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SÉRIES

AMOR PARA RECORDAR

1 TEMPORADA

COMPLETO


Conheça a história de Luna, Flávio e Jonathas. História de amor forte, que resistirá até depois da pior tragédia possível na vida deles. Rumos que trazem para vida de cada um cobranças, incertezas e muita batalha. Prova que amor pode resistir a quase tu

Lucas Luciano Pires
AUTOR

06. SEXTO CAPÍTULO

MARILÚCIA?

RESUMO

Luna fica à espera de notícias de Jonathas. Marilúcia e os marginais acertam os últimos detalhes. Luna é sequestrada. Luna fica sabendo o mandante do sequestro. Os sequestradores matam Luna. A família de Luna sente sua falta. A polícia encerra as buscas por Luna.

 

EPISÓDIO

Luna fica sozinha com sua filha assistindo televisão sentada no sofá da sua cama. Em intervalos minúsculos de tempo olha para o celular na esperança de receber algum sinal de Jonathas.

— É meu filho, acho que seu pai não volta mais para nós. – Diz Luna olhando para Thiago.

— Onde está o papai, mamãe? – Pergunta Thiago inocentemente.

— Esperando ele voltar meu filho, se voltar... – Responde Luna olhando olho a olho para seu filho.

Na mansão Segnorato. Os marginais falam com Marilúcia e acertam os últimos detalhes para fazer o serviço combinado.

— Estou confiando em vocês, sei que não vão me decepcionar. – Diz Marilúcia.

— Com o dinheiro que a senhora nos repassou não tem nem chances de decepcionar você. Garantimos o serviço completo! – Afirma um dos marginais.

Marilúcia fica sozinha em seu escritório, se senta em sua mesa e fica pensativa olhando para um retrato de Jonathas.

— Vou pegar seu filho, meu filho, vou honrar e trazer ele para nossa família! – Diz Marilúcia olhando fixamente para o retrato do filho.

Na mesma semana, Luna arruma suas coisas para procurar emprego. Deixa Thiago na casa de Helena e pega um ônibus vai atrás de emprego, em uma rua com quase zero de movimento é pega de surpresa por um dos marginais e levada até um carro e colocada dentro de um porta malas.

— Me tirem daqui! – Grita Luna.

Os dois marginais arrancam com o carro machucando Luna que está no porta-malas. Levam a moça até um local abandonado, tiram ela sem cuidado algum do porta-malas deixando ela toda machucada.

— O que está acontecendo?! – Pergunta Luna chorando. — Se querem dinheiro, não tenho nada, estou desempregada. – Afirma Luna.

— Cala boca vadia! Não queremos escutar sua voz! – Diz um dos marginais.

O outro pega um celular, abre um vídeo e mostra para Luna que está deitada no chão toda amarrada.

— Sempre deixei claro que um dia você ia se arrepender de ter chegado perto da minha família, sempre deixei bem claro que odiava você e não queria ver você por perto, nem com meu filho. Você matou meu filho, você o tirou de mim, fazendo ele se fantasiar por uma aventura a qual não fazia parte do mundo dele! Foi tudo culpa sua e merece cada dor que vai sofrer. Sim, foi eu quem armou isso tudo contra você. Quero você morta, morta! E porquê? Deixei bem claro que ia tirar seu filho de você e para isso preciso de você a sete palmos do chão. Tudo isso por arruinar a minha vida no momento em que apareceu nela. Passar bem desgraçada, nos vemos no inferno! – Depoimento em vídeo de Marilúcia.

Após ver o vídeo, Luna fica desesperada e começa a falar sem medo de qualquer reação.

— Vocês estão ajudando uma louca, problemática. Não a ajudem! – Diz Luna desesperada.

Um dos marginais mira a arma na cabeça de Luna e fica por um tempo com a arma mirada para fazer tortura psicológica. Amarrada no chão, Luna começa a chorar mais, ficando mais desesperada e suando cada instante.

— Matem! Vai, logo! – Diz Luna desesperada.

O marginal atira acertando bem no meio da cabeça, Luna cai como se fosse uma pena no chão, tudo ao redor fica mudo, e os poucos segundos entre a vida e a morte a história de Luna passa como se fosse um passe de mágica. Todas suas lembranças junto a Flávio e Seu filho Thiago.

Mansão Segnorato. Marilúcia é avisada da morte bem-sucedida de Luna e comemora discretamente em seu escritório.

— Por você meu filho! – Diz Marilúcia em tom alto.

A noite chega, Helena fica preocupada com a demora da sua filha. Tenta ligar diversas vezes para o celular, mas cai apenas na caixa postal.

— O que será que aconteceu com minha filha?! – Se pergunta Helena.

No local abandonado, os marginais depois de queimarem o corpo de Luna, cavam um buraco para enterrar os restos do que foi a doce menina.

— Acho que já podemos ir. Já está tudo certo, nossa conta já está mais do que gorda! – Diz um dos marginais.

Madrugada. Helena fica cada vez mais preocupada com Luna que ainda não dá noticia alguma. Chama Laura e Raimundo para conversar.

— Aconteceu alguma coisa com a Luna, até agora não veio buscar o Thiago e não deu noticia alguma. – Diz Helena desesperada.

— Como assim?! Mas onde ela foi?! – Questiona Laura desesperada.

— Temos que ligar para a polícia – Sugere Raimundo sem pensar.

— Não adianta pai, ela tem que sumir por vinte quatro horas. – Justifica Laura. — Temos que ver a onde ela possa está. Não podemos ficar parados esperando o pior acontecer. – Complementa Laura.

Semanas se passam. Os policiais vão até casa dos Silva para conversar sobre os últimos resultados das buscas por Luna.

— Pois bem, sabemos que é um momento crítico e muito esperado por vocês, mas o que temos a falar vai ser dito de forma objetiva. Vamos dar por encerrada a busca por Luna. Não achamos nada que possa dar pistas do paradeiro dela. Arriscamos dizer que ela não está mais viva.

Helena cai no choro junto com seu marido Raimundo. Laura corre para seu quarto olhar as fotos da irmã.

— Se ela realmente estiver morta, não vai ter o direito nem de ter um enterro digno. – Diz Helena chorando.

Alguém toca a campainha da casa dos Silva, Raimundo quem vai atender a porta. Ao abrir encontra Jonathas esperando por notícias.

— Já sabem o que aconteceu com Luna? – Pergunta Jonathas aflito.

— É rapaz, encerraram as buscar sem notícias da minha menina! – Diz Raimundo chorando.

Jonathas abraça Raimundo, os dois choram justos. Helena se aproxima e abraça os dois e todos começam a chorar. Laura continua no seu quarto, olhando fotografias de sua irmã Luna.

— Onde você está minha irmã?! Não podemos lhe perder! – Diz Laura para si mesma.

Dia seguinte, a casa dos Silva fica em um silêncio só. Jonathas aparece na casa convidado por Helena para almoçar. Enquanto Helena prepara algo para comer, Jonathas fica junto de Thiago, Raimundo assistindo televisão e Laura no seu quarto. Alguém toca a campainha, Helena vai atender.

— Olá! – Atende Helena a porta. — Você não me é estranha.

— Claro que não, vim umas semanas atrás da Luna. Mas é o seguinte. Sei que meu neto está aqui com vocês. – Afirma Marilúcia.

— Como assim? Seu neto?! – Pergunta Helena confusa.

— Não se faça. Sou avó do menino, a avó que ele merece! Quero vê-lo. – Ordena Marilúcia.

— Quero saber quem você pensa que é para chegar fazendo isso?! Que neto que tanto diz. – Diz Helena confusa.

— Por isso que não gosto de gente sem escolaridade completa. Sou mãe do Flávio, pai dessa criança que está com aquele rapaz, no sofá da sua casa. – Afirma Marilúcia.

— Você não coloca os pés na minha casa! Não falando dessa forma comigo! – Retruca Helena.

— Escuta bem aqui sua suburbana de merda. Vou entrar na justiça, vou pegar a guarda desse menino o mais rápido possível! – Afirma Marilúcia.

Marilúcia sai sem falar mais nada, deixando Helena ainda mais nervosa a ponto de passar mal. Raimundo corre para acudir a amada.

— Meu amor, se acalme! Não posso perder você! Diz Raimundo tentando ajudar a amada. — Laura! – Grita Raimundo chamando por sua filha.

Alguns meses se passa. Estão no tribunal de um lado Marilúcia e seus advogados, do outro a família Silva junto com Jonathas. Todos à espera do veredito final do juiz sobre a guarda de Thiago.

— Sendo assim, chegamos a uma conclusão, em vista de um futuro melhor para Thiago e dentro das circunstâncias apresentadas, onde temos dos dois lados avós querendo dar o melhor para seu neto. Eu e o júri decidimos, por Marilúcia, tendo como responsável legal o menino Thiago Silva Segnorato.



FIM DO EPISÓDIO

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