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SÉRIES

AMOR PARA RECORDAR

1 TEMPORADA

COMPLETO


Conheça a história de Luna, Flávio e Jonathas. História de amor forte, que resistirá até depois da pior tragédia possível na vida deles. Rumos que trazem para vida de cada um cobranças, incertezas e muita batalha. Prova que amor pode resistir a quase tu

Lucas Luciano Pires
AUTOR

05. QUINTO CAPÍTULO

RESUMO

Marilúcia vai até a casa de Helena pedir o endereço de Luna. Marilúcia vai até a casa de Luna e encontra Jonathas. Jonathas é demitido. Marilúcia fala com seu advogado para pegar a guarda de Thiago. Helena reconhece Marilúcia. Jonathas e Luna discutem.

 

EPISÓDIO

Helena está deitada assistindo televisão, alguém bate na porta e ela mesma se levanta para atender.

— Seu rosto não me é estranho! – Relata Helena.

— Quero falar com Luna. Consigo?! – Pergunta Marilúcia sem delongas.

— Ela não mora mais aqui, quer que eu deixe recado? – Helena responde e logo já faz uma pergunta.

— Não! Quero que me passe o endereço apenas. – Pede Marilúcia sem alguma preocupação com a educação.

— Me surpreende a você vir até minha porta querer um favor e ainda falar dessa maneira. – Retruca Helena.

— Minha hora é cara! Não posso ficar aqui jogando papo fora. Consegue ou não o endereço da Luna? – Pergunta Marilúcia.

No seu carro, Marilúcia coloca sua bolsa no lado do carona e pega o papel com o endereço anotado em suas mãos.

— Saindo de um lugar imundo e indo para outro. Quando esse dia vai acabar?! – Diz Marilúcia falando sozinha.

Na casa dos Silva. Raimundo desce as escadas para levar Helena até o hospital.

— Precisamos ir. – Diz Raimundo. — O que houve? Sua cara mão está legal. – Complementa ele.

— Aconteceu algo estranho. Não sei dizer. – Diz Helena. — Conheço aquela mulher de algum lugar. Sei que conheço. – Complementa Helena com vagas lembranças.

No apartamento de Luna. Jonathas pronto para sair para seu trabalho, vai até sua esposa e dá um beijo de despedida. Quando abre a porta dá de cara com a Marilúcia.

— Mari! – Diz Jonathas impressionado.

— Jonathas, mora aqui nesse apartamento?! – Pergunta Marilúcia confusa. — Então acho que alguém me passou o endereço errado e houve uma grande coincidência e em vir parar na porta da sua casa. – Completa Marilúcia.

— Pode ser. – Diz Jonathas rindo. — Mas quem você procura?! Talvez possa ajudar! – Diz Jonathas.

— Uma pessoa, se é que posso dizer isso. Uma coisa chamada Luna. Ela teve um caso com meu filho contra minha vontade, e claro, depois engravidou para dar um golpe. Mas sou esperta, não nasci ontem. Conheço gente oportunista de longe. – Relata Marilúcia.

— Luna. Você disse isso?! – Pergunta Jonathas engolindo a saliva a seco.

— Sim! Esse nome. Você conhece?! – Afirma Marilúcia e logo faz uma pergunta.

— Conhece e sou eu! – Afirma Luna aparecendo na porta do apartamento.

Marilúcia fica confusa ao ver Luna aparecendo na mesma porta em que Jonathas saiu, se aproximar da moça e olha para dentro do apartamento.

— Alguém me explica o que está acontecendo aqui?! – Ordena Marilúcia.

— Escutei alguém conversando na porta da minha casa vim ver o que era, quando chego aqui era alguém me procurando. Aqui estou, por mais que a “visita” seja a mais desagradável possível. – Diz Luna.

— Jonathas, não precisa nem mais sair de casa. Você está demitido! – Ordena Marilúcia. — No fundo fico impressionada com sua ousadia moça. Mas saiba que também sei brincar. – Complementa Marilúcia.

— Acho que o máximo que você pode fazer, já fez! Demitiu meu marido. Coisa que já sabia, era só questão de tempo. – Diz Luna.

— Você que acha que é só isso. Está enganada! – Diz Marilúcia.

— Então me fala, o que pretende fazer? Me bater, me humilhar? – Pergunta Luna encarando Marilúcia.

— Vou tirar o que você mais ama de você, vou tirar seu filho! – Afirma Marilúcia deixando Luna com raiva e pavor.

— Não sei a onde você quer chegar com isso, sinceramente! – Diz Luna.

— Nossa conversa não acaba por aqui! – Afirma Marilúcia se retirando e deixando Luna paralisada na porta do seu apartamento.

Luna vai para seu quarto sem falar com Jonathas, o rapaz se senta no sofá e fica pensativo, depois de minutos, vai falar com Luna no seu quarto.

— Estou desempregado. De novo! – Diz Jonathas.

— É nisso que está pensando? Pois estou pensando que não quero perder meu filho! – Afirma Luna.

— Ela não vai tirar o Thiago da gente, eu sei que não vai! Ele prefere mil vezes morar com você. Podemos ser pobres, mas tratamos ele muito bem, damos tudo que ele precisa! – Afirma Jonathas.

— Só o fato de eu saber que alguém quer tirar meu filho de mim, isso já me deixa muito angustiada. Não consigo nem imaginar minha vida sem ele. – Replica Luna.

Jonathas sai do quarto da moça e se escora na parede do lado de fora e se senta no chão e fica pensativo. Dentro do quarto, Luna acaba falando uma frase para si mesma.

— Thiago é a única coisa que me restou do Flávio. – Diz Luna para si mesmo, achando que está sozinha.

Do corredor, Jonathas escuta, pega suas coisas e sai do apartamento. Na casa de Marilúcia, ela fala com seu advogado em sua sala de reuniões.

— Preciso dessa criança aqui comigo, de qualquer forma! – Diz Marilúcia.

— É uma coisa complicado, tirar da mãe, dessa forma. Não acho que vai ser algo tão fácil assim! Você tem certeza disso dona Marilúcia?

— Eu quero essa criança aqui, comigo! É o seguinte, eu te pago essa fortuna de salário para escutar que uma coisa é difícil?! Isso para mim quase um belo motivo de demissão! – Diz Marilúcia com tom sério.

— Vou ver o que posso fazer dona Marilúcia. – Diz o advogado.

Marilúcia se levanta de sua mesa e olha pela janela sem dispensar o advogado, alguns segundos olhando pela janela toma uma decisão

— Não preciso da sua ajuda nesse caso. Mas que fique bem claro que esse seu descaso em me ajudar vai ficar anotado aqui. Não vou me esquecer! – Diz Marilúcia.

O advogado deixa a sala de Marilúcia que fica sozinha e fala com si mesma.

— Essa criança vai ficar comigo de qualquer forma, e eu sei como! – Afirma Marilúcia.

Marilúcia pega seu carro e vai em local um pouco desconhecido, com aparência de abandonado, ela sai com duas pessoas de dentro do carro e fica os três em pé.

— Então dona. Qual é? – Fala um dos marginais.

— Sei que vocês podem me ajudar. Digo que vai render um bom dinheiro para vocês. Então dispostos? – Pergunta Marilúcia confiante.

— Quanto de dinheiro, precisamos de valores. – Retruca um dos marginais.

— Uma boa quantia, para cada um de vocês. Podem confiar! – Afirma Marilúcia.

— Aceitamos. Mas qual tipo de serviço. – Pergunta um dos marginais.

— Quero que matem duas pessoas, mas não se assustem, quero que façam aparecer um acidente, que ninguém tem nada a ver com nada. Conseguem?! – Explica e questiona Marilúcia

— A grana tem que ser boa mesmo em dona. – Afirma o marginal.

— E vai ser, eu garanto! Se o serviço for completo e não me der algum trabalho se quer ainda dou uma gratificação. – Diz Marilúcia para os marginais.

Marilúcia passa como quer o serviço e para quem. Depois de alguns bons minutos conversando, ela os deixam em um local e volta para casa. No seu apartamento Luna se sente mal e fica deitada na sua cama.

— O que você tem meu amor? – Questiona Jonathas.

— Não sei, estou com medo de perder a última lembrança que tenho do Flávio. – Responde Luna.

— Você ainda com essa história, ainda falando isso na minha frente, na minha cara Luna? – Questiona Jonathas.

— Você tem que entender que ele foi o amor da minha vida, acho que nunca vou amar alguém como eu o amei. Cada momento com ele foi incrível, nunca vou me esquecer e acho que a pior coisa que você possa me pedir é isto, que esqueça ele. – Explica Luna.

— Então Luna, me desculpa. Não há porque continuar com você, não tem porque continuar aqui. – Diz Jonathas se retirando do quarto.



FIM DO EPISÓDIO

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