram e que não vale a pena ser explicitado. Conseguiram manter o respeito mútuo e possibilitou a convivência e os anos de casamento.

 

Antes de partir, já que estava com uma doença que o vitimaria a qualquer momento, JOAQUIM fez um testamento, que é lido por seu advogado e amigo de confiança GUSMÃO depois do enterro, expondo suas vontades com relação a partilha dos seus bens.

É um momento de muita expectativa para MAURO, que tem certeza de que será nomeado o novo presidente do Banco Impérius, por julgar que o sangue falará mais alto nesse momento de extrema importância na família. Mas para sua desilusão, essa certeza se quebra como um cristal em mil pedaços, pois RÔMULO é quem foi designado por ele, pelo pai que aprendeu a amar e gostar como se fosse realmente seu, para ocupar a cadeira da presidência.

O Banco Impérius é um estabelecimento privado, que está na família de JOAQUIM há várias geração, virando um símbolo de riqueza e poder, que não entrou na comunhão dos bens, já que o casamento se deu sobre o regime de comunhão parcial, onde o banco como um bem particular dele. Por isso, a vontade do testador prevalece quanto as designações que aplica. Mesmo tentando argumentar, MAURO não consegue mudar o que está escrito. Isso o deixa enfurecido e muito inconformado, vendo que mais uma vez o adotado se deu bem numa causa que ele já teria ganhado, piorando a abalada relação fraternal que existe entre os dois, que nem a dor da perda conseguiu melhorar ou mesmo apaziguar.

Ao contrário do seu irmão gêmeo, REMO nunca pode usufruir de uma vida de conforto e luxo, crescendo num mundo oposto ao dele. Desde que foi abandonado na porta da igreja, nosso outro protagonista teve que correr atrás da sorte, já que ela parecia fugir dele.

 

                                    REMO

 

REMO sempre foi muito inquieto e agitado, sendo ele quem dava início as bagunças que ocorriam no orfanato para onde foi enviado pelo monge BASTIÃO que o encontrou na noite fria em que foi abandonado.   

Foi no orfanato que conheceu seu grande amigo MARMITA, que considera como um verdadeiro irmão, onde um parece completar o outro. Juntos davam um jeito e sempre conseguiam fugiam para se aventurarem na rua, onde vendo os mais experientes apreenderam a lucrar, tirar dinheiro das pessoas, aplicando jogos de azar.

 

Mesmo não sendo isso que REMO queria para sua vida, via que precisa continuar nessas praticas criminosas para superar essa injustiça que considera ter sofrido, onde o dinheiro era a maneira que via para ser alguém, tendo uma vida que sempre quis e aprendeu a ambicionar, já que era difícil de se conformar de não ter pais e um lar para viver, como tantas outras crianças têm. Muitas vezes ele parava em frente a uma escola rica e ficava observando os pais buscarem os filhos, recebendo-os com um abraço cheio de carinho e afeto, como também em parques e pracinhas, onde via crianças, assim como ele, se divertindo junto com os pais e ficava se imaginando nessa situação, encontrando no travesseiro um lugar para chorar e desaliviar o que estava sentindo em seu coração.

O arrependimento é muito constante em REMO, depois das ações que pratica ao lado de MARMITA, onde juntos consegue uma boa quantia, tanto nos jogos de azares, quanto na venda de produtos que roubam em lojas, como também de bolsas e mochilas de pessoas distraídas que andam nas ruas. Ele aprendeu a ter uma ligação com a igreja e a confissão era como retirar um pedaço do peso que lhe abatia em sua consciência, por saber que o que faz não é certo.

Depois de passar uma boa temporada na cadeia, preso depois de ser reconhecido como um dos ladrões que roubou uma loja de computadores, REMO decidiu que iria largar o mundo do crime de vez, não querendo mais essa vida bandida, escondendo da polícia e vivendo na ilegalidade. Disposto a isso, ele é aceito no Mosteiro de São Bento, pretendendo se tornar um deles, querendo viver na plenitude da fé e religião, afastado do mundo sujo de antes, não fugindo para bem longe como MARMITA resolveu fazer, ganhando o apoio daqueles que acreditam em sua recuperação e mudança.

Nesse tempo, REMO fica realmente engajado em se encontrar na religião, surpreendendo até aqueles que não acreditavam nessa sua vontade.  Mas esse caminho que vem trilhando na luz é interrompido com a possibilidade de voltar a praticar crimes novamente. MARMITA aparece lhe oferecendo uma proposta quase irrecusável de conseguir uma bolada em dinheiro, em um roubo que o perigoso bandido CACAU está planejando fazer.

Esse bandido que é um foragido da polícia, dono de uma extensa lista de crimes, foi armando, desde quando esteve preso, praticar um audacioso roubo ao Banco Impérius.  Com muito tempo ocioso, CACAU esquematizou cada detalhe. Mas com a grande parte dos integrantes de sua quadrilha preso, já que foram apenas dois que conseguiram fugir junto com ele, CACAU resolveu arrumar outras pessoas para assaltar o banco.

E MARMITA achou que REMO não podia estar de fora dessa grande oportunidade de sair com uma boa quantia, convencendo CACAU a aceitá-lo, usando de sua competência e agilidade. É importante deixar frisado que MARMITA e CACAU já se conheciam de outras ocasiões, não sendo nada de pura coincidência.

Um festa é marcada para dar início a nova fase que o Banco Impérius vai entrar, tendo RÔMULO como o novo presidente e MAURO o vice.

 

MAURO ainda não se conformou com essa decisão que JOAQUIM tomou antes de morrer, praguejando e desejando que o pai sofra muito na outra vida, caso ela exista de verdade. Para demonstrar o desprezo que passa a sentir por ele, pega o quadro com sua pintura, que fica na entrada da sala, destrói e coloca fogo, se divertindo enquanto vê o rosto pintado do pai ser consumido pelas chamas.

Esse sentimento de inconformismo, raiva e mágoa, faz MAURO bolar um plano para tentar dar uma reviravolta em tudo isso. Se RÔMULO morrer, quem assume o seu lugar, ocupar a cadeira de presidente será o vice, no caso ele. E assim, MAURO acredita que é a maneira de corrigir esse erro, já que não consegue admitir que um bastardo, que não tem o mesmo sangue, assuma o negócio da família. Para isso contratá alguns bandidos e os incubes de matar RÔMULO na noite da festa, um dia antes dele assumir a nova posição que passará a ocupar no banco.